Médio Oriente: Assembleia-Geral da ONU exigiu um cessar-fogo imediato e duradouro 2009-01-17 04:21:51 Washington, 17 Jan (Lusa)
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Médio Oriente: Assembleia-Geral da ONU exigiu um cessar-fogo imediato e duradouro 2009-01-17 04:21:51 Washington, 17 Jan (Lusa)
Médio Oriente: Assembleia-Geral da ONU exigiu um cessar-fogo imediato e duradouro
2009-01-17 04:21:51
Washington, 17 Jan (Lusa) - A Assembleia geral da ONU exigiu sexta-feira à noite um cessar-fogo imediato e duradouro em Gaza, que conduza à retirada total forças israelitas dos territórios ocupados.
Numa resolução aprovada por larga maioria, o órgão plenário da ONU "exigiu o respeito sem condições da resolução 1860 do Conselho de Segurança".
O texto relembra "o apelo lançado para a instauração imediata de um cessar-fogo duradouro e pleno, que conduza à retirada total forças israelitas de Gaza e à distribuição sem obstáculos, em qualquer sítio de Gaza, da ajuda humanitária".
A resolução 1860 do Conselho, adoptada a 8 de Janeiro, não foi efectivamente seguida, pois Israel prosseguiu a sua ofensiva contra o movimento islamita Hamas na Faixa de Gaza, que já fez mais de 1.100 mortos desde 27 de Dezembro.
As resoluções da Assembleia-Geral das Nações Unidas não são consideradas como vinculativas.
O presidente da Assembleia, Miguel de Escoto, anunciou que a aprovação foi conseguida com 142 votos a favor, seis contra e oito abstenções.
Mas uma contagem revista e publicada cerca de uma hora mais tarde referiu 142 votos a favor, três contra (Estados Unidos, Israel e Nauru) e nove abstenções.
A votação teve lugar após várias horas de negociações e de manobras confusas.
A resolução é a conclusão de dois dias de debates no âmbito de uma reunião urgente da Assembleia, pedida pelo Movimento dos Não Alinhados (118 Estados-membros num total de 192), para exigir o respeito pela resolução 1860.
O texto é fruto de um compromisso negociado, em nome da Palestina, pelo Egipto com a União Europeia.
Um grupo de países composto pela Síria, Irão, Venezuela, Indonésia e Malásia tentou fazer adoptar alterações para endurecer o texto, reclamando em especial "a retirada imediata e incondicional das forças israelitas de Gaza".
Sexta-feira, um responsável governamental israelita indicou que o gabinete de segurança deve votar hoje à noite a favor de um cessar-fogo unilateral "na sequência da assinatura de um acordo em Washington e dos progressos significativos realizados ao Cairo".
A mesma fonte garantiu que "as forças israelitas permanecerão à Gaza" após instaurado esse cessar-fogo, sem precisar a duração dessa presença.
A tentativa do grupo, que engloba a Síria e o Irão, foi chumbada após uma intervenção comovente do observador permanente da Palestina na ONU, Riyad Mansour.
Recordando que os palestinianos de Gaza estão a sofrer enquanto a Assembleia debate, Mansour afirmou que o texto inicial lhe parecia "aceitável".
Após a votação, Mansour congratulou-se por ver na Assembleia um voto "quase unânime" para fazer pressão sobre Israel tendo em vista um cessar-fogo.
"Teremos ganho a causa graças ao vosso apoio", afirmou, agradecendo aos delegados.
O Israel e os Estados Unidos, o seu protector tradicional na ONU, criticaram o texto e questionaram a pertinência da reunião.
"Uma resolução distinta da Assembleia não é nem necessária nem útil, sobretudo quando não faz nenhuma menção aos tiros de foguetes contra Israel", disse o embaixador norte-americano adjunto, Alejandro Wolff.
Israel tentou quinta-feira, em vão, impedir a reunião, argumentando que nos termos da Carta da ONU, a Assembleia-geral não tinha de pronunciar-se sobre uma questão que o Conselho de segurança já tinha analisado.
O Estado hebreu foi copiosamente criticado pela sua ofensiva em Gaza e acusado de violar o direito internacional, nomeadamente pelos seus ataques contra hospitais e construções que abrigam a imprensa e a ONU.
Sexta-feira, a sua delegada, Meirav Shahar, rejeitou a resolução, qualificando-a como "parcial" e sublinhando que não menciona os tiros de foguetes, que de acordo com Israel, justificam a sua ofensiva.
LMP
Lusa/fim
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2009-01-17 04:21:51
Washington, 17 Jan (Lusa) - A Assembleia geral da ONU exigiu sexta-feira à noite um cessar-fogo imediato e duradouro em Gaza, que conduza à retirada total forças israelitas dos territórios ocupados.
Numa resolução aprovada por larga maioria, o órgão plenário da ONU "exigiu o respeito sem condições da resolução 1860 do Conselho de Segurança".
O texto relembra "o apelo lançado para a instauração imediata de um cessar-fogo duradouro e pleno, que conduza à retirada total forças israelitas de Gaza e à distribuição sem obstáculos, em qualquer sítio de Gaza, da ajuda humanitária".
A resolução 1860 do Conselho, adoptada a 8 de Janeiro, não foi efectivamente seguida, pois Israel prosseguiu a sua ofensiva contra o movimento islamita Hamas na Faixa de Gaza, que já fez mais de 1.100 mortos desde 27 de Dezembro.
As resoluções da Assembleia-Geral das Nações Unidas não são consideradas como vinculativas.
O presidente da Assembleia, Miguel de Escoto, anunciou que a aprovação foi conseguida com 142 votos a favor, seis contra e oito abstenções.
Mas uma contagem revista e publicada cerca de uma hora mais tarde referiu 142 votos a favor, três contra (Estados Unidos, Israel e Nauru) e nove abstenções.
A votação teve lugar após várias horas de negociações e de manobras confusas.
A resolução é a conclusão de dois dias de debates no âmbito de uma reunião urgente da Assembleia, pedida pelo Movimento dos Não Alinhados (118 Estados-membros num total de 192), para exigir o respeito pela resolução 1860.
O texto é fruto de um compromisso negociado, em nome da Palestina, pelo Egipto com a União Europeia.
Um grupo de países composto pela Síria, Irão, Venezuela, Indonésia e Malásia tentou fazer adoptar alterações para endurecer o texto, reclamando em especial "a retirada imediata e incondicional das forças israelitas de Gaza".
Sexta-feira, um responsável governamental israelita indicou que o gabinete de segurança deve votar hoje à noite a favor de um cessar-fogo unilateral "na sequência da assinatura de um acordo em Washington e dos progressos significativos realizados ao Cairo".
A mesma fonte garantiu que "as forças israelitas permanecerão à Gaza" após instaurado esse cessar-fogo, sem precisar a duração dessa presença.
A tentativa do grupo, que engloba a Síria e o Irão, foi chumbada após uma intervenção comovente do observador permanente da Palestina na ONU, Riyad Mansour.
Recordando que os palestinianos de Gaza estão a sofrer enquanto a Assembleia debate, Mansour afirmou que o texto inicial lhe parecia "aceitável".
Após a votação, Mansour congratulou-se por ver na Assembleia um voto "quase unânime" para fazer pressão sobre Israel tendo em vista um cessar-fogo.
"Teremos ganho a causa graças ao vosso apoio", afirmou, agradecendo aos delegados.
O Israel e os Estados Unidos, o seu protector tradicional na ONU, criticaram o texto e questionaram a pertinência da reunião.
"Uma resolução distinta da Assembleia não é nem necessária nem útil, sobretudo quando não faz nenhuma menção aos tiros de foguetes contra Israel", disse o embaixador norte-americano adjunto, Alejandro Wolff.
Israel tentou quinta-feira, em vão, impedir a reunião, argumentando que nos termos da Carta da ONU, a Assembleia-geral não tinha de pronunciar-se sobre uma questão que o Conselho de segurança já tinha analisado.
O Estado hebreu foi copiosamente criticado pela sua ofensiva em Gaza e acusado de violar o direito internacional, nomeadamente pelos seus ataques contra hospitais e construções que abrigam a imprensa e a ONU.
Sexta-feira, a sua delegada, Meirav Shahar, rejeitou a resolução, qualificando-a como "parcial" e sublinhando que não menciona os tiros de foguetes, que de acordo com Israel, justificam a sua ofensiva.
LMP
Lusa/fim
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Re: Médio Oriente: Assembleia-Geral da ONU exigiu um cessar-fogo imediato e duradouro 2009-01-17 04:21:51 Washington, 17 Jan (Lusa)
Admin escreveu:Médio Oriente: Assembleia-Geral da ONU exigiu um cessar-fogo imediato e duradouro
2009-01-17 04:21:51
Washington, 17 Jan (Lusa) - A Assembleia geral da ONU exigiu sexta-feira à noite um cessar-fogo imediato e duradouro em Gaza, que conduza à retirada total forças israelitas dos territórios ocupados.
Numa resolução aprovada por larga maioria, o órgão plenário da ONU "exigiu o respeito sem condições da resolução 1860 do Conselho de Segurança".
O texto relembra "o apelo lançado para a instauração imediata de um cessar-fogo duradouro e pleno, que conduza à retirada total forças israelitas de Gaza e à distribuição sem obstáculos, em qualquer sítio de Gaza, da ajuda humanitária".
A resolução 1860 do Conselho, adoptada a 8 de Janeiro, não foi efectivamente seguida, pois Israel prosseguiu a sua ofensiva contra o movimento islamita Hamas na Faixa de Gaza, que já fez mais de 1.100 mortos desde 27 de Dezembro.
As resoluções da Assembleia-Geral das Nações Unidas não são consideradas como vinculativas.
O presidente da Assembleia, Miguel de Escoto, anunciou que a aprovação foi conseguida com 142 votos a favor, seis contra e oito abstenções.
Mas uma contagem revista e publicada cerca de uma hora mais tarde referiu 142 votos a favor, três contra (Estados Unidos, Israel e Nauru) e nove abstenções.
A votação teve lugar após várias horas de negociações e de manobras confusas.
A resolução é a conclusão de dois dias de debates no âmbito de uma reunião urgente da Assembleia, pedida pelo Movimento dos Não Alinhados (118 Estados-membros num total de 192), para exigir o respeito pela resolução 1860.
O texto é fruto de um compromisso negociado, em nome da Palestina, pelo Egipto com a União Europeia.
Um grupo de países composto pela Síria, Irão, Venezuela, Indonésia e Malásia tentou fazer adoptar alterações para endurecer o texto, reclamando em especial "a retirada imediata e incondicional das forças israelitas de Gaza".
Sexta-feira, um responsável governamental israelita indicou que o gabinete de segurança deve votar hoje à noite a favor de um cessar-fogo unilateral "na sequência da assinatura de um acordo em Washington e dos progressos significativos realizados ao Cairo".
A mesma fonte garantiu que "as forças israelitas permanecerão à Gaza" após instaurado esse cessar-fogo, sem precisar a duração dessa presença.
A tentativa do grupo, que engloba a Síria e o Irão, foi chumbada após uma intervenção comovente do observador permanente da Palestina na ONU, Riyad Mansour.
Recordando que os palestinianos de Gaza estão a sofrer enquanto a Assembleia debate, Mansour afirmou que o texto inicial lhe parecia "aceitável".
Após a votação, Mansour congratulou-se por ver na Assembleia um voto "quase unânime" para fazer pressão sobre Israel tendo em vista um cessar-fogo.
"Teremos ganho a causa graças ao vosso apoio", afirmou, agradecendo aos delegados.
O Israel e os Estados Unidos, o seu protector tradicional na ONU, criticaram o texto e questionaram a pertinência da reunião.
"Uma resolução distinta da Assembleia não é nem necessária nem útil, sobretudo quando não faz nenhuma menção aos tiros de foguetes contra Israel", disse o embaixador norte-americano adjunto, Alejandro Wolff.
Israel tentou quinta-feira, em vão, impedir a reunião, argumentando que nos termos da Carta da ONU, a Assembleia-geral não tinha de pronunciar-se sobre uma questão que o Conselho de segurança já tinha analisado.
O Estado hebreu foi copiosamente criticado pela sua ofensiva em Gaza e acusado de violar o direito internacional, nomeadamente pelos seus ataques contra hospitais e construções que abrigam a imprensa e a ONU.
Sexta-feira, a sua delegada, Meirav Shahar, rejeitou a resolução, qualificando-a como "parcial" e sublinhando que não menciona os tiros de foguetes, que de acordo com Israel, justificam a sua ofensiva.
LMP
Lusa/fim
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Eis a resposta do Olmert e do gang judeu
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