Dinheiro da máfia chinesa transportado de Madrid para Portugal em camionetas

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Dinheiro da máfia chinesa transportado de Madrid para Portugal em camionetas

Mensagem por Vitor mango em Dom Out 21, 2012 1:22 am

Dinheiro da máfia chinesa transportado de Madrid para Portugal em camionetas
Polícia espanhola deteve presumível líder da organização criminosa desmantelada na passada terça-feira em Espanha. Dinheiro da máfia chinesa era transportado em camionetas e automóveis desde Madrid até Portugal, Itália, Hungria e Andorra.
Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)
23:25 Sexta feira, 19 de outubro de 2012

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Gao Ping, o "imperador" da máfia chinesa
Gao Ping, o "imperador" da máfia chinesa

Gao Ping, detido esta madrugada em Madrid, controlava duas dezenas de empresas e mercenários para branqueamento de dinheiro. O "imperador" da máfia chinesa, proprietário da Magee Art Gallery, foi preso no âmbito da Operação Imperador, a decorrer em Espanha. O chinês liderava três organizações criminosas cujos tentáculos estendiam-se a Portugal.

Parte do dinheiro da rede criminosa era transportado em automóveis, camionetas e contentores. Entre 2002 e 2007, segundo o Tribunal Anticorrupção espanhol, a rede chegou a enviar por este meio, para branqueamento, cerca de 9,5 milhões de euros.

O método não era utilizado somente em Espanha. Segundo a investigação, os membros da organização deslocavam-se por terra, a partir de Madrid, a outros países como Portugal, Itália (onde a rede mantinha outro esquema paralelo de branqueamento) ou Hungria.

Noutras ocasiões, o destino era diretamente Andorra, onde o dinheiro era depositado diretamente em bancos e enviado para a China através de transferências bancárias.

Para o transporte de dinheiro vivo utilizavam, ainda, contentores, enviados a partir de portos espanhóis.

De acordo com a investigação, a organização criminosa desmantelada em Espanha branqueava entre 200 a 300 milhões de euros por ano.

A polícia assegura que a máfia chinesa "distorcia" a economia espanhola.
Dono de um império mas com pouco dinheiro no banco

Gao Ping foi detido juntamente com a sua mulher, Lizhen Yang (dois irmãos dela estão também envolvidos na rede, pessoalmente ou través de sociedades). Yang tinha um papel importante na organização, e segundo o jornal "El País" o seu nome aparece em onze sociedades, alguma vezes junto com o do seu marido. Quanto aos irmãos, aparecem apenas vinculados a algumas das empresas de Gao, como a Gold City e Nuevo City Oriental.

Apesar dos sinais aparentes de riqueza - é proprietário de uma enorme mansão em Somosaguas, Madrid, de carros de luxo, uma galeria de arte, dezenas de sociedades de importação e exportação e venda de roupa -, dos contactos com políticos do mais alto nível, e de ser uma das pessoas mais poderosas da comunidade chinesa, Gao Ping não tinha praticamente dinheiro no banco. A brigada do crime organizado da Polícia espanhola tinham-no na mira há três anos.

Os investigadores descobriram que a sua rede exigia dinheiro a quase todas as lojas chinesas em Espanha, e a quase todos acabavam por pagar a Gao, quer soubessem que era para ele, quer não.
Esquema criminoso com importações e exportações

O império de Gao ergueu-se através da importação de produtos da China. A mercadoria - roupa de marca falsificada, jogos com a marca de segurança da CE e tabaco, entre outras coisas - chegava aos portos de Barcelona e Valencia em contentores.

Parte dessa mercadoria não era declarada, outra parte declarada a um valor muito inferior ao real. Depois, era vendida nas lojas de Cobo Calleja (Fuenlabrada) e outros pólos industriais, como o de Arganda del Rey, também em Madrid.

O dinheiro "sujo" obtido através dessas operações era enviado, pela rede de Gao, para a China, à marge dos trâmites legais, para pagar aos fornecedores e investir em propriedades e todo o tipo de negócio naquele país. Na China, o pai de Gao e a sua irmã encarregavam-se da gestão das remessas de dinheiro.

O branqueamento de dinheiro da rede agora desmantelada em Espanha fazia-se através de distintos métodos, grupos e trabalhadores ao serviço da organização de Gao, que por sua vez tinha uma rede empresarial formada por quinze sociedades, entre as quais a Wooden Horse Press, Novena Finca S.L., Espacio Tao, International Trade City Import-Export, a Associación de Compañías Comerciales Chinas, e, ainda, a galeria de arte Magee, através da qual dizia-se mecenas.

Entre as 84 pessoas detidas esta semana pelas autoridades espanholas, das quais 17 já tiveram a prisão confirmada (outras 19 estavam hoje a ser ouvidas), 53 são chineses, 17 espanhóis e as restantes de outras nacionalidades.

Entre os suspeitos, está um ator porno espanhol. Nacho Vidal, apontado como colaborador da máfia chinesa para o branqueamento de dinheiro, está em liberdade condicional.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/dinheiro-da-mafia-chinesa-transportado-de-madrid-para-portugal-em-camionetas=f761159#ixzz29uqjyDBu

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