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Mensagem por Joao Ruiz Qui Abr 15, 2010 5:58 am

Britânicos estreiam debates na TV

por PATRÍCIA VIEGAS
Hoje

Reino Unido Ng1280417

Cameron, Brown e Clegg protagonizam hoje primeiro debate eleitoral televisivo do país. Com 76 regras

Os britânicos assistem hoje pela primeira vez àquilo a que americanos, franceses ou portugueses estão há muito habituados a ver: um debate televisivo entre os principais candidatos à liderança do Governo do país. David Cameron, Gordon Brown e Nick Clegg vão enfrentar-se num debate promovido pelo canal ITV, o primeiro de três encontros até às eleições legislativas de 6 de Maio. Os candidatos conservador, trabalhista e liberal--democrata, respectivamente, aceitaram o desafio, depois de acertadas 76 regras de conduta para a realização dos debates.

No passado, este entendimento falhou sempre. Foi Harold Wilson, trabalhista, quem primeiro desafiou o primeiro-ministro conservador Alec Douglas-Home para um debate televisivo, em 1964. Este recusou por considerar que não devia ser o melhor actor a liderar os destinos do país. Mais tarde, já primeiro-ministro, Wilson recusou ele próprio um debate com Ted Heath. Jim Callaghan foi o primeiro chefe do Governo britânico a aceitar a ideia, mas a sua interlocutora, Margaret Thatcher, não se mostrou disponível. Tanto a Dama-de-Ferro como o seu sucessor, John Major, recusaram discutir na televisão com Neil Kinnock.

Em 1997, antes de perder as eleições para a Terceira Via trabalhista de Tony Blair, Major aceitou debater. No entanto, os partidos e as estações de televisão não conseguiram chegar a um acordo sobre o formato. Desde essa época, tanto Blair como o seu sucessor, Gordon Brown, argumentaram que a sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro, que se realiza às quartas-feiras, no Parlamento de Westminster, era debate mais do que suficiente. Mas assim que chegou à liderança dos conservadores, em 2005, Cameron começou a desafiar os seus opositores trabalhistas para debates televisivos. Depois de Clegg aderir à ideia, Brown não teve outro remédio a não ser aceitar.

O debate de hoje na ITV é dedicado à política interna. O segundo, no dia 22, na Sky News, é sobre política externa e o terceiro, marcado para dia 29, na BBC, versa sobre economia. As 76 regras de conduta acordadas estabelecem que os candidatos não têm conhecimento prévio das questões, que elas virão do público e que este, presente no estúdio, não pode reagir nem aplaudir. Os candidatos têm um minuto para responder a cada uma e outro minuto para rebater. A ordem pela qual falam é tirada à sorte e o jornalista tem um papel de mero moderador.

Conservadores e trabalhistas chegam a estes debates com uma diferença cada vez menor nas sondagens, o que confere aos liberais--democratas uma importância acrescida. Caso nenhum dos dois maiores partidos consiga maioria absoluta de deputados em Westminster, os britânicos estarão perante o primeiro hung parliament (parlamento pendente) em muitos anos. Aí, a terceira formação mais votada poderá ser aliciada para participar numa coligação.

Os jornalistas britânicos e europeus procurarão sempre nesses debates um vencedor e uma frase emblemática, como por exemplo o "Olhe que não, olhe que não" que Álvaro Cunhal dirigiu a Mário Soares no debate que a 6 de Novembro de 1975 travaram nos ecrãs da RTP.

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Mensagem por Joao Ruiz Sex Abr 16, 2010 11:35 am

Líder dos liberais-democratas vence primeiro debate

por LUÍS NAVES
Hoje

Reino Unido Ng1280878

Nick Clegg não tinha nada a perder e pareceu mais descontraído do que os rivais.

O líder liberal-democrata, Nick Clegg, foi o vencedor do debate de ontem entre os candidatos a primeiro-ministro dos três maiores partidos do Reino Unido. O actual chefe do Governo, Gordon Brown, defende a maioria trabalhista, que dura desde 1997. O Partido Conservador do seu rival David Cameron lidera as sondagens há mais de um ano e é o favorito nas eleições de 6 de Maio.

O debate foi filmado em Manchester e segundo uma sondagem realizada pela cadeia de televisão que transmitiu o programa, a ITV, Clegg foi o melhor para 43% dos eleitores, enquanto Cameron só conseguiu 26% de preferências. Gordon Brown foi o melhor para apenas 20% dos inquiridos.

O líder dos liberais-democratas era entre os três o que tinha menos a perder. Este foi o primeiro debate eleitoral na televisão britânica. Uma sondagem da Sky News, que organizará o segundo debate, também deu a vitória a Clegg, que apareceu em palco descontraído, a atacar os "dois velhos partidos" e a pedir uma política de verdade.

O confronto foi negociado ao pormenor pelas campanhas dos três partidos e havia complexas regras para gerir a discussão. O moderador era neutro, mas podia mandar calar os candidatos. E estes respondiam a perguntas de uma audiência que não se pronunciava. A ITV permitiu-se uma inovação, ao colocar na imagem a reacção de um grupo de indecisos colocados em sala à parte e que pressionavam botões de um aparelho, obtendo-se uma média de satisfação por cada frase. Brown começou em terreno negativo e Clegg conseguiu vários picos de interesse logo de início.

O debate centrou-se em temas como economia, crime, imigração e forças armadas. As sondagens nacionais anteriores ao debate (valores médios agregados) davam aos conservadores 38%, aos trabalhistas 30% e aos liberais-democratas 20%. No sistema britânico isso pode significar um resultado sem maioria, com provável vitória conservadora, que nesse caso teriam de negociar apoio parlamentar.

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Mensagem por Joao Ruiz Sab Abr 17, 2010 4:10 pm

Debate produz subidade liberais nas sondagens

por LUÍS NAVES
Hoje

Reino Unido Ng1281343

Os lib-dem subiram três pontos esta semana, após o seu líder, Nick Clegg, ter ganho o primeiro debate televisivo eleitoral

O apelo do candidato do Partido Liberal Democrata (lib-dem) contra o bipartidarismo no Reino Unido parece ter registado algum efeito no eleitorado. Nick Clegg foi o vencedor do debate televisivo eleitoral de quinta-feira (uma estreia em eleições britânicas) e o seu partido aproveitou para obter uma importante subida nas sondagens nacionais, à custa dos trabalhistas no poder.

Referindo-se aos dois adversários de debate (David Cameron e Gordon Brown) como representantes dos "velhos partidos", expressão que usou várias vezes, Clegg atacou os trabalhistas e os conservadores, mostrando-se confiante e descontraído.

Ontem, foram publicadas as primeiras sondagens após o debate e verifica-se a subida dos lib- -dem para 24% das intenções de voto, contra 21% no início da semana. Os trabalhistas de Brown caíram um ponto, para 28%, e os conservadores de Cameron resistem nos 35%, mantendo-se portanto como favoritos nestas legislativas. O debate parece ter conquistado indecisos.

Dada a natureza do sistema eleitoral britânico, de círculos uninominais em que ganha quem tiver mais votos, a vitória pode sorrir aos conservadores, mas a subida dos lib-dem, a manter-se, levará a um possível parlamento indefinido, sem maioria para qualquer dos três partidos parlamentares. Se os conservadores ganhassem nessas condições, era provável um entendimento parlamentar entre Cameron e Clegg.

O primeiro debate televisivo eleitoral do Reino Unido foi marcado pela retórica e pela cortesia entre os candidatos. Esta estreia na televisão provocou enorme interesse na opinião pública britânica. Antes das eleições de 6 de Maio estão previstos mais dois debates entre os líderes.

Durante o programa de hora e meia, anteontem, Clegg sublinhou a ideia de ser necessário romper com a lógica do bipartidarismo. Cameron pediu desculpa pelo escândalo das despesas parlamentares e atacou as políticas do Governo, nomeadamente a subida de impostos no âmbito do combate à crise. Gordon Brown defendeu o seu Executivo e criticou os planos dos conservadores de cortar na despesa pública, o que a seu ver provocaria uma nova queda económica, a temida dupla recessão.

O primeiro debate não abordou questões europeias, onde as diferenças entre os candidatos serão maiores e porventura decisivas. Agora, os lib-dem surgem em melhor posição para disputar as eleições. Este partido resulta da fusão, em 1988, entre o Partido Liberal e o Partido Social Democrata.

Os liberais são uma formação histórica no Reino Unido. Dominaram o Parlamento em meados do século XIX e elegeram numerosos chefes de Governo. No entanto, estão fora do poder desde 1922. Têm actualmente 63 dos 646 deputados. Os candidatos liberais usam a cor amarela.

Nick Clegg, o actual líder do terceiro partido, tem 43 anos e um currículo invejável: estudou Antropologia em Cambridge e concluiu os estudos na Universidade de Minnesota, nos EUA, e no Colégio da Europa, em Bruges.

É casado com uma espanhola, tem três filhos e fala cinco línguas, incluindo espanhol e alemão. Uma curiosidade: a sua avó paterna era uma aristocrata russa que fugiu do seu país em 1917 e a mãe de Clegg tem origem holandesa, tendo sido internada num campo de prisioneiros de guerra japonês, quando tinha apenas 12 anos.

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Mensagem por Joao Ruiz Qua Abr 21, 2010 10:50 am

Lésbica registada como 'pai' de uma criança

por LUMENA RAPOSO
Hoje

Reino Unido Ng1282909

Lily-May é a primeira bebé a ter no seu registo de nascimento o nome de duas progenitoras

Duas lésbicas britânicas foram reconhecidas como pais legais no certificado de nascimento da sua filha, Lily-May Betty Woods. Trata-se da primeira vez em 200 anos que tal acontece no Reino Unido, uma situação que é decorrente da nova lei de registo de paternidade. O nome do dador de esperma que possibilitou a vida de Lily-May é omisso no documento.

Natalie Woods, de 38 anos, é oficial e legalmente a "mãe" da pequena Lily-May, que nasceu no passado dia 31 de Março. No documento de registo de nascimento da bebé, o nome de Elizabeth Knowles - de 47 anos, e companheira de Woods - surge como o "pai" da criança. É certo que, em inglês, há uma pequena nuance nos termos utilizados, algo que não acontece em português. Assim, o nome de Woods surge no espaço reservado à "mãe", enquanto o nome de Knowles aparece inscrito na zona do "parent" - não propriamente do "father" (pai) - , uma palavra de alcance mais amplo, que pode significar familiar ou indiciar uma figura paterna mas sem referir especificamente o sexo. Isto enquanto nos registos dos filhos de casais heterossexuais surge a fórmula clássica de "pai" e "mãe". Seja como for, é a primeira vez que um nome de mulher surge inscrito no espaço onde habitualmente se regista um nome masculino porque o do pai.

Woods deu à luz Lily-May numa piscina no terraço da casa que partilha, há 15 anos, com Knowles e dois gatos em Brighton, no sul do país. Mais tarde, ao deslocarem-se ao registo da cidade para averbar o nascimento da bebé, foram informadas de que poderiam surgir no documento como as progenitoras da recém-nascida.

As duas mulheres, que gastaram 7500 euros no tratamento de fecundação in vitro - que não é comparticipado pelo serviço nacional de saúde no caso dos homossexuais e lésbicas - , não esconderam a sua satisfação por estarem a "fazer história". Daí terem decidido tornar público o acontecimento.

Natalie Woods, que trabalha no serviço de aconselhamento a lésbicas, homossexuais, bissexuais e transgéneros, será chamada por Lily-May como "mamã" enquanto, que tem a profissão de estafeta, será a "mamã B". As duas tiveram direito à licença de maternidade/paternidade.

O nome do pai biológico de Lily-May foi omitido por Woods e por Knowles que apenas referiram tê-lo escolhido entre quatro dadores e terem tido acesso à sua história clínica e aos seus antecedentes familiares. Aos 18 anos, Lily-May poderá, se o desejar, ser informada sobre a identidade do dador.

"Não pensamos nele como um pai. Ele é um dador (de esperma), não um pai", afirmou Natalie Woods, adiantando que as duas mulheres planeiam, num futuro próximo, avançar para uma união civil e ter mais filhos.

A ausência de um modelo masculino para a pequena Lily-May não preocupa Woods, que explica que tanto ela como Knowles têm muitos amigos, assim como têm muitas amigas mais velhas que desempenharão o papel de avós junto da bebé: é que os pais de Knowles já faleceram e os de Woods recusam a homossexualidade da filha.

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Mensagem por Joao Ruiz Qua Abr 21, 2010 3:18 pm

Sondagens já dão vitória aos liberais britânicos

por ABEL COELHO DE MORAIS
Hoje

Reino Unido Ng1282784

A duas semanas das eleições, partido de Nick Clegg sobe nas intenções de voto e o seu líder é cada vez mais popular

Tradicionalmente em terceiro lugar nas sondagens para as legislativas, os liberais-democratas surgiram ontem pela primeira vez à frente de conservadores e trabalhistas nas intenções de voto para as eleições de 6 de Maio.

A sondagem do instituto YouGov concede 33% ao partido Liberal-Democrata, liderado por Nick Clegg, ultrapassando o Partido Conservador de David Cameron, que obtém 32%. O Partido Trabalhista, do actual primeiro-ministro Gordon Brown, cai ainda mais do que em anteriores sondagens ao recolher apenas 26% de intenções de voto.

A subida dos liberais-democratas acentuou-se após o primeiro de três debates televisivos entre os três líderes. Deste debate, dedicado à política interna e realizado na passada quinta-feira, Clegg surgiu como claro vencedor e Brown como o grande derrotado. O segundo debate é amanhã, quinta-feira, e incidirá sobre política externa; o terceiro, a 29 de Abril, abordará questões económicas.

Nos dias seguintes, diferentes sondagens traduziram de forma expressiva o desempenho do líder liberal, com um inquérito The Guardian/ICM a atribuir ao partido de Clegg uma subida de dez pontos - 30%, o que o deixa apenas a três pontos dos conservadores, que chegam aos 33%; nesta sondagem, o partido do primeiro-ministro só consegue 28% das intenções de voto.

Menos desastrosa para os trabalhistas, uma sondagem Com- Res/ITV coloca este partido em paralelo com o de Clegg, ambos com 28%, surgindo os conservadores em primeiro lugar com 32% de votos.

A tendência revelada pelas sondagens nos últimos dias demonstra a real possibilidade dos liberais-democratas - terceira força política britânica mas sem capacidade de influenciar os Governos devido à natureza do sistema eleitoral, que favorece o bipartidarismo - poderem determinar as opções de um futuro Executivo. Seja através de uma participação directa, seja no Parlamento com um primeiro-ministro minoritário em Downing Street.

Esta é uma real possibilidade a pouco mais de duas semanas das eleições e num momento em que o líder liberal-democrata surge, enquanto figura política, como a personalidade mais popular desde Winston Churchill. Este facto, resultado de uma sondagem da última edição do Sunday Times, era ontem reforçado pelos resultados de um estudo de opinião Guardian/ICM em que Clegg surge creditado como o político mais credível e substantivo.

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Mensagem por Joao Ruiz Qui Abr 22, 2010 9:10 am

TV mudou campanha britânica

por LUÍS NAVES
Hoje

Reino Unido Ng1283297

Líderes defrontam-se hoje no segundo debate. Nick Clegg, vencedor do primeiro, é cada vez mais popular

As eleições de 6 de Maio podem provocar uma revolução no Reino Unido. As sondagens indicam fragmentação sem precedentes do eleitorado, por causa de um debate televisivo que fez brilhar uma nova estrela. A política britânica terá de se habituar a este homem, Nick Clegg, 43 anos, líder do Partido Liberal-Democrata (lib-dem).

Clegg terá hoje nova oportunidade de subir nas sondagens, no segundo debate pela televisão em que enfrentará o rival conservador, David Cameron, da mesma idade, e o primeiro-ministro Gordon Brown (trabalhista), de 59 anos. O tema é a política externa e as questões europeias prometem acender a discussão entre os líderes conservador e liberal.

Antes dos debates, os conservadores lideravam as sondagens, com 34%. Os trabalhistas rondavam 30% e os lib-dem não passavam de 22%. Mas logo a seguir ao primeiro confronto, na semana passada, as coisas mudaram. Já há sondagens que colocam os lib-dem à frente.

A YouGov de anteontem, por exemplo, dava 34-31-26 para, respectivamente, lib-dem, conservadores e trabalhistas. A Populus: 31-32-28. E a média de sondagens: 30-33-27. Mas no sistema britânico ninguém sabe ao certo o que irá acontecer, excepto que não haverá maioria. Para cada circunscrição aplica-se a variação nacional, o que dá erros, pois certas circunscrições têm variações menores e outras acima da média.

Aplicado o método falível à sondagem Yougov, os trabalhistas (terceiro lugar) elegem 241 deputados. Os conservadores 229 e os lib-dem (que vencem) apenas 151. Os ingleses chamam hung parliament (parlamento suspenso) a esta ausência de maioria, mas aqui existe uma minúcia: o partido mais votado pode ficar em terceiro.

As sondagens dão o Parlamento aos trabalhistas, mas a subida de Clegg está a tirar votos a Brown, que tenta estancar a hemorragia e fazer um acordo com os liberais. Tudo depende de quem eleger mais deputados. Se forem os conservadores, é possível a aliança entre Clegg e Cameron. O futuro dos trabalhistas é uma incógnita, pois o partido está entre a derrota histórica e a vitória nos limites. Se ganhar os dois próximos debates na TV, Nick Clegg pode tornar-se decisivo. A ponto de os conservadores terem ontem avisado que um parlamento suspenso pode implicar a necessidade de Londres ter de recorrer ao FMI.

Há já quem compare Nick Clegg a Barack Obama ou Winston Churchill, mas o líder liberal é difícil de classificar: centrista com instintos conservadores, mas europeísta próximo dos trabalhistas. É um adversário dos mísseis balísticos Trident, "não os podemos pagar", e criticado por estes mísseis garantirem a Londres um lugar mundial relevante. Alguns generais atacaram ontem os Trident, cujo custo impede a modernização do exército.

Clegg é a favor do mercado e quer responsabilizar banqueiros pela crise (o pai é banqueiro). É acusado de copiar Cameron no estilo, mas circulam informações de que os partidos já negoceiam o pós-6 de Maio. Em apenas uma semana, Clegg passou da irrelevância ao poder, mas faltam dois debates e uma votação para que haja a certeza de que não é uma estrela cadente.

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Reino Unido Empty Nick Clegg sob fogo cerradoda imprensa britânica

Mensagem por Joao Ruiz Sex Abr 23, 2010 11:22 am

Nick Clegg sob fogo cerradoda imprensa britânica

por LUÍS NAVES
Hoje

Reino Unido Ng1283802

Os jornais ligados aos conservadores atacaram com selvajaria o "terceiro homem" da campanha, o líder liberal

Os jornais que apoiam os conservadores (Tories) começaram a atacar o líder dos liberais-democratas, Nick Clegg, cuja evolução nas sondagens, ao longo da semana, ameaça o que parecia ser uma vitória conservadora nas legislativas de 6 de Maio. Ontem, a violência foi de tal ordem que um dirigente trabalhista, Peter Mandelson, veio em defesa do adversário, acusando os conservadores de "campanha de difamação".

No próprio dia do decisivo segundo debate na TV (ver peça ao lado), os títulos reflectiam um bombardeamento cerrado. O Daily Telegraph fazia as acusações mais sérias. O líder dos liberais, antes de dirigir o partido, teria depositado dinheiro de doações privadas na sua conta bancária. Clegg negou as alegações e prometeu apresentar provas de que não cometeu qualquer irregularidade.

O Daily Express classificou as ideias do dirigente liberal sobre imigração de "loucura" e o Daily Mail acusava Clegg de fazer um comentário que não passava de "insulto nazi". Em relação a este caso, o líder liberal ironizou, afirmando que passara depressa de futuro Winston Churchill para nazi. Mas os comentários sobre as suas posições europeias são provavelmente desfavoráveis. O Daily Mail escrevia que Nick Clegg é um "admirador sem vergonha de um projecto europeu que despreza a soberania britânica".

Estes textos levaram um dos ministros mais poderosos do Governo, Peter Mandelson, a acusar os conservadores de fabricarem uma campanha contra os liberais, adiantando que estes métodos já foram usados no passado contra os trabalhistas. "As histórias de imprensa que vimos hoje [ontem] saíram do manual de truques sujos dos tories. Isto nasceu do pânico e [pretende] atingir Clegg. Acho que [os conservadores] estão errados. As pessoas vão ver neste exercício aquilo que ele é", explicou Mandelson.

Os ataques surgem numa altura em que as sondagens dão ligeira vantagem nacional aos conservadores. Paradoxalmente, os números podem traduzir-se na vitória dos trabalhistas, devido à subida do terceiro partido, que em vários inquéritos nacionais aparece à frente. Dado o sistema eleitoral, Clegg, que subiu dez pontos percentuais numa semana, não deixará de ficar em terceiro lugar em número de deputados, mas num parlamento sem maioria, o que levará a negociações

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Mensagem por Joao Ruiz Sab Abr 24, 2010 4:00 pm

Segundo debate teve vantagem conservadora

por LUÍS NAVES
Hoje

Reino Unido Ng1284253

O líder dos Tories, David Cameron, surgiu numa sondagem como o vencedor do confronto televisivo de quinta-feira.

As sondagens realizadas após o debate eleitoral de anteontem deram a vitória ao líder conservador, David Cameron, ou o empate entre Cameron e Nick Clegg, que chefia os liberais-democratas. Numa sondagem YouGov realizada pouco depois do confronto televisivo, 36% dos telespectadores davam a vitória ao dirigente conservador. Mas outro inquérito, também sobre quem venceu na televisão, sugeria um empate entre Cameron e Clegg.

Ontem, na imprensa britânica, a maioria dos comentadores considerava que o segundo debate televisivo (de uma série de três) tinha sido um empate entre os três candidatos, apesar da vivacidade da discussão e da pressão que o primeiro-ministro Gordon Brown e o líder do maior partido da oposição colocaram sobre o "intruso" das eleições, o líder dos lib-dem (ver perfil de Clegg na página anterior).

Nenhum dos três cometeu erros e todos eles conseguiram passar os argumentos para o seu eleitorado. O debate abordou questões de política externa, nomeadamente temas europeus, pensões, economia, a relação com o Vaticano, imigração e défice orçamental. Os líderes respondiam a perguntas colocadas por membros do público e algumas dessas questões foram embaraçosas e difíceis.

Clegg terá sido menos convincente na sua defesa da revisão do armamento nuclear britânico. Cameron marcou dois pontos, um nas questões europeias e na cedência de soberania, outro ao encostar Brown à parede, acusando-o de assustar o eleitorado com argumentos falsos. Obrigou até o primeiro-ministro a demarcar-se da produção de panfletos que distorciam posições conservadoras.

Num dos momentos de maior tensão, Brown aproveitou uma discussão dos adversários para os comparar aos seus dois filhos a "discutirem à hora do banho", mas Clegg respondeu com velocidade: "Essa frase era boa nos ensaios".

As sondagens nacionais indicam uma ligeira vantagem dos conservadores, seguidos dos liberais e, finalmente, dos trabalhistas, cujo terceiro lugar pode dar o maior grupo parlamentar. Nas eleições de 6 de Maio há inúmeras incógnitas: a margem de erro pode dar a vitória percentual a qualquer dos três e a distribuição do valor nacional pelas circunscrições não é linear, portanto, torna-se impossível calcular o número de eleitos para cada partido. Também se verifica uma corrida ao recenseamento, sobretudo de jovens votantes. O facto é que a subida de dez pontos de Nick Clegg está a baralhar todos os cenários.

No debate ficou claro que nenhum dos três líderes espera um resultado claro. Tudo aponta para um parlamento suspenso (sem maioria de um partido), situação com escassa tradição no Reino Unido. Foi perguntado aos líderes o que fariam nesse caso e Clegg foi o único a admitir a vantagem das coligações. Os outros falaram em cooperação interpartidária, levando o moderador a referir que a pergunta era bem mais explícita.

Perante a ascensão de Clegg, a imprensa conservadora reagiu de forma brutal. O Mail on Sunday questionava-se: "A mulher é espanhola, a mãe é holandesa, o pai é meio-russo. O que é que existe de britânico no líder dos Lib-Dem?"

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Mensagem por Joao Ruiz Dom Abr 25, 2010 5:41 am

Trabalhistas aceleram campanha

por LUÍS NAVES
Hoje

Reino Unido Ng1284580

Com valores decepcionantes nas sondagens, Brown ainda tem hipótese de eleger mais deputados.

A campanha das legislativas britânicas entrou na recta final e o primeiro-ministro Gordon Brown, desiludido com as sondagens, deverá mudar de estratégia. Os trabalhistas continuam em terceiro, mas o sistema eleitoral está a seu favor. Os conservadores continuam à frente, mas um governo chefiado por David Cameron parece cada vez mais ilusório.

Apesar da perspectiva de vitória em número de deputados, a campanha trabalhista está a revelar-se um desastre, com o partido em terceiro nas preferências dos eleitores. Brown admitiu ontem que vai "acelerar o ritmo", procurando temas mais próximos das preocupações das pessoas. Em privado, o primeiro-ministro diz que a campanha está demasiado centrada nas personalidades. No segundo debate na TV, essa ideia foi incluída na sua declaração inicial.

Muita coisa pode acontecer em duas semanas, mas tudo indica que o Reino Unido caminha para um parlamento suspenso (ver caixa). Segundo uma sondagem YouGov publicada ontem, os conservadores têm 34% das preferências eleitorais, enquanto trabalhistas e liberais-democratas estão empatados, com 29%. Outro inquérito dava aos três partidos, respectivamente, 39-28-29. Mas há estudos que dão aos trabalhistas 26%.

Traduzida em deputados, a primeira sondagem equivale a 276 eleitos para os trabalhistas, 250 para os conservadores e 93 para os lib-dem. Mesmo os números mais negativos para os trabalhistas dão possíveis vitórias para o partido de Brown. No entanto, os valores devem ser lidos com cautela, pois as sondagens não incluem margens de erro. Por outro lado, a tradução de percentagens em lugares é feita por um método rudimentar, com erros importantes.

A eleição tornou-se renhida após o primeiro debate televisivo, dia 15, que levou a uma forte subida dos lib-dem, devido ao excelente desempenho do seu líder, Nick Clegg. O partido liberal subiu dez pontos percentuais nas sondagens a nível nacional, embora isso não signifique um aumento extraordinário de candidatos eleitos para o parlamento. Mas Clegg alterou os dados da eleição, tirando muitos votos aos trabalhistas, embora analistas mais ligados à esquerda digam que o eleitorado trabalhista é sólido.

O segundo debate televisivo, na quinta-feira, foi menos importante do que o primeiro, criando menor variação nas intenções de voto. As sondagens realizadas logo após o programa deram a vitória a Cameron, mas nos últimos dois dias o Partido Conservador ganhou apenas um ponto percentual nas preferências nacionais. Mas se quiser vencer Cameron precisa de muito mais do que 34%.

A situação política pós-eleitoral é uma incógnita e os líderes não estão a dar muitas pistas. Os trabalhistas falam em "risco" se as escolhas não forem "as certas". E os conservadores tentam alertar para os efeitos nocivos de um parlamento suspenso (hung parliament), dada a falta de tradição na negociação de coligações. Ontem, o porta-voz conservador para a economia, Kenneth Clarke, afirmava numa entrevista ao Daily Telegraph que os conservadores não estarão prontos a colaborar com os lib-dem se estes não aceitarem o plano de austeridade defendido por Cameron.

A alternativa, uma coligação entre Brown e Clegg, pode esbarrar com um problema político fundamental: os lib-dem terem mais votos e menos deputados do que os trabalhistas. Para evitarem esse cenário, parece que os conservadores terão de subir mais um bocado nas sondagens.

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Reino Unido Empty Jovem suicida-se após rejeição em 200 empregos

Mensagem por Joao Ruiz Seg Abr 26, 2010 5:00 am

Jovem suicida-se após rejeição em 200 empregos

por PATRÍCIA VIEGAS
Hoje

Reino Unido Ng1284936

Família quer criar fundação para ajudar a lidar com o mercado de trabalho

Vicky Harrison estudou som e imagem e tinha o sonho de ser produtora de televisão. Inicialmente foi sobre essa área que incidiu a sua procura de emprego. À medida que o tempo foi passando alargou o âmbito da pesquisa, até ser candidata a empregada de balcão, de mesa, repositora em cadeias de supermercados. Mas a reposta foi sempre negativa. Duzentas recusas e dois anos depois, a jovem britânica, de 21 anos, pegou em várias caixas de comprimidos e suicidou-se por overdose.

A tragédia aconteceu há um mês mas só agora a família parece ter encontrado coragem para tornar o caso público nos media. Os pais e o namorado, a quem deixou bilhetes de despedida, pretendem criar uma fundação que ajude os jovens a lidar com as dificuldades do mercado de trabalho. Numa altura em que as eleições legislativas britânicas estão à porta e o desemprego atinge dois milhões e meio de jovens no Reino Unido, os críticos do Labour, no poder, acusam as suas políticas de estarem a "criar uma geração perdida". Os mais radicais culpam a abertura que existe face aos imigrantes, que fazem o mesmo trabalho que os cidadãos britânicos, mas por salários relativamente mais baixos.

"A Vicky era uma rapariga brilhante e inteligente que entrou em depressão por não conseguir encontrar trabalho. Estar no desemprego durante tanto tempo, parecia-lhe demasiado humilhante", disse a mãe, Louise, de 43 anos, citada pelos media britânicos. "Teve tantas recusas que a sua confiança ficou afectada. Ela sentia que não tinha futuro", afirmou o pai, Tony, de 53 anos, ao jornal local Lancashire Telegraph.

Vicky Harrison cresceu em Darwen, Lancashire, tendo-se formado com boas notas pela Faculdade de Runshaw, em Leyland, integrando depois a universidade londrina de South Bank. Não chegou a completar o curso, porque não estava a gostar muito dele. Foi então que iniciou a difícil missão de entrar no mercado de trabalho. A 30 de Março, recebeu a última recusa de um infantário. No dia seguinte o pai encontrou-a estendida na sala de estar. "Eu já não quero ser mais eu. Não fiquem tristes, a culpa não é vossa, só quero que sejam felizes", escreveu a jovem no seu epitáfio.

A família criou agora um memorial na Internet: http://vicky-harrison.gonetoosoon.org contém alguns dados e algumas fotografias de Vicky, permite deixar mensagens de apoio, escrever tributos, acender velas e oferecer presentes virtuais.

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Reino Unido Empty Clegg aceita aliança com trabalhistas

Mensagem por Joao Ruiz Qua Abr 28, 2010 8:38 am

Clegg aceita aliança com trabalhistas

por ABEL COELHO DE MORAIS
Hoje

Reino Unido Ng1285907

Grupo parlamentar liberal-democrata vai ser decisivo em caso de coligação

O líder dos liberais-democratas, Nick Clegg, admitiu ontem uma aliança governamental com os trabalhistas, após as eleições de 6 de Maio, primeiro colocando como condição a ausência de Gordon Brown no Executivo, para seguidamente aceitar a continuação do actual primeiro-ministro.

A mais recente sondagem, realizada pelo instituto ComRes para o diário The Independent e para a ITV News, concedia 32% aos conservadores de David Cameron - em queda desde o fim de semana - e 31% aos liberais-democratas, que continuam a subir nos inquéritos da ComRes. O partido de Clegg está a recolher os índices mais elevados desde 2004, quando o instituto iniciou sondagens.

Os trabalhistas continuam abaixo dos 30%, registando apenas 28% de intenções de voto. Contudo, atendendo à natureza do escrutínio, uninominal e maioritário a uma volta, ainda assim, o partido de Gordon Brown teria o maior número de deputados: 268. Os conservadores teriam 238 e os liberais-democratas limitar-se-iam a 112. Assim, este grupo parlamentar seria determinante para a formação de maiorias.

Se a cooperação com os trabalhistas era dada como inevitável, Clegg hesitou sobre as suas modalidades. Primeiro, domingo, naquelas que foram consideradas afirmações arrogantes, o líder liberal-democrata admitiu disponibilidade para trabalhar com os trabalhistas, desde que estes não obtivessem a maioria de deputados, ficando em terceiro lugar no voto popular. Em seguida, segunda-feira, manteve a tese de cooperação com os trabalhistas, mas vetando a continuação de Gordon Brown como primeiro-ministro. Finalmente, ontem, assumiu uma atitude de maior humildade, dizendo que "não será um problema" trabalhar com o actual líder trabalhista. "Não é a mim mas aos eleitores que cabe decidir como será constituído o próximo Governo", afirmou à BBC.

Estas declarações levaram os conservadores a desencadearem uma barragem de críticas a Nick Clegg, equacionando o voto nos liberais-democratas como um voto pela continuidade de Brown no Governo.

Uma outra sondagem, YouGov-The Sun, confirma o primeiro lugar dos conservadores (33%), a segunda posição par o partido de Clegg (29%) e o terceiro lugar para os trabalhistas (28%).

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Mensagem por Joao Ruiz Ter Maio 04, 2010 9:58 am

Flashes da campanha britânica

por LEONÍDIO PAULO FERREIRA
Hoje

Reino Unido Ng1288448

Em tempo de eleições a política costuma invadir a vida quotidiana. E o Reino Unido não é excepção. O enviado do DN, Leonídio Paulo Ferreira, mostra alguns exemplos, descobertos ao acaso por quem está em reportagem. Flashes muito pessoais

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1559600&seccao=Europa

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Reino Unido Empty O menino bem, o desastrado, a surpresa e os outros

Mensagem por Joao Ruiz Qui Maio 06, 2010 8:45 am

O menino bem, o desastrado, a surpresa e os outros

por LEONÍDIO PAULO FERREIRA,
Hoje

Reino Unido Ng1289335

Cameron já se vê primeiro-ministro, Brown não baixa braços, Clegg está ansioso. Voo sobre as legislativas de resultado incerto, que até podem ver Os Verdes entrar no Parlamento

Imagine-se a sobrevoar a Inglaterra, Gales, a Escócia e a Irlanda do Norte. Mesmo com nuvens, afinal estamos nas ilhas britânicas, e as cinzas do vulcão, dá para ver lá em baixo muita gente. Desde as 07.00 da manhã, as urnas estão abertas no Reino Unido. Alguns já começaram a votar apesar de terem até às 22.00. A maioria fá-lo-á em escolas e em centros comunitários, mas, se aguçar a vista, notará que há secções de voto em pubs.

Entre as formiguinhas há umas que parecem mais tensas: o conservador David Cameron, que anseia ser primeiro-ministro, o trabalhista Gordon Brown, que tenta manter-se à frente do Governo, e o liberal-democrata Nick Clegg, que descobriu que conta mais do que pensava. E outros 4000 candidatos, que disputam 650 assentos na Câmara dos Comuns. Atenção ali ao sul da Inglaterra: em Brighton há uma mulher que acredita que vai ser notícia. É Caroline Lucas, líder de Os Verdes, provável deputada.

Esta quinta-feira os políticos falam menos, fizeram campanha até ficarem roucos: "Votem em mim, votem em mim!", repetiram até se calarem à meia-noite. E os eleitores também estão pensativos. Mas se o seu voo imaginário tivesse começado uns dias antes saberia o que alguns pensam. Está registado. "Gosto do estilo austero dos conservadores, mas o primeiro debate fez-me apreciar Clegg e pensar votar nos Lib-Dem. Depois dos outros dois debates, estou inclinado de novo para Cameron", dizia Joel Rogers, um jovem lojista de Londres. E em Birmingham, segunda maior cidade de Inglaterra, outro apoiante dos conservadores, um comerciante sikh, manifestava-se zangado com as críticas aos Tories: "Imigração só é um problema se as pessoas quiserem. Quem vem para este país para trabalhar é bem acolhido. E Cameron tem razão em querer alguma disciplina na entrada de estrangeiros." "É a primeira vez que vou votar e será em Cameron. Os conservadores são mais honestos em relação à economia", acrescentava Rich Pearce, funcionário da Universidade de Cardiff.

David William Donald Cameron, 43 anos, casado e pai de dois filhos (outro morreu, e a mulher, Samantha, está grávida), é o rosto da recentragem conservadora. Promete austeridade para pôr as contas públicas em ordem e quer limitar a imigração. Lidera as sondagens, mas os rivais acusam--no de não saber o que é a vida das pessoas comuns, é aristocrata e foi educado em escolas de elite como Eton e Oxford. Também é visto como a imitação de direita de Tony Blair, o antecessor de Brown. E as críticas começam em certos conservadores: "Sou pelos Tories desde o tempo de Thatcher. Cameron não é como ela. É só o menos mau dos candidatos", afirmava Steve Martin, um comerciante londrino. Mas as palavras mais duras vêm, claro, do outro lado da barricada. "Cameron é racista. Não percebe que a imigração traz prosperidade. É um menino bem de Eton a quem a vida ofereceu tudo", denunciava Diana, uma professora, também da capital.

Após uma década na sombra de Blair, James Gordon Brown, 59 anos, casado com Sarah e pai de dois filhos (outro morreu bebé), tornou-se primeiro-ministro em 2007. Mas o economista ultracompetente apanhou em cheio com a crise global. E isso somado à falta de carisma faz parecer certa a derrota. "Quero ver-me livre de Brown. Os conservadores são os únicos que percebem como funciona a economia", dizia Tyler, estudante de Relações Públicas em Cardiff. Mas mesmo entre quem vai votar nos trabalhistas, o entusiasmo é escasso: "A Brown falta chama. Não liga às pessoas, é muito cerebral. É um perito em economia, mas não fala uma linguagem acessível. Mesmo assim vou votar nele, mas acho melhor David Miliband pensar em avançar", diz John, dono de um restaurante em Brighton. E o elogio possível: "Acho Brown um desastrado, mas confio na honestidade e competência. É o que sabe mais de economia. Estive quase a votar em Clegg", salienta Catherine, assistente social em Londres.

Dor de cabeça partilhada por Cameron e Brown, Nicholas William Peter Clegg, de 43 anos, casado com a espanhola Miriam e pai de três filhos, aproveitou os debates na TV para se tornar a surpresa da campanha e os Lib-Dem chegaram a estar em segundo nas sondagens. "A economia preocupa-me. Vou votar nos Lib-Dem. Gostei da mensagem de renovação", garantia Joanna Selcott, guia na Tate Modern. Mas houve também quem, como Rose, desempregada, confessasse medo de arriscar: "Ainda não decidi se confio em Brown para primeiro- -ministro ou se prefiro Clegg, mas por tradição voto Labour."

Continuação do voo sobre o Reino Unido. Alguns independentes tentam ser eleitos. Os nacionalistas galeses e escoceses podem contar com um eleitorado fiel. E Os Verdes continuam eufóricos com a estreia no Parlamento: "Acredito na sua ideologia, que é muito mais que a reciclagem. Defendem uma sociedade justa, o sistema nacional de saúde, a educação pública", dizia Kate Legate, bancária, de Brighton. Só de madrugada se saberá se Lucas abre o champanhe. E também se quem brindará ao lugar de primeiro-ministro será Cameron, Brown ou Clegg. Há 48 milhões de formiguinhas que decidem.

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Mensagem por Joao Ruiz Sex Maio 07, 2010 3:17 am

Cameron vence sem maioria absoluta segundo a BBC

Hoje

Reino Unido Ng1289726

A contagem prosseguia de madrugada e a grande surpresa era o fraco resultado dos liberais-democratas

Os conservadores obtêm 305 deputados, menos 21 do que os necessários para a maioria absoluta, e David Cameron prepara-se para suceder a Gordon Brown como primeiro-ministro, segundo estimativas da BBC. Os trabalhistas ficaram-se pelos 255, enquanto a surpresa maior são os 61 assentos dos liberais-democratas, bem abaixo das expectativas. Alguns eleitores de Nick Clegg, líder dos lib-dem, surgiram na Sky News a reclamar que não votaram apesar de se terem apresentado antes das 22.00, hora de fecho oficial. Resta saber se foi caso isolado.

A última vez que alguém ganhou com maioria relativa no Reino Unido foi em 1974, mas o primeiro-ministro derrotado tentou ainda formar governo, sem sucesso. Desta vez, Brown terá dificuldade em fazer o mesmo, pois a soma dos trabalhistas com os lib-dem não é suficiente para a tal maioria de 326 deputados. Um governo minoritário é o cenário provável, mesmo que na ocasião anterior tenha resultado em legislativas antecipadas. O futuro de Brown como líder dos trabalhistas é também uma incógnita, havendo sempre a hipótese de David Miliband avançar.

As projecções no Reino Unido têm tradição de acerto, mas em 1992 falharam. A contagem de votos prosseguia de madrugada. O primeiro assento atribuído foi o de Houghton e Sunderland Sul para o Labour.

Os conservadores chegaram a liderar as sondagens por uma margem de 20%. E um mês antes da ida às urnas, Cameron ainda tinha boas hipóteses de transformar o cansaço de 13 anos de Labour numa maioria absoluta na Câmara dos Comuns. Nessa altura, os Tories contavam com 38% das intenções de voto, o Labour com 30% e os Lib-Dem com 21%. Contudo, a série de debates entre os três principais líderes deu um inesperado protagonismo a Clegg, que logo depois do primeiro, chegou aos 30% nas sondagens. A partir dai, tornou-se muito provável um hung parliament, um "parlamento suspenso", e Cameron viu esfumar-se a ideia de imitar o triunfo de Blair em 1997. Herdará um país em crise económica.

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Reino Unido Empty Cameron propõe coligação aos Liberais-Democratas

Mensagem por Joao Ruiz Sex Maio 07, 2010 8:29 am

Cameron propõe coligação aos Liberais-Democratas

Hoje

Reino Unido Ng1289907

O conservador David Cameron propôs uma coligação governamental aos Liberais-Democratas, depois de não conseguir alcançar a maioria absoluta nas eleições de ontem. Entretanto, o primeiro ministro britânico, Gordon Brown, abriu a porta aos Liberais-Democratas se as negociações com os Conservadores falharem

O primeiro ministro Gordon Brown manifestou compreensão pela prioridade dada pelo líder dos Liberais-Democratas em discutir com os Conservadores uma coligação governamental, mas abriu a porta caso as negociações fracassem.

Numa declaração à porta do número 10 de Downing Street, a residência oficial do chefe do governo, Brown fez uma avaliação do resultado das eleições "enquanto primeiro ministro com o dever constitucional de procurar uma solução para o bem do país, não como líder do partido Trabalhista"

"Compreendo e respeito a posição de [Nick] Clegg de querer fazer primeiro contacto com o líder do partido Conservador", afirmou, incitando os dois a demorarem "o tempo que considerarem necessário".

Todavia, mostrou-se "disponível" para discutir "com qualquer um dos líderes partidários"

"Se as discussões entre Cameron e Clegg não tiverem resultados, estamos dispostos a falar com Clegg sobre temas em que haja algum entendimento entre os dois partidos", enfatizou.

O líder trabalhista destacou dois temas, a estabilidade económica e a reforma do sistema eleitoral, que pretende submeter a referendo.

"As pessoas não gostam de incerteza nem querem esperar muito tempo mas vivemos numa democracia parlamentar", vincou.

"Mas", recordou, " o resultado foi ditado pelo eleitorado e é nossa responsabilidade fazê-lo funcionar para o bem nacional".

A declaração de Gordon Brown, sem direito a perguntas, foi feita meia hora antes do horário anunciado para David Cameron, partido com maior número de deputados, tomar posição sobre, segundo um porta voz, "como pretende formar um governo forte e estável com apoio alargado que age no interesse nacional".

Ao fim da manhã foi a vez de o líder dos Democratas Liberais, Nick Clegg, deu a prioridade aos Conservadores para formarem um governo após conhecida a maioria dos resultados das eleições de quinta feira.

Nick Clegg recordou que durante a campanha expressou a opinião de que o partido com maior número de votos e deputados "tem a prioridade para tentar governar, sozinho com com outros partidos".

"Mantenho essa perspectiva", vincou, atribuindo ao partido Conservador essa posição.

"Penso que cabe agora ao partido Conservador provar que é capaz de tentar governar no interesse nacional", clarificou à entrada da sede do partido, em Londres, onde foi recebido esta manhã por uma multidão de militantes e jornalistas.

Apurados 638 dos 650 lugares, é matematicamente impossível agora para qualquer dos partidos conseguir eleger os 326 deputados necessários para garantir uma maioria absoluta, o que já não acontecia desde 1974.

Os Conservadores elegeram até agora 301 membros da Câmara dos Comuns, o partido Trabalhista 255 e os Democratas Liberais 55, enquanto os restantes 27 assentos foram distribuídos por partidos escoceses, galeses, da Irlanda do norte e os Verdes.

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Mensagem por Joao Ruiz Sab Maio 08, 2010 3:26 pm

Conservadores caçam aliados, trabalhistas em emboscada

por HELENA TECEDEIRO
Hoje

Reino Unido Ng1290212

Eleições. Cameron parece disposto a oferecer aos liberais de Clegg lugares num Governo 'tory'. Mas a reforma do sistema eleitoral britânico, que os Lib-Dem exigem, é grande obstáculo a acordo

"Quero fazer uma oferta larga, aberta e global aos liberais-democratas", disse David Cameron no primeiro discurso depois da vitória dos conservadores nas legislativas britânicas de quinta-feira, dia 6. Com 306 deputados eleitos, os Tories ficaram a 20 da maioria absoluta que lhes daria entrada directa no número 10 de Downing Street. E, caso o acordo falhe, o primeiro-ministro Gordon Brown, que segundo o sistema eleitoral britânico fica em funções enquanto não houver Governo, já disse estar disponível para fazer ele um acordo com o partido de Nick Clegg.

Segundo o editor de Política da BBC, Nick Robinson, esta oferta de Cameron aos Lib-Dem pode incluir lugares no futuro Governo. Mas o caminho para um eventual acordo tem um grande obstáculo: a reforma do sistema eleitoral britânico. Esta foi uma das exigências de Clegg, que durante a manhã veio dizer que daria prioridade aos conservadores para fazer um coligação, apesar de a tradição ditar que o primeiro-ministro em funções deve tentar primeiro formar Governo.

Com divergências significativas em termos de União Europeia e de defesa, conservadores e liberais terão muito que discutir. Sobretudo porque Cameron recusou falar em referendo sobre a mudança do sistema de voto. O líder tory ficou-se pela proposta de criação de uma "comissão de inquérito multipartidária para a reforma política e eleitoral". As negociações deviam começar esta noite, ao telefone.

Antes disso, Gordon Brown já explicara estar disposto a dialogar com qualquer partido. Mas acrescentou entender a decisão de Clegg de dar prioridade aos conservadores. Na campanha, o líder liberal admitira aliar-se ao Labour, mas não a Brown. Palavras que reforçaram a pressão para o primeiro-ministro abandonar a liderança do partido. O chefe da diplomacia David Miliband, o ministro da Educação, Ed Balls, e o deputado John Cruddas são os nomes de quem se fala caso Brown saia.

Contados todos os círculos eleitorais (excepto Thirsk e Malton, onde a morte de um candidato levou ao adiar da votação para dia 27), os trabalhistas conseguiram 258 deputados, menos 91 que em 2005. Mesmo aliados aos 57 liberais, não chegariam à maioria de 326.

Esta é a primeira vez desde 1974 em que nenhum partido obtém maioria absoluta no Reino Unido, dando lugar a um hung parliament ou Parlamento suspenso. A diferença é que na altura, além de ter mais votos populares, o primeiro-ministro cessante perdera por quatro deputados, bastando-lhe uma aliança com os liberais para governar.

Os partidos têm até dia 25 para encontrar uma solução de governo. Para essa data está previsto o discurso da Rainha no qual Isabel II deverá traçar o programa do Governo. Este é depois votado e uma rejeição obrigaria o primeiro-ministro à demissão. Caso os partidos não cheguem a acordo, o cenário passa pela convocação de novas eleições.

Entretanto, a Comissão Eleitoral vai abrir um inquérito para apurar o que aconteceu nas assembleias de voto onde os eleitores foram impedidos de votar. Por falta de tempo ou falta de boletins. Cenas de caos repetiram-se em Londres, Birmin-gham, Sheffiled, Manchester, Liverpool e Newcastle, com algumas centenas de eleitores a protestarem.

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Mensagem por Joao Ruiz Seg Maio 10, 2010 11:35 am

Brown anuncia que vai deixar liderança do Labour

por Patrícia Viegas
Hoje

Reino Unido Ng1291347

Actual primeiro-ministro fez este anúncio, ao mesmo tempo em que confirmou que estão formalmente abertas as negociações entre trabalhistas e liberais-democratas para governar

Gordon Brown acaba de anunciar em Downing Street que vai deixar a liderança dos trabalhistas britânicos antes da próxima conferência do partido, marcada para Setembro, mas ao mesmo tempo confirmou a abertura formal de negociações entre o seu partido e os liberais-democratas para tentar formar um novo governo de coligação no Reino Unido.

O primeiro-ministro britânico fez estas declarações numa altura em que os liberais-democratas de Nick Clegg também estavam a negociar um acordo com os conservadores de David Cameron, que apesar de terem sido o partido mais votado nas legislativas de quinta-feira não conseguiram obter maioria absoluta.

Não tendo um partido a maioria absoluta de deputados, mantém-se em funções o actual primeiro-ministro. Mas a demissão de Brown pode ser uma estratégia para aliciar Clegg, que tinha dito que aceitava trabalhar com os trabalhistas mas não com Brown. Este tem em mente uma coligação progressista, que incluiria não só os liberais-democratas mas também os nacionalistas escoceses e galeses.


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Mensagem por Joao Ruiz Ter Maio 11, 2010 8:39 am

Brown demite-se para facilitar pacto com liberais

por PATRÍCIA VIEGAS
Hoje

Reino Unido Ng1291608

Clegg aplaude decisão e lamenta falta de acordo com partido de Cameron

Gordon Brown ofereceu ontem a sua demissão da liderança dos trabalhistas britânicos para facilitar a abertura de negociações com os liberais-democratas, tendo em vista a eventual formação de uma coligação progressista para governar o Reino Unido.

"Na condição de líder do partido devo aceitar que há um julgamento sobre mim. E em consequência disso entendo pedir ao Labour para pôr em marcha os procedimentos necessários para a eleição de um novo líder", disse o actual primeiro-ministro, numa declaração que fez à imprensa no n.º 10 de Downing Street.

"Espero que tudo aconteça para que o novo líder esteja em funções na conferência do Labour", marcada para os dias 26 a 30 de Setembro em Manchester, disse, precisando que não participará nessa eleição e que não apoiará qualquer candidato.

Este é um gesto que está a ser entendido como uma oferta aos liberais-democratas de Nick Clegg, o qual tinha desde o início dito que a saída de cena de Brown era uma pré-condição para negociar. "Acho que este anúncio pode ser um elemento importante numa transição suave para um Governo estável que todos merecem", disse logo em seguida Clegg, num comunicado enviado à imprensa.

O líder dos liberais-democratas decidiu ontem abrir negociações formais com os trabalhistas, depois de o seu partido ter passado os últimos dias a negociar com os conservadores de David Cameron. Este explicou aos seus deputados que tinha feito uma boa oferta ao líder dos liberais, mas que era preciso esperar que Clegg convencesse o seu partido, que terá pressionado o líder a conversar primeiro com o Labour, antes de tomar qualquer decisão.

Na lista das ofertas feitas pelos conservadores estão o compromisso de levar a referendo a reforma do sistema eleitoral, na qual os britânicos escolherão os candidatos por ordem de preferência. Apesar disso os liberais-democratas ainda quiseram mais clarificações sobre as reformas nos sectores dos impostos e da educação, noticiaram os media britânicos.

"As conversações com os conservadores foram muito construtivas e agradeço a Cameron e à sua equipa todo o seu esforço. Mas até agora não conseguimos chegar a um acordo global que permita uma maioria parlamentar", acrescentou ainda Clegg.

Os conservadores venceram as legislativas de quinta-feira mas falharam uma maioria absoluta de deputados em Westminster. Assim, mediante este cenário, manda a tradição que fique em funções o primeiro-ministro actual. Até que um partido consiga assegurar maioria parlamentar e a Rainha convide um primeiro-ministro a formar um novo Executivo.

No caso de trabalhistas e liberais-democratas conseguirem um aval parlamentar no dia do discurso da Rainha Isabel II, dia 25, Brown pode manter-se na chefia do Governo britânico. Até ser substituído pelo novo líder do seu partido se entretanto os liberais não conseguirem impor Clegg como primeiro-ministro.

Os media britânicos já escreviam ontem artigos sobre o que vai fazer a seguir Brown, apontando os nomes de três possíveis interessados na sua sucessão: David Miliband, Alan Johnson e Ed Balls (ver caixa ao lado).

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Reino Unido Empty Cameron bane telemóveis das reuniões do governo

Mensagem por Joao Ruiz Sex Maio 14, 2010 10:35 am

Cameron bane telemóveis das reuniões do governo

por PATRÍCIA VIEGAS
Hoje

Reino Unido Ng1293349

Executivo de coligação vai cortar salários dos ministros em 5%

David Cameron informou ontem os seus ministros que os telemóveis e os blackberrys estão totalmente proibidos nas reuniões semanais do Governo britânico, de acordo com a BBC.

O novo primeiro-ministro, que falava no n.º 10 de Downing Street, na primeira reunião do Executivo, disse esperar grandes coisas da sua equipa e declarou que era "preciso pôr mãos à obra". À sua frente (e não ao lado) esteve o vice- -primeiro-ministro, Nick Clegg, líder dos liberais-democratas, parceiros dos conservadores neste Governo de coligação.

No mesmo encontro, o ministro das Finanças, George Osborne, aproveitou para confirmar que a promessa eleitoral de cortar nos salários dos governantes vai mesmo ser cumprida. A redução é de 5%, o que, segundo ele, permitirá poupar três milhões de libras ao longo dos próximos cinco anos.

Após reunir-se com os ministros, Cameron, de 43 anos, o mais jovem chefe do Governo britânico desde Lord Liverpool em 1812, iria ainda nomear os restantes membros do seu Executivo. Os liberais--democratas deverão ter mais duas dezenas de eleitos em cargos menos importantes, depois de já terem conseguido ficar com cinco dos lugares importantes.

O acordo de coligação foi anunciado na terça-feira à noite, depois de cinco dias de negociações. Cameron cedeu muito a Clegg, para que o partido deste viabilizasse as suas ambições de chegar à liderança do Reino Unido.

Mas apesar de na quinta-feira ambos terem querido passar a ideia de que este é um governo estável que vai durar os cinco anos, é nos detalhes do plano que estão os aspectos mais polémicos.

A intenção de pré-definir a duração de um Parlamento, fixará a necessidade de ter pelo menos 55% dos votos dos deputados para dissolver a câmara e convocar eleições antecipadas. Assim, como os conservadores só têm 47%, precisarão sempre dos votos dos liberais-democratas.

Aspecto polémico é também o facto de o ministério do Ambiente ter ido parar às mãos de um liberal-democrata, Chris Huhne, um conhecido opositor do nuclear. No entanto o seu departamento vai lançar legislação para construir novas centrais nucleares no país. Huhne pode, no entanto, abster- -se quando chegar a hora da votação parlamentar sobre o tema.

A economia é, apesar de tudo, o tema prioritário deste governo, numa altura em que o país enfrenta taxas de desemprego recorde e arrisca ter um défice de 12%. A maioria dos conselheiros da coligação para questões económicas e financeiras julgam inevitável que haja um aumento do IVA, avançou o Times online.

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Reino Unido Empty O delfim de Blair que ambiciona a liderança trabalhista

Mensagem por Joao Ruiz Sab Maio 15, 2010 10:08 am

O delfim de Blair que ambiciona a liderança trabalhista

por PATRÍCIA VIEGAS
Hoje

Reino Unido Ng1293857

David Miliband, de 44 anos, anunciou na quarta-feira que é oficialmente candidato à liderança dos trabalhistas e que espera ter vários adversários. O pior é se um deles for o seu irmão, Ed Miliband, três anos mais novo.

Adúvida ou a cobardia? Muitos analistas perguntam-se qual destes dois sentimentos impediu David Miliband de entrar antes na corrida à liderança dos trabalhistas britânicos. Nos últimos três anos, teve pelo menos três oportunidades para agarrar o partido e mudar o seu rumo, podendo talvez evitar a humilhação que este sofreu após as eleições legislativas do passado dia 6.

A primeira foi quando o seu mentor, Tony Blair, cedeu a liderança do Governo e do Labour a Gordon Brown, em 2007. A segunda surgiu no final do ano seguinte, quando o partido estava em queda livre nas intenções de voto. Nesse congresso trabalhista, a imagem a que ficou associado chega mesmo a ser ridícula: Miliband apareceu no exterior do recinto da conferência com uma banana na mão e foi nessa pose que se deixou fotografar.

A última oportunidade que perdeu foi após a derrota sofrida pelos trabalhistas nas eleições europeias do ano passado. O partido ficou em terceiro lugar, atrás dos independentistas do UKIP. No escrutínio deste mês, o partido falhou a maioria absoluta de deputados e não conseguiu negociar um Governo de coligação com os liberais-democratas. Estes preferiram pactuar com os conservadores e os trabalhistas viram-se relegados para a oposição ao fim de 13 anos no poder.

"Eu candidato-me, com um profundo sentido de humildade perante a responsabilidade ligada ao cargo mas também uma grande paixão pelos valores e ideais que me conduziram ao Partido Trabalhista há 27 anos", disse, ao anunciar oficialmente a sua candidatura na quarta-feira. Miliband disse sentir-se agora capaz de liderar o Labour e transformá-lo "num campeão de verdadeira mudança social e económica no país".

Miliband, de 44 anos, terá tomado a decisão de se candidatar depois de a mulher lhe ter dito que o apoiava incondicionalmente. Louise Shackelton, violinista da Orquestra Sinfónica de Londres, tem sido por vezes apontada pelos media como a principal razão pela qual o marido não avança para cargos de maior responsabilidade. Quatro anos mais velha, Louise conheceu o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros durante um voo entre Roma e Londres. Estão casados há dez anos e têm dois filhos adoptados nos EUA: Jacob e Isaac. Ao ter nacionalidade americana, a violinista pode beneficiar do processo americano mais rápido.

"Tem piada que toda a gente pense que a Louise é uma tímida e uma flor que gosta de estar escondida e não quer que o marido seja primeiro-ministro. Mas a verdade é que é ao contrário. A Louise adora a vida política e viaja muitas vezes para o estrangeiro com ele. Ela gosta realmente muito do facto de estar casada com um político. Apoia-o mais para seguir em frente do que para hesitar", disse uma amiga da família Miliband, em declarações ao Telegraph. "É óbvio que, no ano passado, quando estavam a adoptar o segundo filho, tinham de mostrar que dispunham de tempo para estar em família. Mas agora estão ambos prontos a avançar", acrescentou.

No dia em que anunciou que decidira ser candidato, Miliband disse esperar que esta eleição seja "uma disputa verdadeira com muitos candidatos e que isso possa beneficiar o partido". Ed Miliband, o seu irmão mais novo, poderá ser um desses candidatos, dizem os media britânicos. E é aí que tudo se complica para o ex-chefe da diplomacia britânica, o mais novo no cargo desde 1977. E o primeiro membro de um Governo a ter um blogue na Internet.

David e Ed foram os primeiros políticos irmãos a servir um mesmo Executivo desde o tempo dos irmãos Stanley, em 1938. Ambos formados na área da Filosofia, Política e Economia pela prestigiada universidade de Oxford, têm fortes hipóteses de chegar a ocupar o N.º 10 de Downing Street. Vinte e seis primeiros-ministros britânicos, incluindo já David Cameron, fizeram a sua formação em Oxford, diz o site da própria universidade.

O ex-ministro dos Estrangeiros e o ex-ministro da Energia são filhos de imigrantes judeus. A mãe, Marion Kozak, era polaca, o pai, Ralph Miliband, era um conceituado intelectual marxista que fugiu da Bélgica no decorrer da II Guerra Mundial. "Eu sou um dos milhões de britânicos que têm sangue polaco a correr nas veias", disse David, em 2009, quando visitou a campa dos avós no cemitério judaico de Varsóvia.

David estudou no MIT e a seguir trabalhou como analista político no Instituto Público de Investigação Política, IPPR, até ser levado para Downing Street, depois de ter ajudado na elaboração do manifesto eleitoral que daria a vitória a Tony Blair em 1997. Ed ainda tentou ser jornalista antes de se tornar investigador ao serviço da trabalhista Harriet Harman e de ser recrutado por Gordon Brown quando este era ministro das Finanças.

Apesar de David surgir como favorito há muito mais tempo, Ed é considerado melhor comunicador e melhor conciliador. Enquanto David é visto como "blairista", Ed agrada a todas as facções, dizem fontes trabalhistas citadas pelos media britânicos. Fiel a Brown, com quem esteve até ao último minuto na terça-feira, quando ele se demitiu de primeiro-ministro, Ed sente-se tentado pelo poder, tal como o seu irmão. Falta ver, como sublinhou esta semana o Times, se Ed será o Caim e David o Abel.

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Mensagem por Joao Ruiz Dom Maio 16, 2010 5:57 am

'Guerra' entre os irmãos Miliband pela liderança de trabalhistas

por HELENA TECEDEIRO
Hoje

Reino Unido Ng1294146

Depois de David, foi a vez de Ed avançar. Menos conhecido que o irmão mais velho, este conta contudo com apoios de peso.

Quatro dias depois de David Miliband ter lançado a sua candidatura informal à liderança dos trabalhistas britânicos, ontem foi a vez de o seu irmão, Ed, anunciar a sua entrada numa luta "fraterna".

Num discurso na Fabian Society, em Londres, o ex-secretário de Estado da Energia começou por brincar com a situação ao sublinhar que todos lhe perguntam quem é que a mãe, Marion Kozak, vai apoiar, ele ou David. Segundo Ed, nenhum dos dois: a matriarca da família parece ser fã do deputado John Cruddas, outro nome que se fala para suceder a Gordon Brown no cargo interinamente ocupado por Harriet Harman.

Empenhado em renovar o partido, depois da derrota nas legislativas de dia 6, Ed sublinhou a necessidade de deixar para trás a "era Blair/Brown". "A vantagem de estar na oposição é poder renovar- -se", afirmou o ex-secretário de Estado, citado pela BBC. As suas críticas ao último Governo surpreen- deram os analistas, uma vez que Ed era tão próximo de Brown que se manteve a seu lado até este anunciar a demissão da chefia do Governo, no dia 11, dando lugar ao conservador David Cameron.

Pressionado pelos jornalistas para falar sobre como esta "guerra de irmãos" vai afectar a sua relação com David, Ed foi claro: "David é o meu melhor amigo e vai continuar." Mais, o político de 40 anos disse estar disposto a servir o partido sob a liderança do irmão mais velho, de 44, caso este vença.

Menos conhecido do que o irmão e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Ed conta com o apoio do sindicato Unite e de várias deputados. Já David recebeu o apoio de figuras de peso do partido, como o ex-ministro Alan Johnson, que desistiu da corrida à liderança a seu favor.

Se, até agora, David e Ed Miliband são os únicos candidatos oficiais à liderança do Labour, não são os únicos familiares na disputa. Ontem, a ex-ministra do Trabalho Yvette Cooper veio retirar o seu nome, porque prefere dedicar mais tempo aos filhos. Já o seu marido, o também ex-ministro Ed Balls, continua a ser um dos nomes de que se fala para uma eleição cujo vencedor deverá ser anunciado na conferência do partido em Setembro.

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Mensagem por Joao Ruiz Seg Maio 17, 2010 10:10 am

Cameron ordena auditoria às contas do Governo trabalhista

por PATRÍCIA VIEGAS
Hoje

Reino Unido Ng1294554

Novo primeiro-ministro disse que sempre foi um conservador liberal e que o seu Governo assenta numa aliança progressista

O novo primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou ontem que vai ordenar uma auditoria aos gastos feitos pelo Governo de Gordon Brown. O Executivo trabalhista, disse em entrevista à televisão pública BBC, "deu a alguns funcionários públicos seniores bónus de 75%, depois de tudo o que temos visto acontecer no último ano. Isso não é nenhum estímulo fiscal. É uma coisa louca de se fazer".

O seu Governo de coligação, entre os conservadores e os liberais--democratas de Nick Clegg, já tinha anunciado que só permitiria bónus de cerca de 25% e apenas a quem apresentasse um "contributo realmente excepcional".

Naquela que foi a sua primeira entrevista desde que é primeiro- -ministro do Reino Unido, Cameron disse que o anúncio de cortar 5% nos salários dos ministros insere-se na sua política de "liderar a partir da frente".

E não descartou que entre as medidas a tomar pelo seu Governo para reduzir o défice e a despesa do país possa estar uma eventual subida da taxa de IVA.

Cameron, de 43 anos, o mais jovem chefe do Governo britânico desde Lord Liverpool em 1812, fez questão de esclarecer mais uma vez que a coligação que lidera não consiste apenas num grupo de pessoas com sede de poder.

"Não se trata apenas de um grupo de pessoas que se reuniram para obter o poder, porque elas querem reduzir um défice. Também nos baseamos nos valores, pois acreditamos que é preciso mais liberdade nesta sociedade, pois o Estado tornou-se demasiado grande e despótico", disse o novo inquilino de Downing Street.

Assumindo que sempre foi um "conservador liberal", o líder dos conservadores diz que a coligação com os liberais-democratas é uma "aliança progressista".

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Mensagem por Joao Ruiz Qua Maio 26, 2010 11:22 am

Isabel II pede cortes no meio do luxo

por PATRÍCIA VIEGAS
Hoje

Reino Unido Ng1298062

Em 2009, a Casa Real custou 48,2 milhões de euros aos contribuintes britânicos.

Isabel II assumiu ontem que a redução do défice deve ser a prioridade dos britânicos. "O programa legislativo do meu Governo será baseado nos princípios da liberdade, justiça e responsabilidade. A primeira prioridade é reduzir o défice e restaurar o crescimento económico e serão tomadas medidas para acelerar a redução do défice", disse na sessão inaugural do Parlamento de Westminster.

Num discurso cheio de pompa, a monarca apresentou pela primeira vez um programa de um Governo de coligação, pois tal nunca aconteceu ao longo dos seus 58 anos de reinado. A ouvir atentamente as suas palavras, lado a lado, estiveram os protagonistas deste novo Executivo britânico: David Cameron, primeiro-ministro, líder dos conservadores, e Nick Clegg, vice-primeiro-ministro, líder dos liberais-democratas.

Vinte e duas novas leis em 18 meses é o que pretende aprovar o Governo, estando previstas reformas políticas, orçamentais, nas áreas da educação, das ajudas sociais, da despesa e do peso do Estado. As palavras da monarca não foram propriamente uma surpresa, já que o rascunho do seu discurso tinha aparecido publicado nos jornais de domingo - para grande embaraço do Governo e do Palácio de Buckingham.

Além da redução do défice, que neste momento é o maior da UE, a rainha confirmou que vai haver referendo sobre a alteração do sistema eleitoral britânico, reforma política para introduzir datas de início e fim de mandato do Governo, uma quota para imigrantes que venham de fora da UE, a transformação das escolas primárias e secundárias em academias, a privatização dos correios e o fim do BI.

Apesar dos cortes radicais anunciados aos britânicos, não foi ainda explicado se a realeza também vai apertar o cinto. 41,5 milhões de libras, ou seja, 48,2 milhões de euros, foi quanto a casa real custou ao bolso dos contribuintes no ano passado. Alguns media dizem que a isto junta-se ainda 50 milhões em segurança.

A seguir ao discurso de Isabel II em Westminster, onde a Rainha se deslocou na sua carruagem dourada e usando a sua tiara com três mil diamantes preciosos, acabou- -se a trégua política. Os trabalhistas, que passaram à oposição, depois de estarem no poder 13 anos, prometeram desde logo votar contra a reforma do tempo dos mandatos governamentais. A nova lei estabelecerá que o primeiro--ministro só pode dissolver o Parlamento com o voto de 55% dos deputados britânicos.

Harriet Harman prometeu que o seu partido vai ser eficaz. "Nós seremos determinados a prevenir a injustiça e defenderemos os serviços públicos que interessam, seremos vigilantes na protecção de empregos e empresas", avisou a ex-ministra da Igualdade. Cameron logo respondeu lamentando que a opositora não tenha pedido desculpa aos britânicos "pela impressionante trapalhada" em que o seu partido deixou o país. "Nem uma única palavra foi dita sobre deixar o Reino Unido com um défice maior do que a Grécia", denunciou o primeiro-ministro.

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Mensagem por Joao Ruiz Qui Maio 27, 2010 10:34 am

Batalha por Thirsk and Malton é primeiro teste a coligação

por PATRÍCIA VIEGAS
Hoje

Reino Unido Ng1298528

Liberais-democratas e conservadores disputam hoje nova circunscrição.

David Cameron e Nick Clegg avisaram desde o início que, apesar de conservadores e liberais-democratas governarem juntos, não deixam de ser partidos distintos, sempre que houver eleições. Essa diferença está bem patente na batalha que candidatos dos dois partidos estão hoje a travar em Thirsk and Malton, circunscrição onde os eleitores não votaram no passado dia 6 devido ao falecimento de John Boakes, candidato do independentista Ukip.

Anne McIntosh, de 55 anos, é candidata pelos conservadores. Howard Keal, de 52 anos, apresenta-se pelos liberais-democratas. Ao longo da campanha não se coibiram de trocar acusações. Ela acusou-o de fazer campanha negativa ao lembrar que ela esteve envolvida no escândalo das despesas e teve de devolver mil libras por gastos indevidos de jardinagem. Ele criticou-a por lhe imputar apenas intenções como a vontade de adoptar o euro no futuro.

"As pessoas ficaram chocadas com o que ela fez. Ela pediu o reembolso de tudo, desde jardinagem até ratoeiras. Eu garanto que farei a minha própria jardinagem", disse Howard Heal, citado pelo jornal Telegraph online. "Quem não tem pecados que atire a primeira pedra. Eu fiz uma campanha positiva e é um problema que eles tenham sido negativos", disse, por seu lado, Anne McIntosh.

Thirsk and Malton é uma nova circunscrição que nasceu a partir de um reajustamento que combina dois outros círculos - Vale de York e Ryedale. No meio do duelo local entre conservadores e liberais-democratas, o candidato trabalhista, Jonathan Roberts, de apenas 28 anos, tenta capitalizar com a rivalidade. John Prescott, antigo vice-primeiro-ministro trabalhista, brincou com a situação, oferecendo "desconto aos liberais-democratas que se juntem aos trabalhistas".

Mas numa altura em que Cameron e Clegg parecem estar em "lua--de-mel" a nível nacional, aprovando um programa de austeridade, que foi apresentado no discurso que escreveram para a Rainha Isabel II ler, o candidato liberal-democrata não deixa de tirar partido disso. "Têm autorização para votar em mim, agora que estamos numa coligação", disse Howard Keal, numa acção de campanha.

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Reino Unido Empty Taxista mata 12 pessoas e fere outras 25

Mensagem por Joao Ruiz Qua Jun 02, 2010 3:21 pm

Taxista mata 12 pessoas e fere outras 25

por DN.pt com Lusa
Hoje

Reino Unido Ng1300978

Pelo menos 12 pessoas morreram na sequência de disparos efectuados por um taxista britânico, de forma aparentemente indiscriminada, em várias áreas do condado de Cúmbria, noroeste do Reino Unido, informou hoje o primeiro ministro britânico, David Cameron.

"A Câmara de Comuns está alarmada e em choque perante os acontecimentos ocorridos (hoje) esta manhã no condado de Cúmbria, onde morreram pelo menos 12 pessoas", afirmou o chefe de Governo, na primeira intervenção durante a sessão semanal de perguntas ao primeiro ministro no parlamento.

Cerca de 25 pessoas também ficaram feridas no tiroteio.

O primeiro ministro britânico assegurou, na mesma intervenção, que o governo "fará tudo o que for possível para ajudar a comunidade local e as pessoas afectadas", prometendo manter a Câmara de Comuns informada sobre novos dados.

Cameron reservou ainda algumas palavras para as famílias das vítimas mortais e dos feridos.

A polícia divulgou, entretanto, que terá encontrado o corpo do presumível autor dos disparos numa zona de floresta do condado.

O suspeito, um taxista identificado como Derrick Bird, de 52 anos, abriu fogo em 11 locais diferentes da região conhecida como região dos lagos e uma das mais turísticas do país.

De acordo com a polícia, o suspeito fugiu inicialmente de carro em direcção ao sul, tendo depois abandonado o veículo numa zona rural e prosseguido a pé.

Mais tarde, as forças de segurança divulgaram que tinham encontrado um cadáver numa zona florestal.

"A polícia encontrou uma arma no local e está a trabalhar para confirmar oficialmente a identidade da vítima e o nome das pessoas feridas e mortas", referiram as forças policiais, em comunicado.

O tiroteio começou numa rua da localidade de Whitehaven, segundo a polícia do condado, que pediu à população de outras zonas, como Egremont e Seascale, para permanecerem nas respectivas casas até novas indicações.

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Mensagem por Joao Ruiz Qui Jun 03, 2010 8:44 am

Taxista provoca banho de sangue em região turística

por PEDRO CORREIA
Hoje

Reino Unido Ng1301163

David Cameron diz-se "alarmado e chocado" com crime, que causou 12 mortos.

Tudo terá começado com uma vulgar discussão entre taxistas numa zona turística de Inglaterra. Mas terminou num banho de sangue. Um deles, o presumível assassino, ter-se-á suicidado. As autoridades britânicas revelaram, ao princípio da tarde de ontem, que o suspeito se chamava Derrick Bird. De manhã, terá sido ele o autor dos disparos fatais que mataram três colegas na vila de Whitehaven, situada no Noroeste de Inglaterra, em plena região dos Grandes Lagos, muito procurada por turistas. Pelo menos oito outras pessoas terão morrido na sequência deste tiroteio, nada habitual para os padrões do Reino Unido.

O taxista pôs-se em fuga após uma sucessão de disparos que terá provocado igualmente 25 feridos, ainda de acordo com as autoridades policiais. Abandonou o automóvel noutra localidade, acabando por pôr-se em fuga numa floresta onde o seu corpo viria a ser encontrado. Ao lado do cadáver encontrava-se a arma com que, presumivelmente, cometeu os crimes antes de se ter suicidado.

"Foi um cenário de terror", admitiu o chefe da polícia local, Stuart Hyde, em declarações aos jornalistas, especificando que nesta fase da investigação se ignoram ainda as "motivações" de Bird.

O macabro acontecimento chocou o Reino Unido e chegou mesmo a ser comentado, na Câmara dos Comuns, pelo novo primeiro-ministro, o conservador David Cameron, que ontem se estreava na tradicional sessão de perguntas e respostas ao Chefe do Governo.

"A Câmara dos Comuns ficou alarmada e comovida ao tomar conhecimento desta ocorrência, de que resultaram várias mortes", declarou o chefe do Governo, exprimindo condolências aos familiares das vítimas.

Ao contrário do que sucede noutros países, designadamente nos Estados Unidos, nas ilhas britânicas as regras para o porte de arma são muito rígidas.

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Mensagem por Joao Ruiz Sex Jun 04, 2010 4:32 pm

Objectos ligados a Churchill rendem 690 mil em leilão

por PATRÍCIA VIEGAS
Hoje

Reino Unido Ng1301453

Neto do fundador da revista americana 'Forbes' está a desfazer-se da sua colecção sobre o ex-primeiro-ministro britânico

Cartas, discursos, um charuto cubano ainda por fumar. Estes foram os principais objectos ligados ao antigo primeiro-ministro britânico Winston Churchill que na passada quarta-feira foram leiloados em Londres pela Christie's por um valor de 687 992 euros.

Tratou-se da venda de uma primeira parte da colecção privada reunida ao longo de três décadas pelo magnata Steve Forbes, actual director-geral da Forbes e neto do fundador da revista norte-americana com o mesmo nome. A segunda parte será leiloada a 3 de Dezembro em Nova Iorque, a terceira na capital britânica em meados do próximo ano.

Algumas das missivas, principalmente uma que tem a data do mês de Junho de 1940, "dão uma ideia sobre o seu carácter", afirmou, citado pela BBC, o director para a área dos livros e dos manuscritos daquela famosa leiloeira, Thomas Venning.

Eliot Crawshaw-Williams, um dos secretários daquele que foi o chefe do Governo britânico durante a II Guerra Mundial, escreveu-lhe a sugerir que acordasse uma trégua com os alemães do ditador nazi Adolf Hitler. "Eu sou totalmente a favor de ganhar a guerra caso isso possa ser feito. Mas parece-me que quando uma visão informada da situação mostrar que não temos hipóteses de obter uma vitória final, não devem haver questões de prestígio que impeçam de obter a paz nos melhores termos possíveis. Após perder tantas vidas e dinheiro, ficaremos numa posição igual à da França ou ainda pior. Espero não estar a soar derrotista, coisa que não sou, mas apenas realista".

Churchill respondeu assim: "Sinto vergonha de que tenha escrito semelhante carta. Aqui a devolvo, para a queimar, esquecer." As cartas contrariaram a tendência e renderam quatro vezes mais do que o previsto: 41 549 euros. O leilão deveria arrecadar pelo menos um milhão de euros, mas a retirada à última hora do diário que o político escreveu durante a II Guerra impediu encaixar pelo menos mais 150 mil euros.

O charuto Havana intacto, que terá sido oferecido a um dos convidados de um jantar dado por Churchill no Hotel de Paris em Montecarlo, no Mónaco, em 1963, foi vendido por 2 533 euros. Vinha acompanhado de uma mensagem escrita pelo referido convidado, Christopher Dunn. "Sir Winston Churchill deu-me este charuto em Luncheon - Hotel de Paris, no dia 12 de Abril de 1963."

Os puros e o V de Vitória tornaram-se imagens de marca do antigo líder britânico, que tanto foi conservador como liberal - pormenor que alguns recordaram agora a propósito da nova coligação entre conservadores e liberais--democratas no Governo.

Churchill, que foi primeiro-ministro em duas ocasiões, era filho de um político conservador, Lord Randolph Churchill. Muito cedo zangou-se com esse partido e passou-se para o lado dos liberais, os quais achava que representavam melhor a sua visão do que devia ser o livre comércio. A série de discursos que pronunciou na câmara dos Comuns sobre este tema foram vendidos por 47 271 euros.

Abandonou os tories no ano de 1904 e, até 1922, foi membro dos liberais britânicos. O partido liberal-democrata de hoje nasceu de uma junção entre os liberais e os sociais-democratas. Estes últimos representavam os dissidentes da ala mais à direita do Labour- o Partido Trabalhista.

Após abandonar os liberais Churchill voltou ainda a integrar os conservadores, em 1924, tendo--se mantido como membro dessa formação política de direita até falecer em Janeiro de 1965. Aos 91 anos de idade.

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Mensagem por Joao Ruiz Sex Jun 04, 2010 4:47 pm

Cameron visita hoje o local do massacre

Hoje

Reino Unido Ng1301455

Primeiro-ministro apresentou condolências a "todos os que foram atingidos" pela tragédia. Taxista matou 12 pessoas

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, e a ministra da Administração Interna, There- sa May, deslocam-se hoje a Cumbria, Noroeste de Inglaterra, onde na quarta-feira um taxista disparou mortalmente contra 12 pessoas e feriu 11. Mais de cem agentes da Polícia britânica procuraram pistas que indicassem o motivo que levou o taxista Derrick Bird, de 52 anos, divorciado e pai de duas crianças, a efectuar disparos a partir da janela do seu carro ao longo de mais de três horas no condado de Cumbria, tendo depois cometido suicídio. Alguns relatos dão conta de uma discussão do taxista com alguns colegas na noite anterior ao tiroteio, outros apontam para uma disputa familiar.

O primeiro-ministro apresentou condolências a "todos os que foram atingidos por estes trágicos acontecimentos", especialmente familiares e amigos dos que foram mortos e feridos na sequência dos disparos. Também a Rainha Isabel II afirmou partilhar "a dor e horror de todo o país".

A ministra da Administração Interna, Theresa May, corrigiu os dados inicialmente avançados pela Polícia, que apontavam para 25 feridos, adiantando que apenas 11 pessoas receberam tratamento nos hospitais. Oito continuam hospitalizadas e três dos feridos viram a sua saúde agravar-se, estando agora em estado crítico.

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Mensagem por Joao Ruiz Ter Jun 08, 2010 8:38 am

Reino Unido recusa avaliação prévia do orçamento

por Lusa
Hoje

O Governo britânico recusou hoje a ideia de submeter projectos de orçamento à avaliação da União Europeia antes da sua aprovação pelo Parlamento nacional, um dia depois de um acordo de princípio nesse sentido entre países europeus.

"O orçamento será apresentado primeiro ao Parlamento", afirmou o secretário de Estado das Finanças britânico, Mark Hoban, num comunicado divulgado à margem da reunião de ministros das Finanças a decorrer no Luxemburgo.

"Não se põe a questão de quem quer que seja que não os deputados britânicos o veja antes. Quando o ministro das Finanças o apresentar ao Parlamento ele passará naturalmente para o domínio público", acrescentou.

Na segunda feira, o presidente da UE, Herman Van Rompuy, referiu-se a um acordo de princípio dos ministros das Finanças da União para vir a submeter as grandes linhas dos respectivos orçamentos nacionais a uma avaliação pela UE na primavera de cada ano.

Isto significaria, para muitos países, uma avaliação antes da análise pelo Parlamento nacional e antes da sua adopção.

A ideia é que a Comissão Europeia e os outros Estados membros possam avaliar as grandes linhas do orçamento (níveis de défice previsto, previsão de receitas e de despesas) e não os pormenores.

Van Rompuy afirmou, no entanto, que esse exercício teria por objetivo, quando necessário, levar um país a rever o orçamento.

"Um governo que apresentar um orçamento com um défice elevado deve justificar-se perante os seus pares e, como isso ocorreria na primavera, haveria ainda tempo suficiente para fazer ajustamentos antes do orçamento final", disse Van Rompuy, referindo-se a uma "forte convergência" entre os ministros acerca dessa posição.

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Mensagem por Joao Ruiz Qua Jun 16, 2010 5:25 am

Cameron pede perdão por Domingo Sangrento

por PATRÍCIA VIEGAS
Hoje

Reino Unido Ng1306001

38 anos depois da morte de 14 manifestantes católicos em Londonderry, na Irlanda do Norte, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, pediu desculpa pela acção "injustificada e injustificável" dos pára-quedistas naquele Domingo Sangrento de 30 de Janeiro de 1972.

Coube ao líder conservador arcar com o peso da história, no dia em que foi publicado o relatório da comissão de inquérito ao incidente, que inspirou, entre outras coisas, uma música dos U2. As vítimas foram reconhecidas como inocentes, 12 anos após a criação da comissão liderada pelo lorde Saville

David Cameron tinha apenas cinco anos quando um grupo de pára- -quedistas britânicos matou 13 civis católicos desarmados e feriu 14 em Londonderry na Irlanda do Norte - um dos feridos faleceu depois. Ontem, coube-lhe, enquanto primeiro-ministro do Reino Unido, pedir desculpas em nome do país e do Governo britânico, aos familiares dos que morreram e aos que ficaram feridos na acção militar de 30 de Janeiro de 1972.

"O que aconteceu no Domingo Sangrento foi injustificado e injustificável. Errado. Não vale a pena tentar suavizar o que está neste relatório. Há pessoas que discutem se, quase 40 anos depois, um primeiro--ministro deve pedir desculpa. Para a minha geração, este é mais um período de que ouvimos falar do que vivemos. Mas nunca deveria ter acontecido. As famílias dos que morreram não deviam ter que viver com a dor e a perda. Algumas das nossas Forças Armadas agiram de forma errada. O Governo é o responsável último pela conduta das Forças Armadas. E por isso, em nome do Governo e do nosso país, eu peço desculpa", disse Cameron, na apresentação à Câmara dos Comuns do relatório da comissão de inquérito ao Domingo Sangrento.

Conduzida pelo lorde Mark Saville, ao longo dos últimos 12 anos, a investigação concluiu que as vítimas eram inocentes que protestavam por melhores direitos cívicos e não estavam armadas no momento do tiroteio, ao contrário do que fora sugerido durante anos e, até mesmo, admitido por um relatório anterior. Nele, o lorde Widgery dizia ter havido manifestantes armados a disparar contra os militares e munidos de bombas manuais.

A comissão de inquérito, que custou 230 milhões de euros ao erário público e ouviu 2500 testemunhas, foi criada em 1998, por ordem do então primeiro-ministro britânico Tony Blair. Arquitecto do processo de paz na Irlanda do Norte, o ex--líder trabalhista não chegou, porém, ao ponto de pedir desculpa. Como agora fez Cameron, conservador, líder de um Governo de coligação com os liberais-democratas de Nick Clegg.

O relatório ontem divulgado, com cinco mil páginas divididas por dez volumes, refere que os militares britânicos mentiram para justificar o uso da força e critica o tenente-coronel Derek Wilford, o comandante do primeiro batalhão do regimento de pára-quedistas, por ter enviado tropas para Bogside, bairro da cidade de Londonderry, contrariando ordens de um oficial superior. Apesar de admitir que Martin McGuinness, ex-operacional do IRA e actual vice-primeiro-ministro da Irlanda do Norte, tinha uma arma automática, o relatório indica que nem isso justificava tal intervenção.

Naquele domingo, dez mil pessoas iniciaram uma marcha desde a área de Creggan até ao Guildhall (câmara municipal). No caminho depararam-se com barricadas erguidas pelos militares britânicos e na Rua William alguns dos manifestantes católicos atiraram pedras e tentaram furar o bloqueio. Os pára--quedistas entraram depois por esta rua e pela Rua Rossville. Após 25 minutos de tiroteio, o resultado foi o conhecido.

"Quando o Estado mata os seus cidadãos, deve ser chamado à responsabilidade", declarou Tony Doherty, cujo pai, Patrick, foi morto naquele dia. Os familiares das vítimas estão satisfeitos pelo facto de o relatório os declarar oficialmente inocentes e, segundo o Guardian, não terão intenção de levar os pára-quedistas a tribunal. Cameron não se quis pronunciar sobre este aspecto, uma vez que a decisão de processar ou não os militares reside na Procuradoria-Geral da Irlanda do Norte. O discurso do primeiro-ministro foi aplaudido por centenas de pessoas em Londonderry, Derry para os católicos. Os familiares concentraram-se na Praça do Guildhall, depois de terminarem a marcha que há 38 anos foi interrompida.

Vítimas Familiares dos mortos e feridos durante o Domingo Sangrento reconstituíram ontem a marcha interrompida pelos militares britânicos, antes de o primeiro-ministro, David Cameron, apresentar o relatório da investigação ao massacre de católicos em Londonderry.

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