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Mensagem por Joao Ruiz em Sex Fev 19, 2010 2:49 pm

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Ferreira Leite condiciona sucessor de Constâncio

por LÍLIA BERNARDES
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A ainda líder do PSD quer que os partidos da oposição tenham uma palavra sobre o novo governador do Banco de Portugal

Dever e objectivos cumpridos. Objectivos que não passavam por ganhar as eleições legislativas de 2009 - "porque ninguém as tinha ganho fosse qual fosse o líder" - mas pela reconquista da credibilidade do PSD. "Perdi as eleições mas falei a verdade. O primeiro- -ministro ganhou-as enganando os portugueses", disse Manuela Ferreira Leite, ontem, em entrevista à RTP1. A consciência tranquila, a imagem de quem se sente liberta de um fardo que carregou durante dois anos, a recusa em envolver-se na campanha eleitoral do senhor que se segue aos comandos do partido, a reafirmação de que não segregou ninguém, foram os outros que se afastaram, numa referência a Passos Coelho, e o querer manter-se como deputada ao "serviço" do País foram algumas das ideias que atravessaram o ecrã. O mesmo aconteceu nas críticas ao Governo de Sócrates. A ainda líder do PSD apresentou-se ela própria como uma pessoa de "princípios e de ética" políticos que disse "a verdade" aos portugueses sobre a realidade económica do País, alguém que "teve razão antes do tempo". Mas a valsa do adeus tem um compasso de espera. Antes da passagem do testemunho, quer ser ouvida sobre a sucessão de Vítor Constâncio à frente do Banco de Portugal, ao assumir que os partidos da oposição "têm uma palavra a dizer", relativamente "à exclusão de determinados nomes que começam a surgir como boatos, e exigir que uma instituição com o prestígio e a importância do Banco Central não possa ser entregue a qualquer pessoa" mas a alguém que congregue um perfil de "competência, isenção e independência".

De Vítor Constâncio referiu como negativo o facto de, por vezes, ter reflectido uma posição "muito colada ao PS", embora reconheça a sua "enorme competência técnica" para exercer o cargo de vice-presidente do BCE.

Se a primeira parte da entrevista foi dedicada à comunicação ao País do primeiro-ministro e ao caso das escutas, a segunda ronda de perguntas levou-a para o campo interno, de balanço da liderança, e para as eleições directas que se aproximam. Uma corrida com três candidatos que, conforme disse, apenas poderão contar com o seu voto mas sem apadrinhamentos. Mesmo assim, e para justificar a viabilização do Orçamento do Estado, garantiu que, apesar da fase de transição, o PSD estaria preparado para enfrentar umas eleições antecipadas. "Em democracia, não há vazios de poder. Não foi com medo de eleições que viabilizámos o OE", mas sim por "interesse nacional", confessando ter sido sensível ao apelo do Presidente da República. E fica um aviso ao futuro líder: o PSD será nos próximos anos obrigado "a assumir uma responsabilidade enorme" no equilíbrio de forças que sustentem a governabilidade, recusando a ideia de que afastara pessoas, numa referência a Passos Coelho.

"Não é verdade", garantiu. Afinal, foram elas que "tomaram a decisão de não colaborar", nomeadamente nas eleições para as legislativas do ano passado. Portanto, "não me avaliem por esse prisma", pediu. A frase que lhe foi atribuída de que não queria "a raposa dentro do galinheiro" (ou seja, Passos Coelho como deputado no Parlamento) já foi apagada da memória: "Não me lembro", disse.

In DN

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