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França

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França Empty Os franceses que querem ser alemães

Mensagem por ricardonunes Dom Mar 28, 2010 4:52 am

por ABEL COELHO DE MORAIS

Cenas de amor e ódio na França dos anos 40. Cometeram o erro de se aproximar dos militares do III Reich que ocupavam o país. Foram cerca de 20 mil francesas que tiveram filhos de alemães de 1940 a 1944. As crianças irão pagar um preço elevado por esta paternidade maldita. Uma paternidade só agora reconhecida pelo Governo de Berlim.

"Sinto-me um vulcão em actividade, depois de todos estes anos de sofrimento. É o melhor sentimento que posso ter, já que o meu pai era um 'boche', o 'inimigo', enquanto eu o admirava com todo o meu coração", exulta Daniel Rouxel. Aos 67 anos, viu ser-lhe atribuída a nacionalidade alemã após uma luta de mais de 15 anos.
Rouxel nasceu em Abril de 1943, filho de mãe francesa e de Otto Hammon, tenente do exército que então ocupava a maior parte da França. É uma das 200 mil crianças nascidas de uniões entre francesas e militares alemães de 1940 a 1944.
A Alemanha começou, finalmente, a reconhecer-lhes a dupla nacionalidade, tendo Rouxel sido o primeiro, em Agosto de 2009. Depois dele, num processo ainda em curso, muitos outros conseguiram o passaporte alemão, pondo fim a uma situação de ignomínia e discriminação, que só foi possível após o degelo das relações franco-alemães nos anos 70.
A mãe de Daniel trabalhava na cantina de um campo militar alemão em Pleurtuit, localidade na costa atlântica, a dez quilómetros de Saint-Malo, quando a invasão aliada da Normandia, em Junho de 1944, a leva a partir para Paris. O bebé ficou para trás numa família de acolhimento.
Aos quatro anos, Daniel passou a viver com a avó materna numa aldeia da Bretanha. Aqui é visto como "uma curiosidade"; quando frequenta a escola, os outros alunos não lhe poupam insultos - frases como "filho de boche e de puta" eram "de veludo comparado com os insultos dos adultos", recorda Daniel. Aos cinco anos, pensou em suicidar-se.
Sessenta anos depois, a família alemã de Daniel entrega-lhe o capacete do pai. Para ele, foi o objecto "mais precioso" que alguma vez recebeu.
A sua história é também a de Jeanine Nivoix-Sevrestre, que a família só colocou na escola aos nove anos; rejeitada pelo avô, a jovem pesava então 18 quilos. Ou a de Claude Jeanne, que percorreu todos os cemitérios de alemães na Normandia à procura da sepultura do pai.
Muitos outros, na sua "enorme solidão" - como Daniel descreve a infância e a juventude - nunca conseguiram saber quem foi o pai; noutros casos, foram as mães a ocultar a sua identidade.
A maioria das crianças nasceu nas regiões onde se erguia a Muralha do Atlântico, locais onde as unidades alemães permaneceram mais tempo. "Foi aqui que houve contacto com as populações, os franceses estiveram envolvidos na construção das defesas, e os alemães ficaram associados à vida das aldeias nos primeiros anos da ocupação", nota Jean-Paul Picaper, historiador que retrata estas circunstâncias em Enfants Maudits. "Para os alemães é fantástico descobrir que os seus soldados não deixaram só morte à sua passagem na guerra" de 39/45. No livro, Picaper recolhe testemunhos da infância ditados por idosos; muitos trazem a público pela primeira vez estas memórias.
Rouxel e outros iniciaram a batalha pelo reconhecimento da dupla nacionalidade nos anos 90. O seu pedido era baseado nos arquivos da WAST (o serviço do exército alemão para as vítimas e presos de guerra), que permitem conhecer o destino de todos os elementos das forças armadas. Em 2003, o documentário Enfants de Boche constituiu uma "pedrada no charco" revelando tragédias pessoais, histórias e discriminações das crianças nascidas durante a Ocupação. Foi uma importante ajuda na batalha que só culminou no início de 2009, quando Berlim criou legislação permitindo o reconhecimento da nacionalidade a estes "filhos da guerra".
Mas nem todos os filhos de pai alemão terão o desejo de reconhecer o progenitor. Um desses "acidentes de guerra" - como pejorativamente eram conhecidos em França - reconhecia há dias, a coberto do anonimato, que aqueles que descobriram que o "pai teve o cartão do partido nazi não estarão tão ansiosos de admitir a sua paternidade".
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França Empty França - Assalto a banco em Paris comparado ao 'roubo do século'

Mensagem por Joao Ruiz Qua Mar 31, 2010 9:01 am

Assalto a banco em Paris comparado ao 'roubo do século'

por T.V., com Lusa e AFP
Hoje

França Ng1273986

O banco Le Crédit Lyonnais (LCL) foi assaltado em Paris no último fim-de-semana, através de um método ?algo estranho?: segundo a polícia, os ladrões furaram uma parede subterrânea com 80 centímetros de largura, sequestraram um guarda e roubaram quase 200 cofres privados, provocando um incêndio para eliminar os vestígios do assalto, que já é comparado com o ?roubo do século?, ocorrido em França nos anos 70.

A sucursal do LCL perto na avenida da Ópera de Paris foi assaltada na noite de sábado para domingo. Os ladrões roubaram o conteúdo de quase 200 cofres privados, cujo valor ainda não é conhecido.

Segundo um porta-voz do LCL, “o banco não tinha conhecimento dos montantes depositados pelos seus clientes”, porque o aluguer dos cofres é feito sob princípio de confidencialidade. A investigação em curso vai avaliar os prejuízos do assalto, que se supõe serem muito elevados.

Christian Julien, um cliente que tinha usado um dos cofres que estavam dentro do banco, disse ao canal televisivo francês BFM que tinha bens avaliados em cerca de 15 mil euros. "Não tinha muito dinheiro, mas sim jóias de qualidade, que pertenciam à minha mulher, que trouxe de África há muito tempo. Tinham um valor sentimental para nós", acrescentou.

Método “estranho” semelhante ao “roubo do século”

Os ladrões entraram na cave do LCL, actualmente em obras, cerca das 22h de sábado, através de túneis em caves vizinhas e de condutas de ventilação. Sequestraram um segurança durante nove horas, amarrando-o sob ameaça depois de este se ter deslocado à cave por ter ouvido um barulho suspeito.

Para entrar na sala dos cofres, furaram uma parede com 80 centímetros, deixando um buraco com largura suficiente para deixar passar uma pessoa. A porta-voz do gabinete do procurador de Paris, Isabelle Montagne, considera esta "uma forma algo estranha de operar".

Antes de deixarem o edifício, os assaltantes – o guarda diz ter visto três homens, mas outras testemunhas dizem ter visto quatro ou cinco pessoas entrar numa carrinha junto ao banco – incendiaram a cave, o que fez disparar os alarmes de incêndio. O sistema anti-incêndio inundou depois a sala dos cofres, tornando mais difícil encontrar vestígios. A polícia pericial só começou os trabalhos de investigação na segunda-feira.

Quando sentiu o cheiro a fumo, o guarda já não ouvia os assaltantes. Conseguiu então libertar-se e chamou os bombeiros. Está bem e a receber apoio psicológico.

A agência France Presse compara o “modus operandi” deste assalto ao “roubo do século” em França – o célebre assalto de Julho de 1976 feito também num fim-de-semana pelo antigo militar e fotógrafo Albert Spaggiari a uma agência do banco Société Générale, em Nice, na Côte d'Azur.

O assalto de Spaggiari rendeu-lhe milhões de francos e uma aura de mito. Segundo o obituário escrito sobre si no 'New York Times', Spaggiari e os seus homens chegaram a tomar refeições dentro do cofre do Société Générale e escreveram, numa das paredes “Sem Armas, Sem Violência, Sem Ódio”. Spaggiari foi denunciado por um comparsa e condenado à revelia a prisão perpétua – fugiu saltando da janela do gabinete de um juiz. A polícia perseguiu-o durante 12 anos, até à sua morte – por cancro, aos 57 anos, em 1989).

No final de 2009, um outro assalto semelhante ocorreu em França, na Caisse d'Epargne de Montreuil, em que o conteúdo de 117 cofres privados foi roubado.

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França Empty Re: França

Mensagem por Joao Ruiz Sab Abr 03, 2010 10:56 am

Espero que igual justiça se faça um dia, embora noutra escala e dimensão, aos Filhos da Revolução (25 de Abril de 1974)!

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França Empty Le Monde passa a ser controlado pela Prisa

Mensagem por Joao Ruiz Seg Abr 12, 2010 10:47 am

Le Monde passa a ser controlado pela Prisa

por Lusa
Hoje

França Ng1279084

O jornal francês Le Monde vai passar a ser controlado pelo grupo espanhol Prisa, que já tem uma participação de 15 por cento no diário, revela hoje a imprensa francesa.

"Os editores vão perder o controlo do diário" que "até ao verão" deverá estar sob alçada espanhola, assinala o La Tribune numa notícia em que refere que a recapitalização do grupo francês acontece no âmbito "da crise financeira mais grave de toda a sua história".

Trata-se de "uma operação indispensável de reforço dos fundos próprios do grupo" que levará a que os acionistas "históricos" passem a minoritários, acrescenta a notícia.

Isso mesmo refere um comunicado difundido na sexta-feira pelo grupo depois de uma reunião do conselho de administração do grupo francês, em que não são mencionadas eventuais negociações com a Prisa.

A nota limita-se a referir que o conselho de administração está de acordo com a necessidade de organizar a estrutura acionista do grupo para garantir a sua independência editorial.

O La Tribune cita diversas fontes que confirmaram que a Sociedade de Editores do Monde, que controla o diário francês desde a sua criação há mais de 66 anos, "deve deixar o lugar à espanhola Prisa".

O diário económico Les Echos escreve também sobre o "sismo esperado no Le Monde" que levará à perda de controlo dos acionistas históricos.

O jornal acrescenta que, apesar de a administração do grupo francês não ter adiantado nomes, "sabe-se que o principal investidor com quem está a negociar é o grupo espanhol Prisa".

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Mensagem por Joao Ruiz Qui Jul 08, 2010 9:44 am

Sarkozy investigado no caso L'Oréal

por PATRÍCIA VIEGAS
Hoje

França Ng1315661

Eric Woerth, actual ministro do Trabalho e ex-tesoureiro da UMP, apresentou queixa por difamação.

A justiça francesa abriu ontem um inquérito sobre o alegado financiamento ilegal da campanha de Nicolas Sarkozy para as eleições presidenciais de 2007, com base em declarações de Claire Thiboult, antiga contabilista da octogenária Liliane Bettencourt, a herdeira do império L'Oréal e a mulher mais rica da França.

Claire disse à polícia, depois de uma entrevista ao Mediapart, que o actual ministro do Trabalho francês, Eric Woerth, recebeu, enquanto tesoureiro da UMP, a soma líquida de 150 mil euros para financiar a campanha do actual Chefe do Estado francês. O donativo, se for confirmado, será ilegal, pois o máximo permitido pela lei do financiamento dos partidos é de 7500 euros para um partido e de 4600 para um candidato.

A ex-contabilista explicou aos jornalistas daquele site que tinha autorização para permitir levantamentos semanais de 50 mil euros. "Era para pagar aos médicos, aos cabeleireiros, ao pessoal, mas também aos políticos." E afirmou também que Sarkozy, quando ocupou o cargo de presidente da câmara de Neuilly, de 1983 a 2002, "recebia também o seu envelope" da família Bettencourt. "Toda a gente sabia disso na casa."

O Le Monde avançou ontem que a brigada financeira e a brigada de repressão do crime contra a pessoa está a investigar a retirada de uma quantia dessas em dinheiro vivo a 26 de Março de 2007 - o que confirma pelo menos parte da versão contada pela ex-contabilista ao Mediapart e à polícia.

Woerth, tal como Sarkozy, desmente todas as alegações. E ontem indicou que apresentou queixa por difamação junto da justiça. Ministro do Trabalho e ex-ministro responsável pelo Orçamento, Woerth é casado com Florence, que até há pouco tempo era gestora de uma parte da fortuna de Liliane Bettencourt.

Este escândalo todo veio à baila quando a filha da herdeira do império da cosmética francês, Françoise Bettencourt-Meyers, decidiu processar um fotógrafo de celebridades por este ter recebido quase mil milhões de euros em presentes dados pela sua mãe - que segundo ela já estará senil. O fotógrafo, François-Marie Banier, diz que tudo lhe foi dado de livre vontade e Liliane, magoada com a filha, garante estar no seu perfeito juízo.

Mas a juntar a toda esta troca de acusações há ainda as escutas ilegais feitas pelo ex-mordomo da família Bettencourt. As conversas que foram gravadas por Pascal B. deixam dúvidas sobre o real estado da herdeira da L'Oréal e dão a entender que haveria manobras de fuga ao fisco e irregularidades na gestão dos bens da viúva. Florence Woerth demitiu-se para evitar as acusações de favorecimento que foram feitas pelos media ao marido e garantiu que tudo não passava de mentiras e calúnias.

Esta não é, apesar de tudo, a primeira vez que o nome de Sarkozy surge envolvido em casos de alegado financiamento ilícito de partidos. O Chefe do Estado foi recentemente implicado por um relatório da polícia do Luxemburgo num esquema de subornos e comissões ilegais na venda de submarinos ao Paquistão - que terá servido para financiar a campanha de Édouard Balladur na eleição presidencial de 1995.

Sarkozy, então ministro das Finanças, foi nesse ano o director de campanha de Balladur, que concorreu às presidenciais contra Jacques Chirac. E acabou por ser derrotado por ele. Chirac jamais esqueceria o apoio de Sarkozy a Balladur naquela luta fratricida.

O relatório da polícia luxemburguesa, que foi, também ele, divulgado pelo Mediapart, refere a alegada passagem do dinheiro dessas comissões ilegais pela Heine, empresa com sede no Luxemburgo. Mais uma vez, o Eliseu reagiu dizendo que não passava de uma efabulação baseada numa investigação policial conduzida sem qualquer rigor no Luxemburgo.

No passado, Sarkozy também já foi envolvido noutro escândalo que passava pelo Luxemburgo. Mais concretamente pela sociedade financeira Clearstream. O caso explodiu antes das eleições presidenciais de 2007, quando ele e Dominique de Villepin, antigo primeiro-ministro francês, travavam uma guerra silenciosa pela candidatura da UMP.

O nome do actual Chefe do Estado apareceu numa lista de pessoas que teriam escondido nessa sociedade o dinheiro de comissões ilegais recebidas na venda de seis fragatas a Taiwan em 1991. A lista, provou-se depois, era falsa. Villepin, que sabia disso, foi processado por Sarkozy, por não ter denunciado o facto à justiça. Mas acabou por ser absolvido.

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França Empty Bettencourt deram milhares à UMP

Mensagem por Joao Ruiz Qua Jul 14, 2010 8:32 am

Bettencourt deram milhares à UMP

por PATRÍCIA VIEGAS
Hoje

França Ng1318195

Eric Woerth, que abandona tesouraria do partido, implicado por documento do ex-gestor da herdeira da L'Oréal

Liliane Bettencourt e o seu falecido marido terão dado pelo menos 30 mil euros à UMP, revelou um memorando pessoal e confidencial da autoria do antigo gestor da fortuna da herdeira da L'Oreal, Patrice de Maistre. O documento, que ontem foi divulgado pelo site do Nouvel Observateur, mostra que o casal começou a fazer donativos para o partido em 2006. Nele, voltam a ser mencionados Eric Woerth e Nicolas Sarkozy, respectivamente ministro do Trabalho e Presidente de França. Aliás, o assunto do memorando de Maistre, de 29 de Setembro de 2006, é "Financiamento da UMP-NS. "

"A senhora e seu esposo podem fazer um cheque de 7 500 euros, para as seguintes associações: Associação Nacional de Financiamento da UMP e Associação de Apoio à Acção de Nicolas Sarkozy. Nós combinámos com o senhor Woerth que vocês poderiam deixar estes quatro cheques ao seu cuidado, na UMP, na rua da Boétie, n.º 55, 8.º bairro de Paris", escreveu o antigo gestor da mulher mais rica de França. E lembrou que o limite máximo permitido por lei é de um total de 7 500 euros por ano a cada partido.

Maistre terá também ele próprio recebido a quantia de cinco milhões de euros da herdeira do império da cosmética francês, segundo o L'Express online. Quando foi ouvido pela polícia, desmentiu todas as acusações. Ao contrário de Claire Thibout, que terá admitido que eram entregues envelopes a políticos. A ex-contabilista reviu depois a versão inicial que contou ao site Mediapart, na qual disse que entre os que iam buscar dinheiro estava Sarkozy. A milionária ter-lhe-ia feito chegar envelopes tanto quando ele era presidente da câmara de Neuilly como quando foi candidato às eleições presidenciais de 2007.

Apesar de não ser ilegal fazer donativos aos partidos, está por esclarecer qual o valor exacto do dinheiro dado por Bettencourt a Woerth e Sarkozy, e ao UMP. Os jornais franceses dizem que isto vem comprovar as artimanhas inventadas para contornar a lei, como múltiplas associações e partidos que são todos a mesma coisa - como denunciou a comissão nacional de contas e financiamento político no relatório de 2006. Este relatório deixa por esclarecer o tipo de relação entre Maistre e Woerth, que ontem confirmou a demissão do cargo de tesoureiro da UMP - depois de na véspera ser aconselhado a fazê-lo por Sarkozy. O ministro, cuja mulher, Florence, trabalhou para Bettencourt, diz-se alvo de uma cabala. E Sarkozy garante que é um homem honesto e recusa-se a demiti-lo.

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França Empty Woerth suspeito de venda duvidosa de terrenos

Mensagem por Joao Ruiz Qui Jul 15, 2010 9:23 am

Woerth suspeito de venda duvidosa de terrenos

por PATRÍCIA VIEGAS
Hoje

França Ng1318717

Ministro do Trabalho que Nicolas Sarkozy recusa demitir viu-se ontem envolvido num novo caso de conflito de interesses

Eric Woerth viu-se ontem implicado num caso de venda duvidosa de terrenos do Estado francês, depois de já ter sido envolvido no chamado escândalo Bettencourt. O actual ministro do Trabalho vendeu abaixo do preço de mercado e sem concurso público os terrenos de um hipódromo a um conhecido seu, seis dias antes de sair do Ministério do Orçamento, noticiaram o Canard Enchaîné e a Marianne.

O governante terá facilitado pessoalmente a venda de 57 hectares da floresta de Compiègne a uma associação privada, a Sociedade de Corridas de Compiègne. A venda foi feita pela quantia de 2,5 milhões de euros quando na realidade a parcela e os equipamentos que continha valeriam 20 milhões de euros, refere o jornal satírico, que publicou uma carta de Woerth.

Os media lembram que o ministro é também presidente da câmara da cidade de Chantilly, que fica perto de Compiègne. E que o presidente daquela sociedade de corridas, Antoine Gilibert, é "conhecido de Chantilly e do presidente", escrevem os semanários. "A transacção foi feita ao bel-prazer e sem concurso público", acrescentam, lembrando que uma decisão do Conselho de Estado de 1979 estipula que as sociedades de corridas não podem beneficiar de um privilégio deste tipo.

Woerth não tardou a reagir, à margem das comemorações do dia da tomada da Bastilha. "Era apenas um terreno para um hipódromo e é normal fazer isso", declarou aos microfones da RTL, garantindo que a venda foi realizada de acordo com o preço calculado pelos serviços do Estado. O Ministério do Orçamento também respondeu de imediato às acusações, dizendo que o negócio decorreu "de maneira legal e de acordo com os interesses do Estado", depois de o terreno ter deixado de ter para este "qualquer interesse".

Woerth diz estar a ser perseguido pela imprensa francesa. O ministro é suspeito de ter aceitado envelopes com dinheiro da herdeira do império L'Oreal para financiar a campanha presidencial de Nicolas Sarkozy em 2007. Liliane Bettencourt e o marido terão feito donativos de pelo menos 30 mil euros para a UMP. Woerth era o tesoureiro do partido, cargo que vai agora abandonar, a conselho do próprio Sarkozy.

Este defendeu o ministro como um homem honesto, na entrevista que deu na segunda-feira. Ontem, Dominique de Villepin, ex-primeiro-ministro e provável rival de Sarkozy nas presidenciais de 2012, acusou o Chefe do Estado de estar a branquear o ministro amigo.

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França Empty A mulher que está a fazer tremer Sarkozy

Mensagem por Joao Ruiz Seg Jul 19, 2010 10:14 am

A mulher que está a fazer tremer Sarkozy

por Ricardo Simões Ferreira
Hoje

França Ng1320482

A mais rica de França, herdeira de um império de milhões, sabe bem o que é viver em polémica: já ouviu acusações de anti-semitismo e colaboracionismo durante a ocupação nazi, foi uma das maiores vítimas do caso Maddoff, a sua filha tenta hoje declara-la incapaz em tribunal... Liliane Bettencourt, 87 anos, definiu-se um dia assim: 'Sou, antes de mais, uma filha do meu pai'.

O pai, Eugène Schueller, viu Liliane nascer em 21 de Outubro de 1922, em Paris. Nesta data, o químico tinha já inventado a fórmula do Auréale, o produto para pintar o cabelo cuja designação inspirou ao nome da empresa fundada em 1939 e que viria a transformar-se na maior do género de França.

Órfã de mãe logo aos 5 anos, Liliane apegou-se muito ao pai. Ele era o seu ídolo e cedo ela quis aprender todos os truques do seu trabalho. Aos 15 anos, a pequena herdeira, filha única, começou a trabalhar na empresa como aprendiz, onde passava o dia a misturar os ingredientes dos champôs da L'Oreal.

Com o passar dos anos, a empresa cresceu, e Liliane também, tanto física como profissionalmente. Em 1950 casou-se com André Bettencourt (que viria a ser ministro de França uma década mais tarde) e, nesse mesmo ano, ascendeu a vice-presidente da empresa do pai.

Esta é também a época em que surgem as ligações ao regime nazi. André Bettencourt fez parte do movimento fascista La Cagoule, fundado nos anos 30 pelo pai de Liliane e que apoiou a ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial.

Terminado o conflito, Bettencourt emprega-se na L'Oreal e assim escapa da 'caça às bruxas' que aconteceu um pouco por toda França, com perseguições aos colaboracionistas do regime de Hitler.

Passado este período conturbado, Liliane e André Bettencourt mudam-se, em 1951, para uma enorme mansão em Neuilly-sur-Seine, a menos de 7 quilómetros do centro de Paris. Aí nascerá, em 1953, a única filha do casal, Françoise, a mesma que, em 2007, meteu a mãe em tribunal e cujo processo deu origem ao escândalo financeiro que está hoje a afectar até o Presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Negócio milionário

Liliane Bettencourt herdou o império do pai com a sua morte, em 1957. Ficou então a maior accionista da empresa, posição que manterá até 1974, data em que concretiza um negócio chorudo com a Nestlé: trocou 29,78 por cento das acções da L'Oreal por 3 por cento da Nestlé.

Com este negócio, a empresária mantém o controlo da empresa criada pelo pai, internacionaliza-a e fica em posição de vir a tornar-se na mulher mais rica de França.

Mil milhões de euros em prendas

Corre o ano de 1987 quando Liliane Bettencourt conhece François-Marie Banier, artista plástico, fotógrafo e escritor. Nasce uma relação que viria a parar... em tribunal.

Durante as duas décadas seguintes Liliane assume o papel de mecenas do artista. E que mecenas! Como Françoise Bettencourt viria a acusar em tribunal, Liliane deu a François-Marie Banier mais de mil milhões de euros, entre dinheiro e presentes.

Liliane ofereceu ao amigo 11 obras de arte, incluindo quadros de Picasso, Matisse ou Mondrian, e nomeou-o o único beneficiário de dois seguros de vida milionários (um no valor de 253 milhões de euros, outro de 263 milhões).

É esta relação que Françoise Bettencourt decidiu, após a morte do pai, em 2007, meter em tribunal. A filha única de Liliane e André acusou François-Marie Banier de abuso de confiança, invocando que o artista aproveitou-se da mãe, especialmente em situações em que esta se encontrava mais vulnerável.

Um dos exemplos invocados para o provar é o facto de os seguros de vida terem sido 'passados' para nome de François-Marie numa altura em que Liliane se encontrava doente, internada no hospital.

Este processo levou a que as autoridades francesas iniciassem uma investigação criminal que tem trazido à tona muitas suspeitas, acusações e outros tantos 'podres'.

Fuga ao fisco e doações a políticos

O resto desta história tem sido notícia quase diária nos últimos meses - e seguramente que continuará a sê-lo nos próximos tempos.

Durante o julgamento, ficou a saber-se que o mordomo de Liliane Bettencourt gravou conversas telefónicas da patroa nas quais há graves indícios de fuga ao fisco.

Também o nome do ministro do trabalho, Éric W?rth, surge várias vezes nas gravações.

É este governante que está na origem da suspeita de que a campanha eleitoral de Nicolas Sarkozy para a presidência recebeu financiamento ilegal vindo da L'Oreal.

Antes de 2002, o Presidente francês terá mesmo, várias vezes, visitado Liliane em sua casa, sozinho ou com Éric W?rth. Liliane chegou a dizer ter-lhes dado envelopes com dinheiro, afirmação que veio depois a desmentir.

Ambos os governantes negam ter feito qualquer ilegalidade. A polícia investiga.

Uma investigação que estará longe de terminar, mas que já obrigou a uma série de comunicados e desmentidos por parte do Eliseu. Independentemente de como acabe, certo é que Sarkozy não consegue passar incólume por este caso.

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França Empty Polícia francesa encontra oito bebés mortos

Mensagem por Joao Ruiz Qui Jul 29, 2010 5:02 am

Polícia francesa encontra oito bebés mortos

Hoje

França Ng1324154

Oito recém-nascidos foram encontrados mortos no jardim de uma casa na aldeia de Villiers-au-Tertre, Norte de França, situada a aproximadamente 40 quilómetros da cidade de Lille.

Os alegados pais dos bebés, ambos com mais de 40 anos, foram detidos nesta terça-feira e prestarão depoimento no decorrer da manhã de hoje .

A polícia revelou que os corpos foram encontrados dentro de sacos de plástico em duas zonas diferentes do jardim da casa.

As autoridades continuam as buscas na propriedade e nas áreas próximas, com a ajudas de cães pisteiros. Alguns membros da polícia científica também trabalham na zona sem que seja possível identificar ainda quanto tempo os corpos ficaram enterrados naquele local.

Entretanto, só será possível saber mais detalhes do caso na conferência dada pelos investigadores no dia de hoje, segundo informou a BBC.

Este é o segundo caso de assassínio de recém-nascidos pelos próprios pais desde o início do ano em França.

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França Empty Novo embaixador francês em Lisboa é um lusodescendente

Mensagem por Joao Ruiz Sex Ago 06, 2010 8:46 am

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Novo embaixador francês em Lisboa é um lusodescendente

por HUGO FILIPE COELHO
Hoje

França Ng1327317

Pascal Teixeira da Silva é o primeiro francês filho de português a ocupar o cargo de embaixador em Lisboa. Domina a língua e traz um mapa-mundo do tempo de D. Sebastião.

Não fosse o apelido do pai e Pascal Teixeira da Silva teria poucas razões para se lembrar que tem uma costela portuguesa. Formado na ENA, a Grand École da elite política francesa, é especialista em estratégia, fez carreira no Quai D'Orsay e chegou a director do departamento de Informações Civis. Até que há quatro dias aquele mesmo nome - Teixeira da Silva - deixou marca no seu percurso: a França de Nicolas Sarkozy nomeou-o embaixador em Lisboa.

As histórias de sucesso que têm como personagem principal portugueses emigrados são recorrentes. Mas nunca um lusodescendente tinha vingado no Ministério dos Negócios Estrangeiros francês. Muito menos sido escolhido para representante em Lisboa.

Teixeira da Silva, de férias na Normandia, planeia mudar-se para o Palácio da Santos-o-Velho no início de Setembro - quando começam as aulas do filho no Liceu Francês. O diplomata disse ao DN que está "orgulhoso" da nomeação. E explicou como isto é o "fechar" de uma história começada pelo seu avô.

António Teixeira era lenhador em Castelo de Paiva quando no final dos anos 20 fez as malas e partiu para França. O país tinha perdido um milhão e meio de homens na Primeira Guerra e precisava de mão-de-obra.

Poucos anos depois, em 1933, chamou a mulher e o seu filho de seis anos, José, para Bordéus. A família cresceu depressa e muito. Tiveram onze filhos, "uma coisa bastante rara". Quando José fez oito anos, o pai mandou-o para o seminário. Na escola dos padres o português aprendeu a falar francês e teve uma educação que, anos mais tarde, lhe abriu as portas da direcção de um banco italiano. Quando deixou o seminário José casou-se com uma rapariga francesa. Pascal Teixeira da Silva nasceu em 1957.

Pascal cresceu afastado da comunidade portuguesa. Veio a Portugal antes de se tornar adulto e manteve contactos com os primos dos arredores do Porto, mas nunca aprendeu a falar português. "O meu pai só falava francês em casa. Esqueceu-se da língua, mas aprendeu-a mais tarde. Tal como eu", contou Pascal, que levou livros de português para férias.

A primeira vez que Teixeira Silva pensou em aprender português a sério, foi durante um estágio no Brasil. Tinha vinte e poucos anos e estava a terminar o curso na Escola Nacional de Administração. Foi nessa altura que conheceu Pascale, a filha do embaixador francês que aceitou ser sua mulher e o seguiu pelo mundo fora.

Com o canudo da escola da elite francesa, Teixeira da Silva entrou no Quai D'Orsay. Esteve alguns anos em Paris, mas no final dos anos 1980 foi destacado para a embaixada em Bona, capital da Alemanha Ocidental. Foi dali que viu cair o Muro de Berlim. Depois partiu para Moscovo. Estava na cidade vermelha, em 1991, quando a União Soviética se desmembrou e deu lugar à Rússia.

Mais tarde foi para Nova Iorque como adido da missão francesa na ONU. Portugal voltou a cruzar-se no seu caminho: era então membro do Conselho de Segurança. Desde então que tem no seu escritório um mapa-mundo, de 1573, do cartógrafo português Domingos Teixeira. Pascal regressou a Paris para se tornar director de Estratégia. Agora será o homem da França em Lisboa.

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França Empty França começa a expulsar ciganos

Mensagem por Joao Ruiz Qui Ago 19, 2010 8:17 am

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França começa a expulsar ciganos

por PATRÍCIA VIEGAS
Hoje

França Ng1331841

Nicolas Sarkozy criticado por relacionar imigração e criminalidade no mesmo pacote de medidas.

Os primeiros ciganos romenos que viviam nos acampamentos ilegais que o Governo francês mandou desmantelar nas últimas semanas vão ser expulsos hoje, conforme anunciou o ministro do Interior, Brice Hortefeaux, apesar de uma chuva de críticas da esquerda, dos media, da ONU, da Comissão Europeia e das autoridades de Bucareste e de Sofia.

79 ciganos de origem romena vão partir no voo de hoje, 136 serão reconduzidos na sexta-feira e 160 no próximo dia 26, confirmou o secretário de Estado para a integração da minoria cigana da Roménia, Valentin Mocanu, ontem citado pela AFP. Paris indicou que pretende expulsar até final do mês 700 ciganos romenos e búlgaros que viviam de forma irregular nos 51 acampamentos desmantelados em território francês.

O número de ciganos em França está estimado em 15 mil, mas nem todos são legais. Apesar de membros da União Europeia, um espaço em que existe livre circulação, como ontem lembrou Bruxelas, romenos e búlgaros estão abrangidos por um acordo transitório que os impede de permanecer mais de três meses em território francês caso não tenham aí qualquer actividade. As regras para entrarem no mercado de trabalho são também rígidas. A França alega, por isso, que não está a cometer nenhuma ilegalidade.

"As medidas decididas pelas autoridades francesas estão em plena conformidade com as regras europeias e não constituem nenhum atentado à liberdade de circulação dos cidadãos da UE", disse, à AFP o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Valero, lembrando que o mais importante é a Comissão Europeia "apoiar os programas de reintegração" dos ciganos nos seus países de origem. E sublinhou a existência de uma directiva que permite a um Estado da UE "restringir a livre circulação por razões de ordem pública, de segurança ou de saúde pública".

Na origem do desmantelamento dos acampamentos e das expulsões "quase imediatas" estão os tumultos provocados pelos ciganos em Julho no centro de França, depois de um polícia ter matado um jovem cigano de 22 anos que não parou numa operação stop. Armados de machados e barras de ferro, os ciganos derrubaram árvores, semáforos, incendiaram carros, atacaram uma padaria e uma esquadra de polícia. Habitantes de alguns dos acampamentos mais antigos, como o de Hanul, que já teria uma década, estão a ser auxiliados por autarquias de esquerda, que classificam de "racismo de Estado" o plano securitário do Governo de Nicolas Sarkozy. O Presidente sugeriu mesmo retirar a nacionalidade francesa a pessoas de origem estrangeira que atentem contra as forças de segurança.

A ONU criticou a perigosa relação que está a ser feita em França entre imigração e criminalidade. "Esta política de humilhação dá uma visão degradante da acção pública. A França não é um país racista", escreveu o Le Monde. "Exprimo a minha inquietação em relação aos riscos de derrapagem populista e de reacções xenófobas num contexto de crise económica", declarou à rádio RFI Roménia o ministro dos Negócios Estrangeiros romeno, Teodor Baconschi.

Mas a verdade é que 79% dos franceses apoiam o desmantelamento dos acampamentos. E isso é o que importa a Sarkozy, candidato à reeleição em 2012. O ministro da Imigração francês, Eric Besson, tentou ontem pôr água na fervura, dizendo que este voo é normal e que este ano já é o 25.º. A França paga 300 euros aos adultos e 100 às crianças, como incentivo ao regresso. Muitos aceitam, mas depois tornam a voltar a França.

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França Empty George Soros pede fim da "expulsão massiva" de ciganos

Mensagem por Joao Ruiz Qua Ago 25, 2010 7:23 am

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George Soros pede fim da "expulsão massiva" de ciganos

por Lusa
Hoje

França Ng1334473

O milionário George Soros pediu hoje à França para "terminar as expulsões massivas de romis (ciganos)" e apelou à União Europeia (UE) para desencadear um vasto plano de integração.

"As expulsões de romis actualmente efectuadas pela França arriscam-se a violar o direito francês e europeu", refere Soros através de um comunicado.

Segundo o ministro da Imigração gaulês, Eric Besson, cerca de 635 romis já foram enviados para a Roménia e Bulgária desde 28 de julho, no âmbito de um plano designado "regresso voluntário".

George Soros, presidente de uma fundação que entre outras actividades está envolvida no apoio às populações romis da Europa de leste, considerou no entanto que a França "tem razão em apelar aos países de origem, neste caso Roménia e Bulgária, para que apliquem as medidas destinadas a melhorar o acesso ao emprego" para estas populações.

"Mas a amplitude dos problemas necessita de um vasto e eficaz plano de integração dos romis ao nível da União Europeia", acrescenta Soros.

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França Empty França expulsou oito mil ciganos

Mensagem por Joao Ruiz Qui Ago 26, 2010 5:45 am

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França expulsou oito mil ciganos

por LUÍS NAVES
Hoje

França Ng1334691

Número elevado de repatriamentos de roma em 2010 está a dividir os políticos da direita francesa

A França já repatriou para a Roménia e a Bulgária, desde Janeiro, 8030 ciganos, anunciou ontem o ministro da imigração francês, Eric Besson. Este número inclui quase 1300 pessoas expulsas e mais de 6700 repatriadas por acordo. O anúncio oficial destinou-se a relativizar a questão das expulsões, sublinhando que não houve aceleração do ritmo. A questão está a criar forte polémica em França e a afectar a popularidade do Presidente Nicolas Sarkozy, que ontem presidiu ao primeiro conselho de ministros após as férias de Verão, surgindo ali os primeiros sinais de suavização da retórica sobre segurança.

O reforço da política contra os nómadas romenos e búlgaros foi anunciado no final de Julho, após uma reunião de emergência do Governo presidida pelo Presidente Sarkozy, em reacção a motins numa cidade francesa envolvendo a comunidade cigana. Desde Julho, foram repatriadas para a Roménia e Bulgária 681 pessoas. Hoje, devem sair dois voos com expulsos, um de Paris com 158 ciganos, e outro de Lyon com 125.

Em Julho, a lei não foi modificada, mas na ocasião o Executivo prometeu desmantelar a maioria dos acampamentos ilegais de nómadas, sobretudo de ciganos balcânicos (roma) e repatriar os delinquentes desta etnia. Calcula-se que haja em França pelo menos 15 mil roma, que serão os mais atingidos pelas expulsões. A iniciativa mereceu um coro de protestos em França e no estrangeiro, mas nos últimos dias aumentou o tom das críticas na própria direita.

Dois antigos chefes de governos de centro-direita, Dominique de Villepin e Jean-Pierre Raffarin, atacaram a política de imigração de Sarkozy. Para Raffarin, trata-se de uma "deriva direitista" do partido no poder, a UMP. Por seu turno, Villepin escreveu no Le Monde que a iniciativa é uma "mancha de vergonha na nossa bandeira" e uma "falha moral" da França.

Raffarin presidiu a um governo em que Sarkozy foi ministro, mas as críticas de Dominique de Villepin são mais perigosas para o Presidente, na medida em que os dois políticos foram durante vários anos rivais pela supremacia no centro-direita. Villepin não esconde as suas ambições presidenciais para as eleições de 2012.

A contestação interna e internacional já levou o Executivo a reduzir o volume da sua retórica. O primeiro-ministro François Fillon, que não parece muito entusiasta desta política de combate à criminalidade de origem estrangeira, pediu uma acção "sem laxismo nem excessos". Sarkozy pediu ontem no conselho de ministros "pedagogia face às inquietações". A ideia do Governo, explicada pelo ministro Eric Besson, é cooperar com a Roménia e a Bulgária na integração local destas comunidades ciganas, cuja emigração para a Europa Ocidental tem acelerado. Paris conta com a ajuda da UE.

Em relação às críticas da esquerda, Sarkozy diz que o Governo não vai ceder aos "que procuram a polémica sistemática". Mas o comentário mais duro foi reservado para Dominique de Villepin, que o campo sarkozista acusa de "falta de memória", pois a actual política de imigração baseia-se numa lei de 2006 aprovada por um Governo que era presidido pelo próprio Villepin.

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França Empty Expulsão de ciganos: Kouchner "pensou na demissão"

Mensagem por Joao Ruiz Seg Ago 30, 2010 6:28 am

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Expulsão de ciganos: Kouchner "pensou na demissão"

por Lusa
Hoje

França Ng1336105

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, afirmou hoje à rádio RTL que "pensou na demissão" em face da polémica acerca da expulsão de ciganos, mas que não o fez porque "sair é desertar".

Bernard Kouchner, que antes de entrar na política foi durante longos anos defensor dos direitos humanos, afirmou "não estar contente com o que aconteceu" e admite que a imagem de França foi afectada por esta política do Governo, que mereceu críticas das Nações Unidas e do Vaticano.

Kouchner considerou no entanto que a França, enquanto um dos principais países receptores de candidatos a asilo, "não tem nada de que se envergonhar".

O ministro afirmou que, de "coração apertado" com este caso, pensou na hipótese de se demitir, mas não o fez por considerar ser mais importante "tratar melhor" do assunto: "É importante continuar. Sair é desertar, é aceitar".

Questionado sobre se abordou essa hipótese de se demitir com o Presidente, Nicolas Sarkozy, o ministro respondeu: "Se não falarmos com o Presidente, falamos com quem?".

O Governo francês foi fortemente criticado pela sociedade civil, pela esquerda e pela Igreja pela sua política de desmantelamento dos acampamentos ilegais de ciganos e a expulsão de centenas de pessoas desta etnia em situação irregular para a Roménia

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França Empty Franceses em fúria contra subida da idade da reforma

Mensagem por Joao Ruiz Qua Set 08, 2010 4:27 am

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Franceses em fúria contra subida da idade da reforma

por LUMENA RAPOSO
Hoje

França Ng1339257

Sarkozy criticado por querer que os trabalhadores passem a reformar-se aos 62 anos.

"Reformas solidárias, empregos, salários", foram exigências dos largos milhares de manifestantes que, ao início da tarde de ontem, encheram a Praça da República em Paris. Mas o protesto - e a greve geral de 24 horas - aconteceu também noutras cidades francesas: as ruas de Marselha, Nice e Lyon, por exemplo, encheram-se de manifestantes que recusam o aumento da idade da reforma - de 60 para 62 anos - proposto pelo Governo do Presidente Nicolas Sarkozy.

Em resposta à convocação da greve geral, feita pelos sindicatos, responderam o sector público e privado, o que fez que a paralisação fosse sentida não só em todos os serviços do país mas também em várias empresas. O Ministério da Educação, por exemplo, dava conta ao fim da manhã de que 25,8% dos professores aderiram à greve, mais 15,5% do que aconteceu em Junho último. Para os sindicatos, a adesão era, porém, um pouco mais elevada: 55%. Para além das escolas, também os hospitais foram afectados com 18% do pessoal a aderir à paralisação.

A greve chegou até às estações de rádio: pelo menos numa delas, a programação foi toda preenchida com música.

O sector dos transportes parece ter sido o mais afectado com uma adesão de mais de 50%. Só nos aeroportos de Paris foram cancelados um quarto dos voos; circularam dois em cada cinco comboios de alta velocidade; o metropolitano reduziu também os seus serviços, o mesmo acontecendo com os autocarros e os comboios suburbanos. Alguns portos foram também afectados, como o da cidade de Saint-Nazaire, onde não puderam atracar os barcos que alimentam a refinaria Total.

Muitos franceses - à semelhança dos seus vizinhos ingleses - recorreram à bicicleta para ultrapassar o problema da ausência de transportes. Antonia Gilles, que o fez pela primeira vez, explica que "foi um sucesso mas foi perigoso".

E enquanto serviços e sindicatos fazem o balanço da greve, as ruas de mais de 200 cidades francesas encheram-se de manifestantes muitos dos quais condenavam a "reforma de Sarkozy" ao som de vuvuzelas. No total, avançava o sindicato reformista CFDT, cerca de 2,5 milhões de pessoas manifestaram-se ontem em França, enquanto a polícia mencionou 1,12 milhões de participantes. Em Paris, a polícia avaliou os manifestantes em 80 mil, enquanto a poderosa Confederação Geral dos Trabalhadores - avançava o número de 270 mil manifestantes. De qualquer modo - e nisso polícia e sindicatos estão de acordo - é a maior mobilização desde o início da contestação ao projecto governamental, ontem debatido no Parlamento. De forma pouco pacífica.

Durante o debate, a esquerda zurziu o projecto, que qualificou de "injusto", e o Governo, que acusou de não ter sido honesto nas negociações. O primeiro-ministro François Fillon garantiu estar "aberto ao debate, desde que não se perca de vista o objectivo da reforma", ou seja, que haja dinheiro para pagar aos "reformados franceses" no futuro.

O projecto de Nicolas Sarkozy prevê aumentar a idade mínima da reforma de 60 para 62 anos até 2018, mas para auferir da totalidade da reforma os trabalhadores terão de manter-se no activo até aos 67 anos. O Presidente justifica o seu projecto com o envelhecimento da sociedade francesa e as elevadas despesas públicas do país.

Curiosamente, a França é o país com a idade da reforma mais baixa da UE: 60anos. No Reino Unido, Alemanha, Espanha, Holanda, Itália e Grécia, a idade da reforma para os homens é de 65 anos e de 60 para as mulheres, excepção para a Grécia, que é de 62 anos. Em Portugal, a idade da reforma é igual para os dois sexos: 65 anos.

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Mensagem por Viriato Qua Set 08, 2010 3:27 pm

Neste caso Sarkozy tem razão. O decréscimo demográfico e o aumento da longevidade humana obriga a refazer todos os cálculos de sustentabilidade de qualquer regime de pensões. A não ser que se pretenda a falência técnica dos fundos de pensões. Já se esteve mais longe. E aí, Vieira da Silva esteve muito bem.
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França Empty Crimes contra agentes podem dar "desnaturalização"

Mensagem por Joao Ruiz Seg Set 27, 2010 8:12 am

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Crimes contra agentes podem dar "desnaturalização"

por Lusa
Hoje

França Ng1346964

A Assembleia Nacional francesa inicia hoje a discussão de uma alteração ao Código Civil que prevê a retirada de nacionalidade aos autores de crimes contra agentes da autoridade.

Esta possibilidade de "desnaturalização" foi evocada no final de Julho pelo Presidente da República francês, Nicolas Sarkozy, num discurso em Grenoble, acompanhado por declarações de vários responsáveis políticos dirigidas aos «franceses de origem estrangeira».

O projecto de alterações ao artigo 25 do Código Civil não prevê, no entanto, outras situações pretendidas pelo ministro do Interior, Brice Hortefeux, que propunha que a sanção fosse aplicada aos culpados de «poligamia de facto, fraude e abuso de fraqueza de outrém».

Após uma arbitragem que envolveu os Ministérios da Justiça, do Interior e da Imigração, Nicolas Sarkozy anunciou que reteve apenas a proposta de sancionar com a perda de naturalidade os crimes contra as forças da ordem e os depositários da autoridade pública.

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Mensagem por Joao Ruiz Seg Set 27, 2010 8:15 am

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Estação de comboios evacuada por ameaça de bomba

por Dn.pt
Hoje

A estação de comboios de Saint-Lazare, no centro de Paris, foi hoje totalmente evacuada durante cerca de meia hora após uma ameaça de bomba.

O alerta foi dado pelas 13:40 (menos uma hora em Lisboa) e de imediato as equipas especializadas anti-bomba deslocaram-se ao local, noticia a agência France Press (AFP).

Após 30 minutos de buscas, a situação foi considerada segura. "Não foi encontrado nada", garantiu à AFP uma porta-voz da polícia.

Paris está desde a semana passada em alerta de "atentado iminente", após os serviços secretos terem denunciado actividades suspeitas de organizações ligadas à AL-Qaeda.

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França Empty 12 pessoas detidas por ligação a activistas islamitas

Mensagem por Joao Ruiz Ter Out 05, 2010 2:53 pm

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12 pessoas detidas por ligação a activistas islamitas

por Lusa
Hoje

França Ng1349882

A polícia francesa deteve hoje 12 pessoas por suspeita de ligação a activistas islamitas, em dois casos diferentes que ocorrem num contexto de alerta geral de atentados lançado na Europa.

As operações foram desencadeadas depois de os Estados Unidos terem lançado no domingo um alerta aos norte-americanos para "o risco de potenciais atentados terroristas" na Europa.

O ministro do Interior francês, Brice Hortefeux, assegurou que as autoridades estão "vigilantes" quanto à ameaça de um atentado.

Perto de Bordéus e em Marselha, três indivíduos foram detidos, depois de assinalados no seguimento da detenção em Itália de um alegado islamita de origem argelina procurado em França, indicaram fontes ligadas à investigação.

As detenções foram feitas por elementos dos serviços de contra-espionagem francesa e foram concretizadas após a detenção em Nápoles de um homem de 28 anos, que tinha na sua posse materiais para o fabrico de explosivos e que era alvo de um mandado de detenção emitido em França, onde viveu, suspeitando-se que tenha partido depois para os campos de treino no Paquistão ou Afeganistão.

O indivíduo terá combatido nas zonas tribais da região e regressou depois à Europa, tendo sido referenciado pela polícia italiana em Nápoles, onde frequentava as mesquitas locais.

Os combatentes da 'jihad' (guerra santa) que regressam depois de ter combatido contra as forças internacionais no Afeganistão são "a principal preocupação" para a Europa, de acordo com os serviços franceses.

Mas as autoridades ainda não disseram claramente se as três pessoas detidas hoje estão relacionadas com esta "pista afegã" e não divulgaram nem a nacionalidade nem a idade dos detidos, podendo tratar-se de um simples caso de documentos falsos ou de imigração clandestina.

Num caso distinto, nove pessoas foram detidas em Marselha e Avignon no âmbito de uma investigação sobre activistas islâmicos e foram apreendidas armas, indicaram fontes ligadas ao processo citadas pela France Presse.

As detenções foram feitas por decisão de um magistrado e no âmbito de uma investigação "por associação de malfeitores em relação com atentado terrorista".

Nesta operação foram apreendidas armas, incluindo uma kalachnikov, e munições, disseram as referidas fontes.

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França Empty França a caminho da paralisação

Mensagem por Joao Ruiz Sab Out 16, 2010 10:28 am

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França a caminho da paralisação

por ABEL COELHO DE MORAIS
Hoje

França Ng1354170

Contestação ao aumento da idade da reforma está a aumentar perante a intransigência governamental.

Uma jornada de greves na próxima terça-feira, paralisação das refinarias desde quinta-feira, violentos protestos estudantis em várias cidades, manifestações previstas para hoje um pouco por todo o país. O Presidente Nicolas Sarkozy e o seu Governo enfrentam uma vaga de contestação social sem precedentes perante a determinação em avançarem com o aumento da idade das reformas.

O oleoduto que abastece os aeroportos de Paris deixou de funcionar a meio do dia por falta de combustível; os voos não serão afectados por alguns dias, pois Orly e Charles de Gaulle possuem reservas próprias.

As 12 refinarias em território francês estiveram paradas e bloqueados por manifestantes perto de metade dos 220 depósitos petrolíferos, verificando-se falta de combustível em cerca de 10% dos 12 500 postos de abastecimento no país.

O Governo autorizou o recurso às reservas de carburantes e unidades da polícia anti-motim restabeleceram o acesso a alguns dos depósitos bloqueados. Os sindicatos anunciaram a intenção de manter estes bloqueios nos próximos dias.

Esperam-se para hoje contratempos nos caminhos de ferro, prevendo a direcção da empresa uma taxa de adesão de 15% dos funcionários.

Os estudantes desceram ontem às ruas aos milhares em várias cidades, ocorrendo alguns confrontos que levaram à detenção de cerca de 150 jovens. Segundo dados oficiais, cerca de 300 estabelecimentos de ensino estiveram paralisados.

Os confrontos provocaram quinta-feira um ferido grave entre os estudantes, que foi atingido por uma bala de borracha. O ministro do Interior, Brice Hortefeux, pediu às forças de segurança para "limitar o recurso à força".

Na origem desta vaga de protestos está a decisão do Governo francês de fazer avançar a idade mínima da reforma dos 60 para os 62 anos, e dos 65 para os 67 anos para a reforma por inteiro.

Sarkozy tem defendido esta medida como "um objectivo de justiça social, designadamente para os pensionistas de menores recursos. Que sucederia amanhã se não houvesse dinheiro para pagar essas reformas?", declarou ontem o Presidente francês, insistindo que esta é uma lei para entrar em vigor nos termos em que foi formulada.

Perante a intransigência governamental, os sindicatos anunciaram a continuação das greves e manifestações. "Este movimento está consolidado e a contestação vai aumentar", declarou à AFP um dirigente da CFDT, confederação sindical reformista.

A oposição socialista apoia as reivindicações dos sindicatos, tendo a sua líder, Martine Aubry, apelado a uma "renegociação total", o que Sarkozy rejeitou de imediato.

A posição do Presidente surge algo enfraquecida perante a opinião pública, com 54% dos franceses a declararem-se favoráveis a uma greve geral com o objectivo de fazer recuar o Governo. A AFP, que divulgou a sondagem, notou que foi precisamente uma greve geral que, em 1995, fez cair um projecto de lei que visava aumentar a idade de reforma.

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França Empty Milhões saem às ruas contra aumento da idade de reforma

Mensagem por Joao Ruiz Dom Out 17, 2010 10:23 am

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Milhões saem às ruas contra aumento da idade de reforma

por ABEL COELHO DE MORAIS
Hoje

França Ng1354547

Novas manifestações e paralisações estão previstas para a próxima terça-feira.

Foram entre 2,5 milhões a três milhões de franceses que, nos números das centrais sindicais, desceram ontem às ruas de todo o país na quinta jornada de protestos contra o aumento da idade de reforma, defendida pelo Governo de Nicolas Sarkozy.

A avaliação governamental foi, naturalmente, mais modesta, com o Ministério do Interior a contabilizar uma mobilização de 825 mil pessoas por toda a França.

Em causa está a passagem dos 60 para os 62 anos como idade mínima para a reforma, e o aumento do patamar dos 65 para os 67 anos para receber uma pensão por inteiro.

A amplitude da contestação é evidente, pois ultrapassa os protestos de rua, decorrendo actualmente greves em sectores críticos, como os combustíveis e os transportes, e surgindo as críticas do próprio eleitorado do partido de Nicolas Sarkozy, a UMP (Ver Ponto da Situação).

Uma nova jornada de protesto está marcada para terça-feira, véspera da votação no Senado da lei, que foi já aprovada na Assembleia Nacional. Neste dia irão coincidir manifestações e greves, algumas a decorrerem há mais de duas semanas e outras cujo início está marcado para segunda ou terça-feira.

O Presidente Sarkozy considera esta reforma como um marco do seu mandato e factor indispensável para a sustentabilidade do sistema das reformas, enquanto as centrais sindicais e a oposição de esquerda a classificam como injusta e inadequada.

Para os sindicatos, o objectivo de Nicolas Sarkozy é transferir o preço da crise financeira para os que vivem apenas dos rendimentos do trabalho, notando, por exemplo, que nesta legislação não é contemplada qualquer medida que afecte as pessoas de maiores rendimentos.

Os dirigentes de duas das principais confederações sindicais, a CGT e a CFDT, respectivamente Bernard Thibault e François Chérèque, estão convictos da "solidez da mobilização" e que esta se pode prolongar "pelo tempo que for necessário", disse o responsável da CGT.

O diagnóstico de Thibault foi completado por Chérèque, que responsabilizou Sarkozy por "estar a radicalizar o país", não devendo, por isso, admirar-se da dimensão das acções de protesto.

O dirigente da CGT notou que a "aprovação final de uma lei, não significa que esta venha a ser aplicada", numa referência a vaga de contestação que marcou o final do mandato de Jacques Chirac.

Em 2006, o Governo aprovou a lei conhecida sob a sigla CPE, que facilitava a admissão mas também o despedimento de jovens com menos de 26 anos, mas viu-se forçado a recuar na sua aplicação perante a dimensão dos protestos.

A principal manifestação decorreu em Paris, tendo reunido mais de 300 mil manifestantes, de acordo com as organizações sindicais, enquanto a polícia da capital francesa admite apenas 50 mil.

Falando na manifestação de Lille, cidade de que é presidente da Câmara, a líder socialista Martine Aubry, na oposição, defendeu a suspensão do voto de terça-feira no Senado. Na ocasião, apelou a Sarkozy para que encete nova negociação, englobando sindicatos e forças políticas fora do Governo.

Os ministros dos Assuntos Parlamentares, Henri de Raincourt, e o do Trabalho, Eric Woerth, responderam de imediato à proposta da dirigente socialista, dizendo que "o nosso projecto vai continuar a fazer o seu caminho", disse o primeiro. Woerth, que é o principal rosto da nova legislação, afirmou que "já se discutiu muito a reforma; o nosso dever agora é aplicá-la". O ministro do Trabalho assegurou que, "na próxima semana, o texto "será votado como previsto". No futuro, "irá perceber-se que esta era a reforma a fazer", garantiu Woerth.

O optimismo do governante francês é parcialmente desmentido pelas conclusões de um estudo encomendado por Sarkozy, em que se conclui que as medidas em questão só de forma mitigada e por curto espaço

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França Empty Tráfego aéreo em França com muitas perturbações

Mensagem por Joao Ruiz Ter Out 19, 2010 7:09 am

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Tráfego aéreo em França com muitas perturbações

por Lusa
Hoje

França Ng1355226

O tráfego aéreo em França está hoje fortemente perturbado por uma greve dos controladores aéreos, num dia crucial de mobilização dos sindicatos contra o novo regime de reformas.

Metade dos voos previstos para hoje em Paris-Orly e cerca de 30% nos outros aeroportos franceses foram anulados, segundo as autoridades aeroportuárias.

Pelo menos oito voos de Lisboa e Porto para a capital francesa foram cancelados hoje, segundo informações disponíveis na página na Internet dos Aeroportos de Paris.

O braço de ferro entre sindicatos e Governo em torno das reformas vive hoje um dia crucial, marcado pela falta de combustível em 2500 postos de abastecimento e pelo aumento de tensão após confrontos em vários liceus na segunda feira.

Os confrontos foram especialmente violentos em Lyon (leste) e em Nanterre, na periferia de Paris, onde a polícia deteve mais de 200 pessoas.

277 manifestações previstas no sexto dia de greve

A sexta jornada nacional de protesto prevê a realização de 277 manifestações em toda a França. Em Paris, o desfile com todos os líderes das centrais sindicais está marcado para as 13:30 (12:30 em Lisboa), com partida da Praça de Itália.

A 12 de Outubro, um número recorde de manifestantes saiu à rua contra as reformas, cerca de 3,5 milhões segundo os sindicatos, 1,2 milhões segundo a polícia.

Em Deauville, na Normandia, à margem de uma cimeira franco-russo-alemã, o Presidente da República francês, Nicolas Sarkozy, afirmou na segunda-feira à noite que a alteração das reformas "é essencial".

Nicolas Sarkozy acrescentou que "a França comprometeu-se com a reforma e vai aprová-la".

O novo regime, que aumenta a idade de reforma dos 60 para os 62 anos, foi aprovado pela Assembleia Nacional a 15 de Setembro e vai ser votado pelo Senado "na quinta-feira à noite", segundo o último anúncio, após dois adiamentos.

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França 12145

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França Empty Sarkozy aceita demissão em bloco do Governo francês

Mensagem por Joao Ruiz Sab Nov 13, 2010 4:10 pm

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Sarkozy aceita demissão em bloco do Governo francês

por AFP
Hoje

França Ng1374877

(ACTUALIZADA) O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, aceitou hoje a demissão de todos os ministros do país, "fazendo cessar funções" o primeiro-ministro François Fillon.

A decisão foi conhecida através de um comunicado da Presidência francesa: "Nos termos do artigo 8.º da Constituição, François Fillon apresentou ao Presidente da República a demissão do governo", diz o comunicado. "O Presidente aceitou a demissão e fez cessar as funções de François Fillon," acrescenta o documento.

A demissão é o primeiro passo de uma remodelação governamental anunciada nos últimos cinco meses, que já era esperada, segundo fontes do governo e da UMP (o partido da direita, no poder), para segunda-feira.

As mesmas fontes dão como certa a recondução de François Fillon no cargo de primeiro-ministro. O primeiro-ministro foi recebido duas vezes este sábado pelo chefe de Estado.

Antes do anúncio da demissão governamental, o antigo primeiro-ministro Alain Juppé, actual presidente da Câmara de Bordeaux, deu a entender à rádio France Info que estaria de regresso ao Governo, dizendo que "não seria a primeira vez que um ministro é também presidente de Câmara". De acordo com fontes governamentais, Juppé deve assumir a pasta da Defesa.

In DN

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Mensagem por Joao Ruiz Dom Nov 14, 2010 4:40 am

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Sarkozy reconduziu François Fillon

por Lusa
Hoje

França Ng1375493

O Presidente francês reconduziu hoje de manhã o primeiro-ministro François Fillon, que tinha apresentado a demissão sábado à noite, anunciou o Eliseu em comunicado.

"De acordo com o artigo 8 da Constituição, o Presidente da República nomeou François Fillon primeiro-ministro. O Presidente pediu ao primeiro-ministro que lhe proponha um novo Governo", indicou a presidência.

Nicolas Sarkozy tinha aceitado sábado à noite a demissão de François Fillon, primeiro-ministro desde o início do mandato presidencial, em 2007.

A recondução de Fillon põe fim a uma 'batalha' pelo seu lugar desde há longas semanas entre o primeiro-ministro e o seu ministro do Ambiente, o centrista Jean-Louis Borloo, tido como favorito.

Segundo a agência France Press, diversas fontes do partido de direita (UMP) e no Governo estimam que a nova equipa governamental de Fillon possa ser conhecida dentro de uma semana. Fillon demitiu-se sábado à noite, abrindo a porta para a nomeação de um novo governo em França.

In DN

França Notsure

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França Empty Companhia de aviação multada em 200 mil euros

Mensagem por Joao Ruiz Seg Dez 06, 2010 9:00 am

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Companhia de aviação multada em 200 mil euros

por dn.pt
Hoje

França Ng1396190

O acidente causou a morte de 113 pessoas em Julho de 2000. O tribunal considerou que a tragédia ocorreu devido a uma peça de metal caída na pista que pertencia a um avião da empresa norte-americana

Um tribunal dos arredores de Paris, França, condenou a companhia Continental, que agora tem a denominação de United Continental Holdings, a pagar uma multa de 200 mil euros devido ao acidente verificado em Julho de 2000, quando um avião concorde da Air France se despenhou no aeroporto Charles de Gaulle causando a morte a 113 pessoas.

O tribunal considerou que o acidente foi causado por uma peça de metal deixada na pista e que tinha caído de um avião da companhia norte-americana Continental. Um mecânico foi condenado por homicídio involuntário e três funcionários dos serviços de aviação francesa foram considerados inocentes.

A companhia francesa Air France, recorde-se, já tinha pago 100 milhões de euros em indemnizações aos familiares das vítimas. E com esta decisão do tribunal poderá pedir uma compensação à companhia norte-americana agora condenada pelo tribunal francês.

In DN

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França Empty Filha da herdeira da L'Oréal reconcilia-se com a mãe

Mensagem por Joao Ruiz Seg Dez 06, 2010 9:34 am

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Filha da herdeira da L'Oréal reconcilia-se com a mãe

por Lusa
Hoje

A filha de Liliane Bettencourt, herdeira dos cosméticos L'Oréal, reconciliou-se com a mãe e pôs fim ao conflito judicial que as opunha, indicou hoje o seu advogado.

"Liliane e Françoise reataram relações e decidiram pôr fim à polémica", afirmou Olivier Metzner à agência noticiosa francesa AFP. "Françoise Bettencourt-Meyers vai pôr fim a todos os processos que tinha apresentado na justiça", acrescentou.

A filha de Liliane Bettencourt tinha processado o fotógrafo François-Marie Banier, acusando-o de ter abusado da fragilidade da sua mãe, de 88 anos, para obter mil milhões de euros em donativos. Françoise Bettencourt-Meyers pedira também que a mãe fosse colocada sob tutela, considerando-a diminuída ao ponto de delapidar a fortuna (calculada em 17 mil milhões de euros).

Em Junho, este caso deixou de ser meramente familiar e tornou-se também político, no momento da revelação de escutas clandestinas feitas em casa da milionária e que pretendiam demonstrar a sua debilidade psicológica. As escutas envolveram no caso Eric Woerth, na altura ministro do Trabalho, colocando-o sob suspeita de conflito de interesses e de financiamento político ilegal, tendo este elemento do governo de Nicolas Sarkozy sido afastado da pasta numa recente remodelação governamental.

In DN

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França Empty Tribunal francês julga à revelia 14 cúmplices de Pinochet

Mensagem por Joao Ruiz Qua Dez 08, 2010 5:06 am

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Tribunal francês julga à revelia 14 cúmplices de Pinochet

por SUSANA SALVADOR
Hoje

França Ng1397695

Julgamento pelo desaparecimento de quatro franceses às mãos da ditadura chilena.

O banco dos réus estará hoje vazio no Tribunal Criminal de Paris. Os 14 antigos militares chilenos, acusados de sequestro e tortura de quatro franceses nos primeiros anos da ditadura no Chile, não foram extraditados. Mas isso não é importante. Porque este processo considerado "histórico" quer usar esses desaparecimentos como exemplo e fazer "um julgamento post mortem a Augusto Pinochet".

Os advogados das famílias das vítimas dizem que este julgamento fará "uma radiografia judicial clara e precisa" da "arquitectura da repressão chilena". E por isso mesmo é como se o próprio ditador, que esteve no poder no Chile entre 1973 e 1990, estivesse no banco dos réus. O general morreu em 2006 sem nunca responder pelos seus crimes, tendo alegado "demência" para evitar a justiça.

Tal como Pinochet, outros quatro suspeitos que estavam a ser investigados no âmbito do processo em França já morreram. Assim, o nome mais importante dos 14 arguidos é Manuel Contreras, o antigo responsável pela polícia secreta do regime, a Dina. O general tem hoje 77 anos e cumpre uma pena de 200 anos de prisão por violações dos direitos humanos.

Os 14 arguidos (cuja média de idades é 73 anos) não se sentam no banco dos réus porque o Chile não autorizou as extradições. Além disso, recusaram ser representados por um advogado. Todos vão ser julgados por sequestro e tortura, mas não homicídio, porque os cadáveres nunca foram descobertos. Podem ser condenados à revelia à pena perpétua.

A justiça francesa vai julgar este processo porque as quatro vítimas tinham nacionalidade francesa. Jean-Yves Claudet era um militante do MIR, o Movimento da Esquerda Revolucionária, e desapareceu em Buenos Aires, na Argentina, em 1975. Foi uma vítima do Plano Condor, a estratégia de colaboração desenvolvida pelas ditaduras militares da América Latina para assassinar os dissidentes políticos. Alphonse-René Chanfreau também pertencia ao MIR e desapareceu, em Santiago, em 1974.

O primeiro a desaparecer foi George Klein. O médico que se tornou conselheiro do presidente Salvador Allende foi preso no assalto ao Palácio La Moneda, no dia do golpe de Estado, a 11 de Setembro de 1973. Uma semana mais tarde, desaparecia Etienne Pesle, um antigo padre que trabalhava no Instituto de Desenvolvimento da Agricultura e Pescas, em Temuco, preparando a reforma agrária e a redistribuição de terras.

Para as famílias é um encerrar de um ciclo. "É como um parto esperado há 35 anos", disse Yanine , irmã de Claudet, à EFE. Mas é também um passo para acabar com a impunidade: "Tenho a sensação de ter estado a viajar num autocarro, há alguns anos, com um torturador que sei que esteve implicado no caso do meu pai. Não tenho certeza, mas a ideia de ir no autocarro com esse homem ao lado é uma sensação de impunidade que não quero que aconteça", afirmou Natalia, filha de Alphonse-René.

No julgamento, que deverá terminar a 17 de Dezembro, serão ouvidas 30 testemunhas, entre as quais vítimas da ditadura de Pinochet, como o escritor Luis Sepúlveda (detido durante dois anos e meio). Este processo está também a ser visto como uma crítica à justiça chilena, que julgou apenas uma quantidade ínfima de casos - só 53 arguidos cumprem pena. "Há uma atitude, não expressada, que tende a tornar invisível o problema dos direitos humanos no Chile, numa altura em que não está resolvido", disse Lorena Pizarro, líder do agrupamento de famílias de detidos e desaparecidos.

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Mensagem por Joao Ruiz Sex Jan 14, 2011 6:05 am

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Renault faz queixa por espionagem industrial

por Lusa

A fabricante de automóveis francesas Renault apresentou hoje uma queixa na justiça gaulesa por "espionagem industrial, corrupção, abuso de confiança, roubo e encobrimento cometido por grupos organizados".

Segundo a Renault, o alegado caso de espionagem, relacionado com o seu projeto de veículos elétricos, foi descoberto depois de "atos graves, que prejudicaram a empresa, em particular nas suas linhas estratégicas, tecnológicas e intelectuais".

O grupo não interpôs a queixa contra ninguém em particular e limitou-se a precisar, em comunicado citado pela AFP, que o caso está nas "mãos fiscais de Paris", confiando "a partir de agora (...) aos serviços competentes a tarefa de realizar as investigações necessárias".

A Renault disse ainda que não se vai envolver em nenhuma polémica e que reservará toda a informação de que dispõe aos serviços encarregados da investigação, "com o objetivo de que o processo judicial seja levado em clima de serenidade".

De acordo com os meios de comunicação social locais, suspeita-se que os três diretores da marca tenham vendido segredos do veículo elétrico da Renault a empresas chinesas.

O diário francês Le Figaro revelou esta semana que a suposta rede utilizou uma conta bancária na Suíça e outra no Liechtenstein, com 500 mil euros e 130 mil euros, respetivamente, e indicou que o dinheiro vinha da China Power Grid Corporation, uma empresa da distribuição elétrica com sede em Pequim.

In DN

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Mensagem por Joao Ruiz Ter Jan 18, 2011 4:35 am

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Suspeito de espionagem processa a Renault

por DN.pt

Um dos três ex-dirigentes da Renault suspeitos de espionagem em favor de empresários chineses avançou com um processo em tribunal contra o construtor automóvel, exigindo a reintegração nos quadros da empresa e a absolvição das suspeitas de que é alvo.

Segundo o Le Monde, Bertrand Rochette apresentou uma queixa por difamação não pública no tribunal criminal de Boulogne-Billancourt e enviou uma carta ao Procurador da República, Jean-Claude Marin, denunciando a "desonra pública que a Renault SA lhe tem infligido desde Janeiro".

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Mensagem por Joao Ruiz Qua Jan 19, 2011 5:48 am

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Após escândalo vem a lista de medicamentos sob vigilância

por DN.pt

A França publicou uma lista de 59 medicamentos que estão sob um procedimento especial de vigilância, para acompanhar eventuais efeitos secundários ou testar a real eficácia do fármaco. Um "novos sistema" mais independente da indústria farmacêutica é que promete o governo francês depois do escândalo Mediator.

Este medicamento, cujo princípio activo é o benfluorex, era usado como anti-diabético e também para tratar da obesidade. Segundo um relatório recente do estado francês, deveria ter sido retirado do mercado em 1999, mas, quando alguns países proibiram o uso do Mediator como fármaco anti-obesidade, a Servier forçou a sua manutenção no mercado como anti-diabético, levando à morte de entre 500 e 2000 pessoas devido ao efeitos secundários.

A passividade da a Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Produtos de Saúde (Afssaps) era tal que só em 2009 o Mediator foi retirado do mercado francês. A Afssap publicou uma lista de 59 medicamentos que estão sob vigilância, noticia do Le Parisien, mas ficaram de fora vários medicamentos apontados como perigosos ou inúteis pela revista Prescrire (alguns em Portugal, ver relacionado), que denunciou o caso Mediator.

Bruno Toussaint, director da revista, está insatisfeito, pois continuarão as ser as farmacêuticas a reportar à Afssaps os registos dos efeitos secundários e não peritos independentes. Os laboratórios Servier já foram visados por buscas das autoridades.

In DN

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