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Emigração

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Mensagem por Joao Ruiz Seg Mar 01, 2010 6:39 am

Governo andorrano impõe lingua
Emigração


Adiado jornal dirigido à comunidade portuguesa

O lançamento do LusoJornal Andorra, previsto para 02 de março e dirigido à comunidade portuguesa, foi adiado porque o Governo andorrano impõe que seja escrito em catalão em vez do português, disse hoje o diretor Carlos Pereira.

«O Governo tem uma lei muito restrita no que diz respeito à comunicação social e exige que o órgão que se realize no país utilize unicamente a língua oficial», explicou o diretor.

O lançamento do LusoJornal Andorra - que seria quinzenal e gratuito - estava marcado para coincidir com a visita de Estado do Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, ao Principado de Andorra, de 05 a 07 de março.

Lusa, 2010-03-01

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Última edição por João Ruiz em Ter Jun 29, 2010 3:26 pm, editado 1 vez(es)

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Mensagem por Joao Ruiz Qui Mar 04, 2010 10:56 am

Polémica sobre cancelamento de jornal em português

por Lusa
Hoje

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Uma decisão do Governo de Andorra de proibir a edição de um jornal exclusivamente em Português, onde a língua oficial é o catalão, está a causar polémica e divide as opiniões no Principado.

O objectivo era lançar esta semana, para coincidir com a visita ao principado do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva - a primeira edição do LusoJornal Andorra, uma versão local da publicação congénere já editada em França e na Bélgica.

Seria um jornal em português, com 16 páginas e publicação quinzenal que, segundo José Luis Carvalho, ex-conselheiro das Comunidades e director da empresa que pretendia lançar a publicação, tinha como público-alvo os cerca de 14 mil portugueses que vivem e trabalham em Andorra.

Na semana passada, porém, e dias depois dos convites para o lançamento terem sido enviados, José Luis Carvalho disse ter sido contactado pelo Diretor de Política Linguística do Governo Andorrano, que explicou que o jornal teria que ser, pelo menos, bilingue.

"Foi uma decisão que nos surpreendeu. Tivemos que cancelar tudo. O jornal era para ser em português e torná-lo bilingue representaria mais custos", afirmou, em declarações à Lusa em Andorra.

"Para o podermos lançar, teríamos que acatar a decisão da entidade que controla o uso adequado do catalão em Andorra. Esta é a primeira prioridade do gabinete de Política Linguística", explicou.

José Luis Carvalho ainda acredita no projecto, que agora está "parado", e espera poder chegar a algum acordo com as autoridades.

Na semana passada, em declarações à Lusa o diretor do jornal, Carlos Pereira, já tinha explicado à Lusa que Andorra tem "uma lei muito restrita no que diz respeito à comunicação social e exige que o órgão que se realize no país utilize unicamente a língua oficial".

Fazer o jornal totalmente bilingue "era multiplicar por dois o número de páginas do jornal e era tornar o projecto inviável do ponto de vista económico", explicou.

Mas em Andorra há quem tenha outra opinião.

Juli Barrero é director da revista mensal bilingue Voz Lusa, já com 60 edições e cinco anos de vida, e explicou à Lusa que publicar textos em catalão "é um elemento integrador", que garante que a revista "não se torna numa revista de gueto".

"Queremos ser uma voz da nossa comunidade, da nossa língua, mas com o elemento integrado que é a língua oficial, que os outros também falam", explicou.

Custos impedem que a publicação seja totalmente bilingue mas, ainda assim, sublinhou, é um complemento importante para a imprensa local - os cinco jornais (três deles gratuitos), as rádios e o único canal de televisão - totalmente em catalão.

"A imprensa local trata todos os assuntos e mesmo alguns da comunidade portuguesa", referiu.

Barrero espera que a nova publicação tenha sucesso e que consiga chegar a acordo com as autoridades.

"Será mais um espaço para notícias da nossa comunidade", afirmou.


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Mensagem por Joao Ruiz Dom Mar 07, 2010 12:04 pm

Cavaco prefere "ligações marítimas" ao TGV

por PAULA SÁ, em Andorra
Hoje

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O Presidente da República recusa-se a falar sobre o PEC. E lembra que ainda "falta muito tempo" para as presidenciais de 2011.

No dia em que o Governo, reunido em Conselho de Ministros extraordinário, aprovou as linhas- -mestras do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), sem dizer se os grandes investimentos serão adiados, o Presidente da República defendeu, em Andorra, a aposta nacional nas "ligações marítimas" com a África, e Américas Latina e do Norte, em detrimento do TGV.

Questionado sobre a mais-valia da rede de alta velocidade pelos jornalistas, num breve encontro de balanço sobre a sua visita de dois dias a Andorra, respondeu: "Chegar mais cedo a Barcelona ou Madrid pode ter algum efeito, mas não é algo que seja determinado por mais ou menos velocidade à chegada a um ponto..." Para o Presidente, "o importante são as ligações marítimas" que podem abrir ainda mais a "porta" da aproximação de Portugal a África e às Américas Latina e do Norte. "Precisamos, neste momento, de conquistar mercados que estão nessa centralidade", sublinhou ainda Cavaco Silva.

O Chefe do Estado português recusou-se, no entanto, a responder a qualquer pergunta relacionada com o PEC, que só conhecerá terça-feira, numa reunião com o primeiro-ministro. E após José Sócrates dar a debater o documento com os partidos políticos e os parceiros sociais. Cavaco apenas admitiu que "trocou ideias" com o líder do Governo sobre esta matérias nas reuniões semanais.

Mostrou-se igualmente esquivo no que toca à sua eventual recandidatura a Belém - embora tenha deixado fugir um sorriso rasgado, quando confrontado com essa probabilidade. Repetiu duas vezes a frase "gosto de cumprir com a minha palavra, é um compromisso de honra" ao lembrar que se manterá "o Presidente de todos os portugueses" até os prazos apertarem para comunicar a sua decisão ao País. "Falta muito tempo, um ano. E o futuro a Deus pertence."

Pouco antes, num encontro informal com os empresários portugueses em Andorra, e no qual participou o ministro da Economia andorrano, Pere López, Cavaco apelou à "resistência" dos homens perante a crise financeira e económica mundial, reconhecendo que até este pequeno estado encravado nos Pirenéus se ressentiu dos seus efeitos. Sobretudo em dois sectores vitais para o investimento da comunidade emigrante portuguesa, o turismo e a construção imobiliária. Sectores em que, pela primeira vez, se registam casos de desemprego (ver texto abaixo).

Cavaco advertiu estes empresários, a maioria jovens, para uma "lenta recuperação de Espanha" (mais lenta do que a portuguesa), onde têm sedimentado parte dos seus negócios. "Pensava que o ambiente fosse mais depressivo. A maioria disse-me que pouco foi atingida pela crise e que a dimensão [das perdas] não é excessiva", revelou, após os cumprimentos aos representantes das 240 empresas lusas do principado.

Cavaco Silva ofereceu ainda um jantar-volante, antecedido por um concerto da fadista Joana Amendoeira, à comunidade residente em Andorra. A quem prometeu que zelará para que "os portugueses residentes no estrangeiro possam aumentar a sua participação cívica e política". Afinal, no ano passado vetou o diploma do PS que pretendia acabar com o voto por correspondência nas eleições legislativas.

In DN

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Mensagem por Viriato Dom Mar 07, 2010 1:14 pm

Mas não temos já cacilheiros????
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Mensagem por Joao Ruiz Seg Mar 15, 2010 10:34 am

Natural de Montalegre

Fernando Rosa eleito presidente da associação Luso-Americana PALCUS

O Conselho Luso-Americano para Liderança nos Estados Unidos (PALCUS, na sigla em inglês) elegeu como novo presidente o gestor Fernando Gonçalves Rosa, que exercia o cargo interinamente desde novembro de 2009.

Em declarações à Lusa, Gonçalves Rosa, que era vice-presidente da anterior direção, afirmou que a eleição, na quinta feira da semana passada, foi \"um voto de confiança para continuar a caminhar na defesa dos interesses portugueses\" junto do Senado e do Congresso norte-americano, em Washington DC.

Fundado em 1991 na capital norte-americana, a PALCUS intervém junto dos órgãos do poder americano em apoio de assuntos de interesse para as comunidades luso-americanas, tendo desempenhado papel relevante na adesão de Portugal ao programa de supressão de vistos (\"visa waiver\") para entrada nos Estados Unidos.

Recentemente, viveu dificuldades financeiras, que levaram ao lançamento de uma campanha de recolha de fundos através da criação do \"Council 100\", que reúne doadores luso-americanos, empresas ou indivíduos.

Natural de Montalegre, Trás-os-Montes, Fernando Gonçalves Rosa reside desde finais da década de 1960 nos Estados Unidos, onde se formou em contabilidade na Connecticut State University, prosseguindo depois uma carreira ligada ao ramo imobiliário.

Esteve ligado a diversas associações das comunidades, a par da organização privada sem fins lucrativos de apoio às pequenas e médias empresas Hartford Economic Development Corporation (HEDCO).

Na última reunião da direção da PALCUS, foi ainda confirmada a realização da 14ª Gala da associação na Universidade de Dartmouth (Massachussetts) a 23 de outubro de 2010, durante a qual serão atribuídos os prémios anuais.

Entre as participações confirmadas está a do presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, segundo adiantou o novo presidente da PALCUS.

Lusa, 2010-03-15

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Mensagem por Kllüx Seg Mar 15, 2010 2:13 pm

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Fernando Rosa fotografado by Kllüx
Kllüx
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Mensagem por Joao Ruiz Dom Mar 28, 2010 4:01 am

Estimativa de 14 mil portugueses
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Um quinto de Andorra é português, mas a crise tem feito muitos regressar

O número exacto de portugueses a viver em Andorra não se conhece, mas dando como certa uma estimativa de 14 mil, é fácil perceber por que Portugal se faz notar no Principado, que o Presidente da República visita esta semana.

A fazer fé na estimativa, quase um quinto da população total de cerca de 80 mil, é normal que os portugueses se notem, nos nomes dos restaurantes, nos diálogos que se ouvem nas ruas e nos cafés. Como evidencia o último estudo do Governo, apresentado em Fevereiro, o uso do português está a crescer em Andorra.

E isto apesar de a crise ter já feito regressar a Portugal, no último ano, centenas de portugueses. José Luís Carvalho, ex-conselheiro das Comunidades, estima que sejam cerca de 300 só em 2009.

«Andorra depende muito dos países vizinhos. A situação em Espanha e França está má. E a crise vê-se», diz.

Carlos David Cerqueira, vice-presidente do Futebol Clube Lusitanos e operário da construção, refere que é uma situação sem precedentes, num país onde não há fundo de desemprego porque nunca houve desempregados.

«Está complicado. Nota-se algum desemprego entre os andorranos. Entre os portugueses não. Como não há fundo de desemprego nem apoio, quem perde o emprego e não arranja outro vai-se embora», explica.

António Cerqueira, dono do restaurante Nou, diz que os comensais, e as receitas, caíram a pique.

O empresário Nuno Ribeiro - dono de uma empresa de mudanças e da empresa que detém a Voz Lusa, revista mensal bilingue (português e catalão) - admite que possam ter já sido mais que 300 portugueses a abandonar Andorra.

Até porque alguns «não chegam a dar-se de baixa», preferindo sair do Principado algum tempo «à espera que a coisa melhore» e assim garantir que não perdem os direitos de continuidade de residência.

«Nota-se bastante a crise. Nota-se no consumo. Eu noto nas mudanças e nota-se na construção», explica.

A situação começou a preocupar tanto o Governo de Andorra que no final do ano passado decidiu aprovar, com critérios muito apertados, um subsídio para ajudar andorranos há mais de três meses sem trabalho.

No Principado, que Aníbal Cavaco Silva visita entre sexta-feira e domingo, a segurança social é limitada à assistência de saúde, o que se explica pelo modelo tributário, referiram os dirigentes do Clube de Empresários Portugueses de Andorra (CEPA), Patrícia Bragança (presidente), Nuno Ribeiro (vice-presidente) e Hugo Silva (secretário).

Independentemente do que se ganhe, todos os trabalhadores só descontam 5,5 por cento e as empresas, sobre o salário, 14,5 por cento.

«Não se tem subsídio de desemprego, mas também não o pagamos», diz Patrícia Bragança.

Andorra sempre teve excedente de trabalho - «nunca havia falta de ofertas», como explica a presidente do CEPA -, mas o mercado torna-se complicado quando a crise bate à porta.


Lusa, 2010-03-01

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Mensagem por Joao Ruiz Qua Jun 09, 2010 10:29 am

Retrato e perfil do emigrante

Remessas dos emigrantes caem 34% em 10 anos

Na véspera do Dia de Portugal e das Comunidades, o Diário Económico faz um retrato da emigração e perfil do emigrante.

A crise económica e financeira está a empurrar um número crescente de portugueses para a emigração. Esta tendência é confirmada ao Diário Económico pelo secretário de Estado das Comunidades, António Braga, ao afirmar que, «diante da crise financeira, haverá tendência para o incremento dos fluxos de saída». Palavras que marcam as comemorações amanhã do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que este ano decorrem em Faro, com a habitual presença do Presidente da República, Cavaco Silva, que impôs contenções nas celebrações dada a situação económica do país.

Amanhã, vários ministros e secretários de Estado vão celebrar o dia junto das comunidades portuguesas. E Cavaco Silva condecora, entre 37 personalidades, os ex-ministros do primeiro Governo de Sócrates, Nunes Correia - Ambiente - e Isabel Pires de Lima - Cultura.

Por ocasião destas comemorações, o Diário Económico faz o retrato da emigração, do perfil do novo emigrante, dos destinos mais procurados e, também, das remessas enviadas pelos nossos emigrantes, que não pararam de descer nos últimos anos, passando de 3.458 milhões de euros em 2000 para 2.282 milhões em 2009, o que representa um decréscimo de 34%, segundo dados do Banco de Portugal (ver infografia). Foram as remessas dos portugueses que emigraram que em larga medida ajudaram durante décadas ao equilíbrio do défice externo português.

O economista João Duque diz que esta diminuição tem na base razões sociais e afectivas: \"É evidente que deixou de haver uma ligação emocional a Portugal por boa parte dos emigrantes. Essa perda de 34% só pode ser parcialmente explicada pela crise, porque é muito drástica\". \"Trata-se de gerações que já não querem regressar mas preferem ficar junto dos seus familiares e amigos, nos países de destino. E colocam o seu dinheiro em instituições financeiras ali\", diz João Duque.

União Europeia como destino

António Braga, por seu lado, lembra que \"a crise é global e afecta países que, recentemente, estavam a ser referenciados como destinos da emigração portuguesa, como são os casos da Espanha e do Reino Unido\". No caso do Reino Unido, tendo em conta as estatísticas de aquisição do número de inscrição na Segurança Social, sem o qual ninguém pode trabalhar, \"as inscrições anuais de portugueses subiram ligeiramente entre 2007 e 2008, de 12.040 para 12.980. Mas em 2009 já desceram para 10.310 inscritos\", refere o secretário de Estado das Comunidades. Já em Espanha \"as entradas de portugueses até 2007 aumentaram mas ainda não há dados de 2009 para confirmar que esse país tenha deixado de ser atractivo para portugueses. Mas pelas indicações de algumas estruturas sindicais, designadamente da construção civil, haverá retorno com significado\", acrescenta.

A emigração no contexto da União Europeia foi facilitada com a abertura de fronteiras internas desde 1993. \"Fora da Europa, com excepção de Angola, tem havido alguma estagnação na chegada a países que tradicionalmente são destino dos portugueses que emigram, como nos casos da Venezuela e Brasil\", refere António Braga. Do ponto de vista da qualificação diz ainda: \"A saída de quadros para trabalhar fora do país, muito particularmente na Europa, acontecerá hoje mais intensamente por razões de oportunidade de carreira, entre outras, mas certamente que a crise financeira terá o seu significado\".

Remessas baixam e qualificação a aumenta

Uma emigração mais qualificada garante remessas de maior dimensão? O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas garante que é impossível sustentar uma tal afirmação. \"Sabe-se que, globalmente, as remessas de emigrantes baixaram no último ano, mas, por exemplo, em Angola aumentaram. Ora, neste país, notoriamente, o volume de emigração qualificada aumentou\". Estas relações de causa e efeito não poderão ser vistas de forma aritmética e taxativa.

Mas sobre o aumento nos últimos anos da qualificação dos recursos humanos que procuram colocação no estrangeiro António Braga refere: \"Intuitivamente parece que sim, dado que o país, ele próprio, se qualificou muito nos últimos anos, no alargamento das ofertas e no acesso, com as reformas realizadas quer no sistema educativo, incluindo as Universidades, quer em sectores de formação profissional e também nas empresas\".


Nuno Sila in DE, 2010-06-09

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Mensagem por Joao Ruiz Ter Jun 29, 2010 3:27 pm

Artista digital

Luso descendente recria «cores» emocionais de Trás-os-Montes em aplicação para iPhone

O artista digital de ascendência portuguesa Michel Serviteur foi buscar à sua infância e às raízes transmontanas as «cores emocionais» com que preencheu o tempo no seu relógio para o iPhone, a que chamou «Hora a Cores».

A “Hora a Cores” (“Heure en Couleurs”), interceção da arte digital com a programação informática, é uma das criações de Michel Serviteur em torno do conceito de uma experiência emocional do tempo, da distância e da velocidade.

“Eu tive sempre uma relação particular com o tempo, de muita ansiedade. Um dia escrevi aqui, por cima da lareira: «Putain, tu n est pas à l heure’», explicou o artista à Agência Lusa na sua casa-estúdio de Enghien-les-Bains, na periferia norte de Paris.

“Foi então que comecei a desenhar na parede e a fazer estes redondos com cores. Vi que era a forma do relógio e que havia cores no sítio das horas mas isso não era suficiente. A minha vontade era mesmo de deixar as agulhas, para ficar com as cores de cada dia, a luz, as sombras”, acrescenta o artista.

As “agulhas”, isto é, os ponteiros, ficaram de fora neste relógio virtual para o iPhone, que mantém a orientação cartesiana do mostrador redondo mas onde cada fração de cinco minutos foi substituída por um segmento colorido e pulsante.

Assim como não há “agulhas”, também não há números. O avanço da hora vai sendo dado pela coloração do interior do círculo, seguindo a ordem das cores de cada fração de cinco minutos.

Na “Hora a Cores”, explica Michel Serviteur, “não há urgência. Segundos e minutos apenas servem para criar stress e este relógio é feito para nos libertar disso. Urgência é só quando temos a vida de alguém para salvar,”, conta o artista digital.

Michel Serviteur sublinha que “o segundo é a base da nossa economia e constitui uma relação com a cadência, a contabilidade e a rentabilidade. O que é triste nesta relação mecânica, económica, é que o ser humano tem tendência a associar-se ao tempo da máquina”.

A hora a cores “transmite uma vontade de escapar ao segundo e ao minuto, espécie de escravidão à mecânica iniciada na Revolução Industrial”.

Foi na mesma linha que Michel Serviteur desenvolveu o “Equilíbrio-Velocidade”, espécie de conta-quilómetros emocional para o BB1, o protótipo do carro elétrico da Peugeot, onde “o ritmo, e não o algarismo, é que modela a noção de maior ou menor velocidade”.

Michel Serviteur consegue localizar exatamente o ponto de nascimento da “Hora a Cores” e do “Equilíbrio-Velocidade”, situando-se na “região de Ribeira de Pena”, onde nasceu toda a sua família, onde ele viajou de férias em criança e de que recorda as cores diferentes do dia, feito de sucessivas temperaturas.

“A metrificação do tempo vai ser ultrapassada. Amanhã, quando o Homem for a Marte, o tempo será medido pelas emoções de quem viajar. Eu é que tenho razão”, conclui o artista.


Lusa, 2010-06-29

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Mensagem por Joao Ruiz Sex Jul 16, 2010 6:01 am

Realidade ou ficção?

Portugueses pouco dispostos a emigrar em caso de desemprego

Um inquérito encomendado pela Comissão Europeia (CE) mostra que os portugueses são os europeus que menos disponibilidade mostram para emigrar, como forma de encontrar trabalho em caso de desemprego.

As conclusões do inquérito, divulgadas esta terça-feira, mostram que, em média, 48 por cento dos europeus considera a possibilidade de procurar trabalho noutro país da UE, caso não se consiga empregar no seu próprio país. Uma percentagem que desce significativamente nas respostas dadas por cidadãos portugueses, já que apenas 31 por cento admite esse cenário – a mais baixa percentagem entre os 27 países da UE.

Relativamente aos resultados de um inquérito semelhante realizado em 2005, é de sublinhar que a disponibilidade para a emigração por motivos laborais caiu significativamente no espaço comunitário (-18 por cento). Uma tendência reforçada em Portugal, onde a redução do número de respostas afirmativas foi da ordem dos 22 por cento.

, 2010-07-16
In DTM

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Mensagem por Joao Ruiz Dom Ago 01, 2010 4:56 am

Dados do Observatório

Menos 215 mil portugueses saíram do país para emigrar em cinco anos

Nos últimos anos, o número de cidadãos portugueses a trabalhar no estrangeiro terá diminuído em cerca de 215 mil. Já o movimento migratório para Angola subiu de 156 para 23 mil. Em 2009, havia quase um milhão de lusos a trabalhar por toda a Europa.

Entre 2005 e 2009, cerca de 350 mil portugueses rumaram para fora de portas à procura de melhores oportunidades. Segundo o director do Observatório de Emigração, Simões Bento, no ano passado a média de 70 mil migrações anuais terá diminuído. E, se se contabilizarem os números totais de portugueses fora do país, há, hoje, menos 215 mil emigrantes do que em 2005.

De acordo com os dados do Observatório, compilados pelo deputado Paulo Pisco, entre 2005 e 2008 a diápora portuguesa ter-se-á reduzido em 215 mil emigrantes. Os países que viram diminuir mais o número de portugueses foram França (-224 mil), Venezuela (-133 mil) e África do Sul (-100 mil). Já os países que viram aumentar o número de portugueses foram Reino Unido (+100 mil), Estados Unidos da América (+90 mil), Canadá (+53 mil), Espanha (+49 mil), Suíça (+30 mil), Luxemburgo (+11 mil), Holanda (+1200) e Andorra (+1800).

Recentemente, a migração para Angola tem sido um fenómeno surpreendente. Basta atentar no número de vistos emitidos por Luanda para portugueses. Em 2006 foram emitidos 156 vistos. No ano passado, 23 787 portugueses obtiveram autorização para trabalhar naquele país africano.

Numa radiogradia às migrações dentro da Europa, o Eurostat assinala que há 965 mil portugueses espalhados por 27 nações. É em França que se encontra o maior número de cidadãos lusos, cerca de 492 mil. Naquele país a comunidade portuguesa é mesmo a maior comunidade dos 3,6 milhões de estrangeiros ali residentes. Os argelinos, com 477 mil, são o segundo grupo mais representativo.

Os outros países europeus onde estão instaladas as maiores comunidades lusas são Suíça (183 mil), Espanha (140 mil) e Alemanha (114 mil), sendo que também há mais de 100 mil portugueses a residir no Reino Unido.

Por outro lado, nos últimos anos, o dinheiro enviado pelos emigrantes está em queda contínua. Segundo dados do Banco de Portugal, desde o ano de 2000 que as remessas anuais diminuíram em mais de um terço. Se em 2000 a diáspora portuguesa enviou para a sua terra natal 3459 milhões de euros, no ano passado apenas chegaram 2282 milhões.

A crise económica terá aqui algum peso, mas os motivos reais estão a montante, afirmam os especialistas. Desde logo a diminuição do fluxo migratório e, por outro lado, o envelhecimento da diáspora e o crescente afastamento da segunda geração relativamente a Portugal. Ou seja, já não enviam dinheiro, pois não esperam vir para cá.

Já o dinheiro enviado de Angola vem crescendo, e muito, tendo mesmo quintuplicado nos últimos cinco anos. Em 2004, as remessas enviadas foram de 20,6 milhões de euros, e no ano passado foram de 103,4 milhões. Esta subida permitiu que, no mesmo período de tempo, o saldo entre remessas enviadas e recebidas entre Angola e Portugal aumentasse dez vezes, de 9,5 milhões para 91,1 milhões.


Tiago Alves in JN, 2010-08-01

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Mensagem por Joao Ruiz Sex Ago 06, 2010 5:47 am

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IV Convenção Mundial

Histórias de flavienses que vingaram graças à emigração deram origem a livro

Apesar de já terem passado 45 anos, Valdemiro do Anjos, de Vila Nova de Monforte, tem o dia 13 de Janeiro de 1965 gravado na memória. Foi o dia em que iniciou a longa e atribulada viagem para França.

O “passador” dava pela alcunha da “Vasalec” e cobrou-lhe 6 mil escudos, dinheiro que só seria pago por um tio que ficou na aldeia quando Valdemiro mandasse uma carta a dizer que chegara bem e já trabalhava. Até à fronteira com França a viagem decorreu sem problemas. O pior veio depois. Primeiro, ele e os que o acompanhavam tiveram de ficar escondidos num curral de ovelhas cheio de ouriços e, depois, quando estavam novamente a caminho, foram surpreendidos pela guarda espanhola. “Queda aí!”, ordenou a guarda. “Salve-se quem puder!”, gritaram os passadores. E foi o que fizeram Valdemiro e os restantes portugueses. O grupo espalhou-se e o reencontro deu-se apenas já do lado francês. Quatro pessoas não apareceram e nunca se soube o que lhes sucedeu.

A emigração vista pela imprensa francesa

A história de Valdemiro é apenas uma das muitas que fazem parte do livro “ Chaves-Memórias da Emigração”, uma edição da Associação dos Portugueses no Estrangeiro, com o patrocínio da autarquia flaviense. A obra foi apresentada na sexta-feira da semana passada, no âmbito da IV Convenção Mundial da Comunidades Portuguesas, que decorreu em Chaves. Antes da apresentação do livro foi também inaugurada a exposição “30 anos de História da Emigração Portuguesa em França”, uma mostra composta por vários painéis de recortes da imprensa francesa, onde o tema é tratado. “Um em cada dez portugueses vive em França” lê-se, por exemplo, num dos painéis que mostra uma notícia do jornal Le Monde de Dezembro de 1976. Outros artigos expostos mostram fotografias dos chamados Vidonville, autênticos bairros de lata (bidons), onde viviam muitos dos emigrantes portugueses.

O dia de sábado foi reservado para a discussão de temas ligados à emigração. Durante a tarde, um deles foi precisamente dedicado à preservação da memória da emigração. A este propósito, foi defendida a criação de um estrutura para registar a memória de emigração e a criação em Portugal de uma “Cidade da Memória” ou “Casa da memória”, como existe em países como a França, Israel ou os Estados Unidos. “O Governo tem de pôr a trabalhar nesta matéria um conjunto de pessoas motivadas. É uma questão de vontade política e de urgência, sob pena de se deixar morrer os actores desta epopeia que foi a emigração”, defendeu o vice-presidente da Associação de Portugueses no Estrangeiro (APE), que, juntamente com a Câmara Municipal de Chaves, organizou o evento. A participação de emigrantes na convenção foi, no entanto, muito diminuta. Durante os debates temáticos só estiveram praticamente presentes os oradores convidados. José Machado desvalorizou, admitindo que poderia ter havido alguma falha na “divulgação”. “Se tivéssemos aqui mais 20 ou 30 pessoas ficaríamos satisfeitos, mas isso não nos preocupa. A ideia é reunir pequenos grupos para discutir questões técnicas e produzir um documento de trabalho que depois será levado à tutela ”, argumentou o vice-presidente da APE. A questão da participação política dos portugueses em Portugal e nos países de acolhimento foi outro dos temas. A este propósito, Carlos Luís, ex-deputado pela emigração e actual secretário-Geral do INATEL, disse que há ainda um “longo caminho a percorrer” e defendeu mesmo que o recenseamento obrigatório.


Margarida Luzio, Semanario Transmontano, 2010-08-06


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Emigração Empty Emigrantes procuram em Fátima solução para crise

Mensagem por Joao Ruiz Sex Ago 13, 2010 10:12 am

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Emigrantes procuram em Fátima solução para crise

por PATRÍCIA JESUS,
em FátimaHoje

Emigração Ng1329798

Cerca de 100 mil pessoas esperadas em peregrinação dedicada aos emigrantes.

José Carlos e Ana Maria vêm a Fátima todos os anos, no mês de férias que passam em Portugal. Ela, filha de emigrantes, já nasceu em França, ele foi de Amarante para Paris há 25 anos. Pede-se "muita saúde", dizem, mas este ano pede--se também para continuar a passar ao lado da crise económica que faz cada vez mais desempregados entre a comunidade portuguesa. Os emigrantes portugueses em França são aliás o foco da peregrinação internacional deste ano, que deve atrair entre 80 e 100 mil pessoas ao santuário, segundo fonte da GNR.

"Há cada vez mais desemprego e vejo cada vez mais portugueses a chegar", explica José Carlos, trabalhador da construção civil. Uma opinião partilhada por Gabriel, natural de Amarante, a viver há 25 anos em França. "No último ano diz-se que chegaram mais 25 mil portugueses", conta. "Portugal é sempre um país de crise e isso nota-se em França, mas lá há sempre trabalho para quem não é esquisito", assegura o jardineiro que já teve mais de dez profissões nas últimas duas décadas. "Por isso peço a Nossa Senhora saúde para poder trabalhar e não haver crise", diz.

A filha Helena, de 14 anos, já nasceu em França, mas gosta de acompanhar os pais nesta peregrinação, que antigamente era conhecida como a do emigrante. Com um banco pela mão, tal como a mãe, para aguentar as longas horas de espera até à procissão das velas, aproveita para se sentar um pouco perto da Capela das Aparições.

"Sabe como se nota? Pelas matrículas dos carros. Há muito mais carros portugueses a chegar", dizem Susete e o marido, nascidos em Braga, mas a viver há 18 anos nos arredores de Paris. "São os portugueses a procurar uma vida melhor lá e outros de países mais pobres a emigrar para Portugal", conclui Manuel.

Apesar da grande presença dos emigrantes portugueses em França, Fátima acolhe, por ocasião da peregrinação do Migrante e do Refugiado, emigrantes de todo o mundo. Hidyr é turco, mas viveu a maior parte da vida na Alemanha. Não é católico, mas muçulmano. Veio a Fátima com a família da namorada, Liane, que tinha cinco anos quando foi da Lousada para Ulm, perto de Estugarda, com os pais.

"Venho todos os anos a Portugal, mas a Fátima só quando sinto que é necessário. Quando estou espiritualmente mais necessitada. E este ano queríamos fazê-lo", diz Filomena Oliveira, mão de Liane. "É enorme e muito interessante. Tem pessoas de todo o mundo, muito diferentes", diz Hidyr em inglês. "Mas eu sou muçulmano", ressalva.

A Procissão das Velas, ontem à noite, era um dos momentos mais aguardados pelos milhares de peregrinos. "Vim no ano passado e fiquei tão impressionada que resolvemos voltar", diz Susete, de 38 anos. Joaquim e Silvana Sequeira, da Lourinhã, também aproveitaram as férias para vir a Fátima. "Vejo todos os meses na televisão e tinha de vir aqui um dia, mas é complicado por causa do trabalho", diz.

In DN

Emigração 000203AE

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Emigração Empty Diáspora portuguesa tem menos 215 mil emigrantes do que há cinco anos

Mensagem por Joao Ruiz Dom Ago 15, 2010 9:07 am

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Comunidade lusa reduziu-se

Diáspora portuguesa tem menos 215 mil emigrantes do que há cinco anos

Hoje há mais portugueses no Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Suíça e Angola, mas a comunidade lusa no geral reduziu-se. Em Portugal, os imigrantes já representam 5% da população portuguesa e 10% da população ativa.

O número de emigrantes portugueses espalhados pelo mundo é hoje menor do que há cinco anos. Segundo as contas do Observatório de Emigração, citadas pelo "Jornal de Notícias", a diáspora portuguesa conta com menos 215 mil emigrantes. Embora de 2005 a 2009 tenha havido 350 mil portugueses a procurar uma vida melhor fora do País, o número de emigrantes que regressaram foi superior.

Os países que viram diminuir mais o número de portugueses foram França (menos 224 mil), Venezuela (menos 133 mil) e África do Sul (menos 100 mil). Já os países que viram aumentar o número de portugueses foram Reino Unido (mais 100 mil), Estados Unidos da América (mais 90 mil), Canadá (mais 53 mil), Espanha (mais 49 mil) e Suíça (mais 30 mil).
Crescendo está, por exemplo, a emigração portuguesa para Angola. Em 2006 foram emitidos 156 vistos, mas no ano passado, 23.787 portugueses obtiveram autorização para trabalhar naquele país africano.

Já as remessas dos emigrantes estão em queda. Os dados do Banco de Portugal mostram que o dinheiro enviado pela comunidade lusa para o seu país caiu dos 3.459 milhões de euros do ano 2000 para 2.282 milhões de euros em 2009.

Imigração: 184 mil estrangeiros legalizados em Portugal
Em Portugal, cerca de 184 mil imigrantes foram legalizados nos últimos três anos, pela aplicação da nova lei dos estrangeiros, em vigor desde agosto de 2007, segundo anunciou a secretária de Estado da Administração Interna. Segundo Dalila Araújo, foram legalizados 50 mil imigrantes que tinham situação laboral estável em Portugal e 57 mil no âmbito do reagrupamento familiar, tendo sido ainda atribuídos mais 77 mil estatutos de nacionalidade portuguesa.

"Por mera aplicação da lei, regularizamos estrangeiros em número muito superior ao que qualquer regularização extraordinária poderia fazer", sublinhou a governante, para quem a nova lei significou "uma mudança da paradigma para a imigração”, através de política “muito humanista”, que facilita e incentiva a regularização.

Neste momento, e segundo Dalila Araújo, há 454 mil estrangeiros a residir em Portugal, dos quais apenas 2% estarão em situação ilegal. A secretária de Estado ressalvou que esta porcentagem não é rigorosa, sendo avaliada com base nos resultados das ações de fiscalização realizadas em 2009.

De acordo com Dalila Araújo, o número de ilegais em Portugal tem vindo a decrescer, uma tendência que deverá manter, também graças à implementação do programa “O SEF vai à escola”, que já atribuiu título de residência a 700 menores estrangeiros até então indocumentados.

Os imigrantes já representam 5% da população portuguesa e 10% da população ativa. “O nosso objetivo é que não haja qualquer cidadão estrangeiro indocumentado em Portugal”, frisou Dalila Araújo.


Portugal Digital, 2010-08-15

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Emigração Empty Crianças emigrantes são quem mais sofre

Mensagem por Joao Ruiz Qua Ago 18, 2010 9:59 am

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Conflito de gerações

Crianças emigrantes são quem mais sofre

A falta de apoio aos filhos dos emigrantes pode criar gerações que, no futuro, serão responsáveis por «explosões» sociais negativas. Por isso, D. António Vitalino, bispo de Beja, defendeu ontem, em Fátima, que «é preciso integrá-las» nas sociedades que acolheram as suas famílias.

«As crianças são quem mais sofre com a desagregação das famílias, provocada em determinado momento pela emigração», referiu o bispo, também presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana (CEMH), horas antes do início da Peregrinação do Migrante e do Refugiado à Cova da Iria.

Como não são apoiados pelas famílias, ocupadas muitas horas a trabalhar, »os menores são um bocado desamparados», explicou o bispo de Beja, adiantando que é preciso integrá-los no país de acolhimento, respeitando a sua cultura de origem. Isto para não serem uma «geração que daqui a alguns anos vai causar problemas que podem explodir».

Sobre este tema, o bispo de Belfort-Montbéliard, França, que preside à peregrinação, considerou que a comunidade portuguesa no país não está imune à exclusão de que são vítimas os jovens emigrantes, sobretudo nos «bairros populares«.

O bispo, presidente do Serviço Nacional da Pastoral dos Migrantes de França, adiantou que se trata de um problema de "exclusão social, de marginalização e de racismo", recusando que as tensões sociais tenham origem em "realidades religiosas". "Quando se é excluído, reage-se", justificou.

Uma outra realidade a que todos nós assistimos durante anos foi os pais emigrarem e deixeram em Portugal os filhos entregues, entregeus aos avós ou a outras pessoas, amigos , familiares, raramente deu o resultado esperado, e a desestruturação familiar levou a situações extremas, faceis de comprovar nas aldeias de Trás-os-Montes, não raramente estes jovens abandonados, com dinheiro dos pais, e sem a sua capa protectora, degenerarão em também eles jovens desesperados e delinquetes tatas vezes. Foi a face mais horrivel e desumana da emigração.

CF e AP, 2010-08-18
In DTM

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Mensagem por Joao Ruiz Sex Ago 20, 2010 9:29 am

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Depois de dois anos de quedas
Emigração


Remessas de emigrantes voltam a crescer em 2010

Os emigrantes portugueses parecem estar a recuperar a capacidade de poupança ou a apetência por as enviar para o seu país. As remessas destes residentes no exterior cresceram 5,2% no primeiro semestre deste ano face a igual período do ano passado, de acordo com os últimos dados disponibilizados pelo Boletim Estatístico de Agosto do Banco de Portugal.

Até Junho, entraram 1080 milhões de euros de remessas de emigrantes, contra 1025 milhões no período homólogo. Trata-se de uma subida ligeira, mas que poderá indiciar uma inversão de tendência, uma vez que os valores anuais destas transferências têm vindo a diminuir.

Com efeito, no total de 2009, os emigrantes portugueses tinham enviado para Portugal menos 8% de dinheiro do que em 2008 e neste último ano a queda já tinha sido de 4% face a 2007. Esta redução explica-se pela alteração do perfil do emigrante, que cada vez menos perspectiva o seu trabalho no exterior como uma aposta essencial no aforro para um regresso futuro. As segundas e terceiras gerações das fortes vagas de emigração preferem radicar-se nos países de residência e aí aplicarem as suas poupanças e investimentos.

No entanto, os meses de Maio e Junho registaram uma subida mais significativa nas remessas enviadas, face a 2009. Assim, o crescimento homólogo em Maio foi de 13,4%, enquanto em Junho se situou nos 11,9%. Resta esperar pelo comportamento dos restantes meses até final de 2010, para se poder concluir se estamos de facto perante uma inversão da tendência de queda.

França continua a ser o país de onde são enviados os mais elevados montantes. Com uma comunidade portuguesa residente que ascende aos 788 mil emigrantes, a segunda maior, as suas remessas atingiram os 407 milhões de euros, mais 1,8% do que no semestre homólogo de 2009.

Curiosamente, a maior comunidade portuguesa a residir no exterior, ou seja, a dos Estados Unidos (1,1 milhões de portugueses), é a terceira em volume de remessas, muito longe das residentes em França e na Suíça, que ocupam o segundo lugar. Os portugueses que trabalham nos EUA enviaram para Portugal 68,6 milhões de euros no primeiro semestre, mais 6,3% que em igual semestre do ano passado. Este é um exemplo de uma comunidade emigrante de características bem diferente da francesa, que não dá tanta prioridade ao aforro.

Os 160,7 mil portugueses a residir na Suíça são, de facto, os emigrantes com maior capacidade de poupança e predisposição para enviar o dinheiro para o seu país, tendo em conta a sua dimensão. São pouco menos de um quinto dos portugueses a residir em França, mas, até Junho, as suas remessas atingiram os 268 milhões de euros. E estão a crescer fortemente: face ao primeiro semestre do ano passado, estes montantes cresceram 20%.

Paula Cordeiro in DN, 2010-08-20

Emigração 10806

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Mensagem por Joao Ruiz Qui Set 02, 2010 4:38 am

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A Australia como destino

Emigrantes portugueses estão divididos

Ana Pereira, talvez por solidariedade feminina, pensa que a eleição legislativa de hoje - uma das mais renhidas de sempre na Austrália - vai ser ganha por Julia Gillard. A primeira mulher que ascendeu à chefia do Governo neste país, tradicionalmente machista.

"Mas o candidato liberal, que é muito semelhante ao PSD daí, também está muito forte", admite ao DN, falando por telefone, a partir de Melburne, esta emigrante transmontana, actualmente com 68 anos.

Membro do Conselho das Comunidades, Ana Pereira revela que os portugueses radicados na Austrália "dividem-se muito entre os dois partidos, tal como aconteceu também quando votaram para escolher o Presidente da República de Portugal".

Há neste momento cerca de 50 mil portugueses registados no país-continente, que durante décadas foi um dos principais destinos de emigração nacional.

Adérito Alvo, um algarvio natural de Portimão, com 62 anos, não tem dúvidas: a imigração é um grande problema para o país. E admite que hoje é muito mais difí- cil permanecer na Austrália, em comparação com o que sucedia no passado.

"A entrada agora está muito dura, eles só querem pessoas qualificadas, que falem inglês e tenham uma certa pontuação", diz este emigrante, falando a partir de Sydney, a maior cidade da Austrália.

Por sua vez, Victor Varela, residente em Perth, trabalha numa empresa de contentores que manda víveres para os campos de ilegais na ilha de Natal.

"Antes enviávamos dois a três contentores por mês e agora já são cerca de 18."

, 2010-09-01
In DTM

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Mensagem por Joao Ruiz Sex Set 03, 2010 9:57 am

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Mobilidade de trabalhadores
Emigração


Cerca de 60 mil portugueses deixaram Espanha e estão a ir para França e Alemanha

O presidente do Sindicato da Construção de Portugal disse hoje que cerca de 60 mil trabalhadores portugueses saíram de Espanha nos últimos tempos e estão a mudar-se para França e Alemanha, onde há registos de explorações laborais.

“Neste momento, estamos a assistir a uma grande mobilidade de trabalhadores que estavam em Espanha. Chegámos a ter 90 mil trabalhadores em Espanha e neste momento temos cerca de 30 mil”, disse Albano Ribeiro.

O sindicalista falava à Agência Lusa no Ministério dos Negócios Estrangeiros, após uma reunião com o secretário de Estado das Comunidades, António Braga.

De acordo com Albano Ribeiro, são “milhares” os trabalhadores a deslocarem-se para aqueles países, onde há já relatos de abusos.

“A situação mais gritante passa-se na Alemanha. Um operário qualificado português e um operário qualificado alemão com a mesma profissão, fazendo as mesmas horas, há a diferença de mil e tal euros por mês”, contou.

No entanto, o presidente do Sindicato da Construção de Portugal “o mais chocante é que há 16 trabalhadores a dormirem num espaço onde cabiam cinco e a dormirem em cima de esferovite”.

O sindicalista sublinhou que “se não fossem as obras públicas que foram lançadas (em Portugal), a situação era muito mais gritante porque no último ano e meio criaram-se cerca de 30 mil postos de t rabalho”.

“Para o ano há um plano de barragens que para nós, sindicato, é extremamente importante porque assim não há tanta mobilidade”, acrescentou.

Outra das questões levantadas por Albano Ribeiro prende-se com a segurança rodoviária, uma vez que “já há trabalhadores a virem em carrinhas da Alemanha para Portugal”.

“Se em Espanha morreram dezenas de trabalhadores, naturalmente que aqui o cansaço é muito maior”, acrescentou.

Para sensibilizar os portugueses no estrangeiro para estas questões, o Sindicato da Construção de Portugal e a Secretaria de Estado das Comunidades juntaram-se para lançar duas campanhas de alerta.

“É no enquadramento dessa parceria que lançaremos duas campanhas: uma nos media, que tem por fim alertar e informar, e outra em que estamos a estudar as condições para localmente, no estrangeiro, podermos realizar esse tipo de informação”, disse o secretário de Estado das Comunidades.

Segundo António Braga, a primeira campanha vai ser lançada antes do fim do ano e a segunda será divulgada no princípio de 2011, “sobretudo na estrutura diplomática e consular e em pontos estratégicos”.

Para Albano Rodrigues, estas campanhas “vão ser uma mais valia para evitar o pior”.


CM, 2010-09-02
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Mensagem por Joao Ruiz Seg Set 13, 2010 6:47 am

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O aumento é de 5,2%

Remessas de emigrantes voltam a crescer em 2010

Os emigrantes portugueses parecem estar a recuperar a capacidade de poupança ou a apetência por as enviar para o seu país. As remessas destes residentes no exterior cresceram 5,2% no primeiro semestre deste ano face a igual período do ano passado, de acordo com os últimos dados disponibilizados pelo Boletim Estatístico de Agosto do Banco de Portugal.

Até Junho, entraram 1080 milhões de euros de remessas de emigrantes, contra 1025 milhões no período homólogo. Trata-se de uma subida ligeira, mas que poderá indiciar uma inversão de tendência, uma vez que os valores anuais destas transferências têm vindo a diminuir.

Com efeito, no total de 2009, os emigrantes portugueses tinham enviado para Portugal menos 8% de dinheiro do que em 2008 e neste último ano a queda já tinha sido de 4% face a 2007. Esta redução explica-se pela alteração do perfil do emigrante, que cada vez menos perspectiva o seu trabalho no exterior como uma aposta essencial no aforro para um regresso futuro. As segundas e terceiras gerações das fortes vagas de emigração preferem radicar-se nos países de residência e aí aplicarem as suas poupanças e investimentos.

No entanto, os meses de Maio e Junho registaram uma subida mais significativa nas remessas enviadas, face a 2009. Assim, o crescimento homólogo em Maio foi de 13,4%, enquanto em Junho se situou nos 11,9%. Resta esperar pelo comportamento dos restantes meses até final de 2010, para se poder concluir se estamos de facto perante uma inversão da tendência de queda.

França continua a ser o país de onde são enviados os mais elevados montantes. Com uma comunidade portuguesa residente que ascende aos 788 mil emigrantes, a segunda maior, as suas remessas atingiram os 407 milhões de euros, mais 1,8% do que no semestre homólogo de 2009.

Curiosamente, a maior comunidade portuguesa a residir no exterior, ou seja, a dos Estados Unidos (1,1 milhões de portugueses), é a terceira em volume de remessas, muito longe das residentes em França e na Suíça, que ocupam o segundo lugar. Os portugueses que trabalham nos EUA enviaram para Portugal 68,6 milhões de euros no primeiro semestre, mais 6,3% que em igual semestre do ano passado. Este é um exemplo de uma comunidade emigrante de características bem diferente da francesa, que não dá tanta prioridade ao aforro.

Os 160,7 mil portugueses a residir na Suíça são, de facto, os emigrantes com maior capacidade de poupança e predisposição para enviar o dinheiro para o seu país, tendo em conta a sua dimensão. São pouco menos de um quinto dos portugueses a residir em França, mas, até Junho, as suas remessas atingiram os 268 milhões de euros. E estão a crescer fortemente: face ao primeiro semestre do ano passado, estes montantes cresceram 20%.

Paula Cordeiro in DN, 2010-09-13

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Mensagem por Joao Ruiz Qua Set 15, 2010 10:24 am

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Impostos

Emigrantes podem passar a pagar IMI por transferência bancária

Os portugueses que vive fora do país já podem fazer o pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) por transferência bancária.

«Neste momento, é possível fazer o pagamento (do IMI) através de transferência bancária», disse Paulo Pisco à Lusa.

De acordo com o deputado socialista, os portugueses interessados têm apenas de contactar a Direcção Geral dos Impostos para que esta instituição lhes forneça um Número de Identificação Bancária (NIB) para onde podem fazer os pagamentos.

"Esse é um procedimento que não está generalizado. É tratado caso a caso em função dos pedidos que forem sendo feitos", acrescentou.

Paulo Pisco falava na sequência da resposta que obteve a um requerimento que enviou em Abril passado e no qual questionava o Governo acerca das modalidades de pagamento do IMI.

"O requerimento que apresentei ao Governo destinava-se a saber quais os entraves que havia ao pagamento do IMI para os portugueses que vivem fora do país e se haveria ou não algumas formas de facilitar esse pagamento. Porque agora exige a presença
física, o que é manifestamente impossível para muitos", explicou.

Da resposta que recebeu por parte do Ministério das Finanças, o deputado pela Emigração destacou também o trabalho que está a ser desenvolvido para "criar condições para a existência de um espaço único europeu de pagamentos".

"Vai permitir pagamentos integrados em euros independentemente da sua origem e permite fazer com que haja relação directa entre a pessoa que paga imposto e a nota de cobrança que tem de haver quando o imposto é pago", afirmou.

O deputado disse à Lusa que tem sido abordado em vários países europeus por portugueses que querem saber "se é possível facilitar o pagamento do IMI", o que motivou o requerimento ao Governo.

Lusa, 2010-09-15

Emigração 00020292

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Emigração Empty Operários portugueses integram «luta»

Mensagem por Joao Ruiz Sex Set 24, 2010 9:11 am

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Emigrantes afectados

Operários portugueses integram «luta»

Armando Barroso, fazendo a custo um gesto para alcançar a nuca, explica que tem «duas hérnias cervicais e uma hérnia discal», além de outras «maleitas» adquiridas em trinta anos no setor da construção civil em França.

“Tenho 49 anos de idade, 30 de cotização e já estou totalmente aleijado. Tenho que trabalhar até aos 62 anos e não sei como é que vou fazer. E, como eu, muitos, que andam aí nas obras com 55 anos, já não conseguem sequer calçar as botas”, conta à Lusa o operário português num estaleiro de Puteaux, na periferia oeste de Paris.

Emigrantes como Armando Barroso, entrevistados pela Lusa, manifestam “grande preocupação” com a alteração do regime de reformas aprovada na semana passada pela Assembleia Nacional francesa.

Medidas como o aumento da idade legal mínima da reforma, de 60 para 62 anos, inquietam trabalhadores com tarefas consideradas penosas e perigosas, como a construção civil, um dos setores em que a emigração portuguesa está fortemente representada.

De pouco servem as “pequenas prendas do primeiro ministro François Fillon” na sequência da jornada de protesto de 07 de setembro, a que aderiram, segundo os organizadores, mais de 2,5 milhões de pessoas em toda a França, afirma o sindicalista Eduardo Barroso, irmão de Armando.

Os trabalhadores acompanham o debate sobre a “reforma das reformas” com a contagem dos seus “pontos”, a designação comum do número de meses de cotização que garante o direito à reforma. Pelo regime antigo, precisavam de 164 trimestres, explica Eduardo Barroso.

Os dois irmãos estarão de novo na rua na quinta feira, na jornada de protesto e greves agendada pelas centrais sindicais francesas, porque “neste setor, trabalhar até aos 62 ou aos 65 anos quer dizer dormir no cemitério durante a noite e vir de dia para o estaleiro”, ironiza Eduardo Barroso.

A luta dos emigrantes do setor da construção civil faz-se também “ameaçando fechar uma obra”. Esse poder dos portugueses, muito ativos a todos os níveis das estruturas sindicais, deriva da própria importância das obras em que trabalham, explica Eduardo Barroso.

“É uma maneira de trazer a democracia às empresas”, sublinha o operário português, aludindo a uma recente “ameaça” de paralisar a obra do museu de uma grande marca de luxo francesa, não longe de Puteaux, ou recordando o ano de 1999, quando ele e outros sindicalistas pararam as obras do “court” central do torneio de Roland Garros.

“Se eu não fosse delegado sindical, já me tinham comido como cães”, resume Armando Barroso.

“Chegado a esta idade, um homem já está estragado e não interessa à empresa, que nos tenta pôr no fundo de desemprego”, queixa-se outro operário português em Puteaux.

“Tenho 47 anos e devo trabalhar mais vinte anos para ter a cotização que me garante a reforma. Não sei como vou chegar lá”, resume Rocha Crespo, um emigrante de Monção que trabalha o dia inteiro numa grua, “a 50 metros do chão”.

Outros operários admitem também que “há ainda situações de portugueses que, apesar do direito à reforma, continuam a trabalhar para além da idade, porque precisam do dinheiro”.

“A reforma é para ser gozada, não é para ser vivida de bengala e de saco de medicamentos”, conclui Eduardo Barroso.


Lusa, 2010-09-23

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Emigração Empty Futebol português representado desde Espanha até Macau

Mensagem por Joao Ruiz Sab Set 25, 2010 10:41 am

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Futebol português representado desde Espanha até Macau

por JOSÉ PEDRO GOMES
Hoje

Emigração Ng1346170

Mais de duas centenas de jogadores nacionais estão espalhados pelos quatro cantos do mundo. Chipre lidera

Falar dos "emigrantes" do futebol português conduz-nos, inicialmente, para jogadores com o mediatismo de Cristiano Ronaldo, Ricardo Carvalho, Simão Sabrosa ou Bruno Alves. No entanto, a actual lista da diáspora futebolística lusa está longe de se ficar pelos casos mais famosos e, em mais um ano consecutivo, voltou a bater-se recordes na emigração dos atletas portugueses.

O DN contabilizou 242 futebolistas nacionais - que seriam suficientes para formar dez plantéis dos campeonatos profissionais - a actuar no estrangeiro, distribuídos por 34 países, em paragens tão distintas como Espanha, Geórgia, Macau ou Arábia Saudita.

Os campeonatos do Chipre continuam a liderar as opções dos nossos jogadores na altura de emigrar, com 59 atletas a escolherem a ilha do mar Egeu para darem seguimento à sua carreira, numa tentativa de fugir à falta de oportunidades nos clubes nacionais, mas também numa procura por melhores condições financeiras.

O avançado Rui Lima, que esta época, por questões pessoais, regressou a Portugal para representar a Oliveirense, da Liga de Honra, depois da experiência no Omonia e no Neo Salam, explicou ao DN o que o levou, em 2007/ /2008, a aventurar-se no campeonato cipriota.

"Ninguém esconde que uma das primeiras razões para um futebolista emigrar é o aspecto financeiro. Posso dizer que no Chipre as equipas oferecem contratos bem mais vantajosos em relação aos que estão a ser praticados em Portugal", começou por dizer o jogador, acrescentando: "Depois, o facto de em Portugal se apostar, cada vez mais, em atletas estrangeiros, com a ideia de que são mais 'baratos', faz com que haja menos oportunidades para os atletas evoluírem em equipas competitivas", notou Rui Lima.

Apesar de guardar boas recordações da sua experiência na liga cipriota, Rui Lima confessou que "na maior parte das vezes a opção por emigrar nunca está no topo da lista dos jogadores, a não ser quando se trata de transferências para os grandes campeonatos europeus", e lembrou que "há milhares de jovens com talento nas divisões inferiores à espera de uma oportunidade para se mostrar ao alto nível antes de considerarem sair do País".

Rui Lima não hesita em dizer que o "jogador português está muito bem cotado internacionalmente", apontando "a facilidade de adaptação e a capacidade de trabalho" como algumas das características elogiadas lá fora.

Talvez por isso se explique que em quase todos os hemisférios o futebol nacional tenha um representante.

Além da presença nos cinco mais fortes campeonatos da Europa - Espanha, França, Alemanha, Inglaterra e Itália -, o jogador português continua a ser uma forte aposta nas emergentes ligas grega e romena, mas também nos mais improváveis países, como a Finlândia, Israel, Sérvia ou Bahrein.

Destaque ainda para os luso-descendentes que estão a dar cartas nos campeonatos de países onde Portugal sempre manteve um historial de emigração. França, Suíça e mesmo o Luxemburgo são viveiros de talentos onde emergem valores com potencial para chegar às equipas nacionais.

In DN

Emigração 000203CF

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Mensagem por Joao Ruiz Sex Out 01, 2010 9:26 am

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Emigrantes afectados

Operários portugueses integram «luta»

Armando Barroso, fazendo a custo um gesto para alcançar a nuca, explica que tem «duas hérnias cervicais e uma hérnia discal», além de outras «maleitas» adquiridas em trinta anos no setor da construção civil em França.

“Tenho 49 anos de idade, 30 de cotização e já estou totalmente aleijado. Tenho que trabalhar até aos 62 anos e não sei como é que vou fazer. E, como eu, muitos, que andam aí nas obras com 55 anos, já não conseguem sequer calçar as botas”, conta à Lusa o operário português num estaleiro de Puteaux, na periferia oeste de Paris.

Emigrantes como Armando Barroso, entrevistados pela Lusa, manifestam “grande preocupação” com a alteração do regime de reformas aprovada na semana passada pela Assembleia Nacional francesa.

Medidas como o aumento da idade legal mínima da reforma, de 60 para 62 anos, inquietam trabalhadores com tarefas consideradas penosas e perigosas, como a construção civil, um dos setores em que a emigração portuguesa está fortemente representada.

De pouco servem as “pequenas prendas do primeiro ministro François Fillon” na sequência da jornada de protesto de 07 de setembro, a que aderiram, segundo os organizadores, mais de 2,5 milhões de pessoas em toda a França, afirma o sindicalista Eduardo Barroso, irmão de Armando.

Os trabalhadores acompanham o debate sobre a “reforma das reformas” com a contagem dos seus “pontos”, a designação comum do número de meses de cotização que garante o direito à reforma. Pelo regime antigo, precisavam de 164 trimestres, explica Eduardo Barroso.

Os dois irmãos estarão de novo na rua na quinta feira, na jornada de protesto e greves agendada pelas centrais sindicais francesas, porque “neste setor, trabalhar até aos 62 ou aos 65 anos quer dizer dormir no cemitério durante a noite e vir de dia para o estaleiro”, ironiza Eduardo Barroso.

A luta dos emigrantes do setor da construção civil faz-se também “ameaçando fechar uma obra”. Esse poder dos portugueses, muito ativos a todos os níveis das estruturas sindicais, deriva da própria importância das obras em que trabalham, explica Eduardo Barroso.

“É uma maneira de trazer a democracia às empresas”, sublinha o operário português, aludindo a uma recente “ameaça” de paralisar a obra do museu de uma grande marca de luxo francesa, não longe de Puteaux, ou recordando o ano de 1999, quando ele e outros sindicalistas pararam as obras do “court” central do torneio de Roland Garros.

“Se eu não fosse delegado sindical, já me tinham comido como cães”, resume Armando Barroso.

“Chegado a esta idade, um homem já está estragado e não interessa à empresa, que nos tenta pôr no fundo de desemprego”, queixa-se outro operário português em Puteaux.

“Tenho 47 anos e devo trabalhar mais vinte anos para ter a cotização que me garante a reforma. Não sei como vou chegar lá”, resume Rocha Crespo, um emigrante de Monção que trabalha o dia inteiro numa grua, “a 50 metros do chão”.

Outros operários admitem também que “há ainda situações de portugueses que, apesar do direito à reforma, continuam a trabalhar para além da idade, porque precisam do dinheiro”.

“A reforma é para ser gozada, não é para ser vivida de bengala e de saco de medicamentos”, conclui Eduardo Barroso.


Lusa, 2010-09-23

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Mensagem por Joao Ruiz Sex Out 01, 2010 9:30 am

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Jovem actor de Valpaços

LES FEMMES SAVANTES de Molière

Elmano Sancho, jovem actor português de Valpaços, integra o elenco de LES FEMMES SAVANTES de Molière com direcção de Bruno Bayen que estreia esta semana na Comédie-Française ( no Vieux-Colombier).

Em Portugal, tem trabalhado com os Artistas Unidos desde 2009 ( O PESO DAS RAZÕES de Nuno Júdice, REI ÉDIPO de Jorge Silva Melo, A NOVA ORDEM MUNDIAL de Harold Pinter), e recentemente foi visto na Comuna em HANJO de Yukio Mishima dirigido por Paulo Lage ao lado da reconhecida actriz Suzana Borges.

Entre outros trabalhos, são de assinalar o Shakespeare que fez com Demarcy-Mota, teatro Nacional dona Maria II em Lisboa, o ONeill e o Howard Barker com Rogério de Carvalho na Companhia de Teatro de Almada. Elmano Sancho tem um contrato com a Comédie que o levará a estar em Paris até à Primavera, integrando este elenco e o de MARIAGE de Gogol que se segue.

Neste momento poderemos também ver o actor no cinema no filme Os marginais de Hugo Diogo

Paulo Lage, 2010-09-30
In DTM

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Mensagem por Joao Ruiz Sex Out 01, 2010 9:33 am

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Programadas diversas iniciativas

60 anos de emigração em Perth

O 60.º aniversário da chegada dos primeiros emigrantes madeirenses à cidade de Perth na Austrália, vai ser assinalado no próximo ano.

Diversas iniciativas estão a ser programadas para assinalar aquela efeméride, como nos referiu José Madeira, cônsul honorário de Portugal naquela cidade.
A deslocação de artistas madeirenses àquela cidade australiana é um dos desejos de José Madeira, que está a estabelecer contactos para que tal se concretize, para actuações tanto nas cerimónias de abertura da Academia do Bacalhau de Perth como nas comemorações desse marco histórico que foi o início da emigração madeirense para aquela zona, onde residem e trabalham muitos conterrâneos nossos.
As tradições da Madeira continuam a ser mantidas em especial nas festas de Nossa Senhora do Monte que este ano foram presididas pelo Pe. Victor Gonçalves, pároco do Porto Santo

José Madeira é também presidente da Academia do Bacalhau da cidade de Perth na Austrália, e deslocou-se à Madeira para participar na cerimónia de fundação daquela academia no Porto Santo, que terá lugar amanhã.

Irá também participar na reunião internacional das Academias do Bacalhau que decorrerá de 8 a 11 de Outubro em Paris. Nessa reunião vai propor a data de 5 de Março para o início oficial das actividades daquele organismo em Perth, que é a capital e maior cidade do estado australiano da Austrália Ocidental.

Temuma população de 1 650 000 habitantes e ocupa a quarta posição entre as maiores cidades do país, com uma taxa de crescimento consistentemente acima da média nacional. É também uma das metrópoles mais isoladas de todo o planeta e um importante centro comercial e industrial do país.

Sílvio Mendes, 2010-10-01
In DTM

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Mensagem por Joao Ruiz Sex Out 29, 2010 8:17 am

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230 mil vagas de empregos

Vantagens de emigrar para o Québec

A província do Quebec, pela sua herança cultural e linguística única, constitui dentro do Canadá uma verdadeira nação, com status reconhecido na Constituição Canadense.

Tendo como língua predominante o francês, é uma sociedade bastante aberta à imigração e tem o segundo maior PIB do Canadá.

Por conta disso, todos os anos são recebidos milhares de imigrantes vindos do mundo todo. Diante das semelhanças culturais entre Brasil e Québec, além das boas oportunidades de trabalho, muitos brasileiros e portugueses já trilharam esse caminho da emigração e vivem lá até hoje.

Para obter o visto de residente no Québec é necessário ter francês intermediário ou fluente. Quem se predispuser a aprender a língua antes de se mudar, não será excluído entre os pretendentes. A boa fluência e o domínio do vocabulário dependem da função que a pessoa quer ocupar. Também é preciso ter diploma de curso técnico ou superior e, de preferência, ter no máximo 35 anos.

O governo quebequense prevê a criação de 230 mil vagas de empregos nos próximos dois anos.

, 2010-10-27
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Mensagem por Joao Ruiz Sab Out 30, 2010 7:49 am

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Cada vez mais dentistas abandonam Portugal

por ANA MAIA
Hoje

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Há trabalho e melhores salários. Em Inglaterra, 7% dos dentistas são portugueses.

Depois de seis meses sem arranjar trabalho em Portugal, Marina Alves decidiu tentar a sorte em Inglaterra. É um dos cerca de 500 dentistas que foram para aquele país à procura de melhores condições de emprego. Uma fuga que tem crescido nos últimos anos e está até a atrair os profissionais mais experientes. Em Inglaterra, os portugueses já representam 7% dos dentistas.

"São as situações dos eternos recibos verdes e o facto de não existir um serviço público que ofereça estes serviços às pessoas e de o sector privado estar saturado. Os doentes não têm possibilidades para pagar, e o número de consultas diminuiu", diz ao DN Marina Alves, de 27 anos.

Há dois anos que está a trabalhar em Inglaterra, onde há 500 portugueses entre os 7500 dentistas registados. Tentou a sorte através de um dos muitos anúncios de empresas de recrutamento na área da saúde. Não se arrepende de nada e confessa que não tem planos para regressar.

"Temos contratos de prestação de serviços renováveis por dois anos. Raramente oferecem menos de sete mil euros a uma pessoa com a minha experiência. Este valor é sem impostos, mas mesmo com a carga fiscal dá para fazer um bom pé-de-meia. Com a situação económica que se vive em Portugal, o regresso é difícil", diz.

Marina revela que são muitos os colegas que a contactam para saber as condições que podem encontrar em Inglaterra. "A saída para fora é uma realidade crescente, quer para Inglaterra, Suécia, França... Quer dos mais novos como dos mais velhos".

É fácil encontrar anúncios de recrutamento na Internet. Salários anuais a rondar os 73 mil euros no Reino Unido ou os 127 mil no Dubai. Os contratos podem chegar aos três anos, e é possível aliar o trabalho público e privado.

"Nota-se que nos últimos tempos houve um aumento de candidaturas. Só este ano já recrutámos 20 dentistas para o Reino Unido", conta ao DN Luís Teixeira, da Reach Health Recruitment, empresa que também procura enfermeiros e farmacêuticos.

As razões da saída são quase sempre as mesmas. "Estão desempregados e procuram trabalho. No caso dos dentistas, temos pessoas que fecharam as clínicas em Portugal, porque houve um decréscimo de clientes, e procuram agora outras condições", acrescenta Luís Teixeira, referindo que no espaço de um mês receberam entre 30 e 40 candidaturas de portugueses que queriam ir para o Dubai.

Orlando Monteiro da Silva, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, diz que a saída de profissionais vai continuar. "A Inglaterra, Irlanda, os países nórdicos vão precisar de mais dentistas. Portugal tem excesso de cursos de Medicina Dentária e muitos profissionais sem colocação. As sete faculdades formam, por ano, cerca de 500 novos dentistas", diz.

Um recém-licenciado ganha no País cerca de 500 euros a recibos verdes, em Inglaterra o vencimento mensal pode ser oito vezes superior. "Há turmas em que 90% dos alunos foram exercer para fora do País. Há o caso de uma turma inteira em que isso aconteceu. Também há colegas mais velhos que vão para Inglaterra para efeitos de reforma, algo difícil de assegurar em Portugal", afirma.

Ter dentistas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) seria uma solução. "Uma parte enorme da população precisa de assistência e não a pode pagar. Temos entre 30 e 40 médicos dentistas no SNS, o que é manifestamente pouco. Se tivéssemos em média dois ou três dentistas por centro de saúde, seriam cerca de 900 mil dentistas a fazer tratamentos básicos", afirma Monteiro da Silva.

In DN

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Mensagem por Joao Ruiz Sab Nov 27, 2010 10:21 am

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São os mais qualificados
Emigração


Um em cada dez licenciados abandona Portugal.

Os números são negros e as perspectivas também. A solução, para muitos licenciados, passa por ir para fora do país. Portugal nunca teve tanta gente qualificada, mas as portas para encontrar um emprego não param de se fechar.

Senão vejamos: a taxa de desemprego entre os jovens é mais do dobro da geral, que está agora cifrada nos 10,9%; e só cerca de um terço é que consegue ter mais do que um contrato a termo, trabalho a recibos verdes ou qualquer outra função pautada pela precariedade.

O que fazer para contornar as estatísticas? Um em cada dez licenciados chega mesmo a fazer greve geral do país e emigra, revela o jornal «Público» na sua edição desta quarta-feira.

Portugal é um país de baixas qualificações e, mesmo assim, está a deixar ir embora quem poderia trazer mais competitividade à economia.

«O fluxo da emigração atingiu nesta década valores só comparáveis aos do êxodo dos anos 60 do século passado e os números só baixaram nos últimos dois anos porque a crise também se faz sentir lá fora», escreve o «Público». Fala-se em 60 mil saídas por ano, contra as 70 mil dos anos 60.

Hoje cumpre-se um dia histórico de greve geral que junta a CGTP, a UGT e muitos portugueses. Alguns jovens qualificados, os melhores, já arriscaram sair do país e assistem aos protestos à distância. Será que acreditam que um dia podem voltar?


, 2010-11-26
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Mensagem por Joao Ruiz Dom Nov 28, 2010 8:08 am

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Nova onda de emigrantes

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Emigraram 700 mil portugueses na última década

Saíram do País 697 962 portugueses para trabalhar, quase o dobro dos 454 191 estrangeiros que aqui residem. É uma nova onda de emigrantes e com números que se aproximam das décadas de 60 e 70

Na última década, 700 mil portugueses saíram do País, para trabalhar. Só em 2007 e 2008, emigraram mais de 200 mil. É a terceira vaga da emigração e com níveis próximos dos anos 60 e 70, diz o economista Álvaro Santos Pereira. Mas esta "pode ser mais prejudicial porque inclui uma fuga de cérebros e porque, combinada com a baixa natalidade, é uma bomba- -relógio para a sustentabilidade da Segurança Social", sublinha.

Depois de dois grandes fluxos migratórios, um no início do século XX e outro nos anos 60 e 70 que bateu todos os recordes, assistimos à terceira vaga da emigração portuguesa, como lhe chama Álvaro Santos Pereira, professor e investigador da Simon Fraser University, de Vancôver, no Canadá.

Está a emigrar uma média de 70 mil portugueses por ano, e houve aceleração nos últimos tempos. Desde 1998, os cidadãos nacionais que saíram são quase o dobro do total de estrangeiros que vivem em Portugal, 454 mil. Nesta terceira vaga, "estamos a falar de números que não tínhamos desde a década de 70 do século passado e que são muito significativos para um país pequeno", nota Santos Pereira.

O investigador recolheu os dados junto dos serviços de Segurança Social e de inquéritos nacionais dos países de destino dos novos emigrantes. É a única forma de ter uma noção dos fluxos migratórios entre Portugal e a Europa, uma vez que a abolição de fronteiras no espaço Schengen impede a contabilização de quem entra e quem sai.

Na última década, e sobretudo a partir de 2003, segundo os dados que publicou este ano no estudo "O regresso da emigração portuguesa", os países de destino foram sobretudo a Suíça, a Espanha, o Reino Unido e o Luxemburgo. E, desde 2007, as saídas rumo a Angola dispararam: 23 mil em 2008 e, "a avaliar pelo número de vistos", afirma Santos Pereira, "mais de 40 mil em 2009".

O presidente do Observatório da Emigração, Rui Pena Pires, confirma uma terceira vaga. O problema é saber quantos destes voltam e quantos destes vão e vêm. "Há uma vaga de emigrantes, mas não sabemos quantos estão a voltar. Esta emigração é no interior da União Europeia e há muitos fluxos de ida e volta. As pessoas emigram para Holanda, Reino Unido, Suíça, Espanha, e voltam, não era como na década de 60 em que saíam sem pensar no regresso", explica Rui Pena Pires. E acrescenta que a verdadeira dimensão deste fenómeno só será conhecida nos Censos de 2011.

Entre os que saem para Espanha, destino que registou uma quebra em 2008 (ver gráfico dos principais destinos), há trabalhadores que vão e vêm todas as semanas ou de 15 em 15 dias. E, mesmo em relação aos cidadãos que partem para Angola, estas são deslocações com ida e volta. Aliás, nos primeiros anos, apenas lhes é concedido um visto de três meses.

É esta incerteza que paira sobre a nova vaga: tem muito de temporária (menos de um ano a trabalhar fora do País), ou não?

Os estudos do Observatório indicam um aumento dos "emigrantes temporários, no quadro de uma maior circulação entre a origem e o destino: esse número passou de quase nove mil emigrantes anuais, nos finais de 1980, para cerca de 20 mil, durante a década de 1990". É um grupo em que a percentagem de homens é maior do que nas migrações de fixação.

Santos Pereira cita dados de inquéritos noutros países para sublinhar que "as estimativas sobre a emigração temporária, em geral são sempre feitas por baixo". O Censos do próximo ano dirá.

Céu Neves in DN, 2010-11-28

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Mensagem por Joao Ruiz Ter Dez 07, 2010 9:55 am

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Êxodo

Emigraram 700 mil portugueses na última década

Saíram do País 697 962 portugueses para trabalhar, quase o dobro dos 454 191 estrangeiros que aqui residem. É uma nova onda de emigrantes e com números que se aproximam das décadas de 60 e 70

Na última década, 700 mil portugueses saíram do País, para trabalhar. Só em 2007 e 2008, emigraram mais de 200 mil. É a terceira vaga da emigração e com níveis próximos dos anos 60 e 70, diz o economista Álvaro Santos Pereira. Mas esta "pode ser mais prejudicial porque inclui uma fuga de cérebros e porque, combinada com a baixa natalidade, é uma bomba- -relógio para a sustentabilidade da Segurança Social", sublinha.

Depois de dois grandes fluxos migratórios, um no início do século XX e outro nos anos 60 e 70 que bateu todos os recordes, assistimos à terceira vaga da emigração portuguesa, como lhe chama Álvaro Santos Pereira, professor e investigador da Simon Fraser University, de Vancôver, no Canadá.

Está a emigrar uma média de 70 mil portugueses por ano, e houve aceleração nos últimos tempos. Desde 1998, os cidadãos nacionais que saíram são quase o dobro do total de estrangeiros que vivem em Portugal, 454 mil. Nesta terceira vaga, "estamos a falar de números que não tínhamos desde a década de 70 do século passado e que são muito significativos para um país pequeno", nota Santos Pereira.

O investigador recolheu os dados junto dos serviços de Segurança Social e de inquéritos nacionais dos países de destino dos novos emigrantes. É a única forma de ter uma noção dos fluxos migratórios entre Portugal e a Europa, uma vez que a abolição de fronteiras no espaço Schengen impede a contabilização de quem entra e quem sai.

Na última década, e sobretudo a partir de 2003, segundo os dados que publicou este ano no estudo "O regresso da emigração portuguesa", os países de destino foram sobretudo a Suíça, a Espanha, o Reino Unido e o Luxemburgo. E, desde 2007, as saídas rumo a Angola dispararam: 23 mil em 2008 e, "a avaliar pelo número de vistos", afirma Santos Pereira, "mais de 40 mil em 2009".

O presidente do Observatório da Emigração, Rui Pena Pires, confirma uma terceira vaga. O problema é saber quantos destes voltam e quantos destes vão e vêm. "Há uma vaga de emigrantes, mas não sabemos quantos estão a voltar. Esta emigração é no interior da União Europeia e há muitos fluxos de ida e volta. As pessoas emigram para Holanda, Reino Unido, Suíça, Espanha, e voltam, não era como na década de 60 em que saíam sem pensar no regresso", explica Rui Pena Pires. E acrescenta que a verdadeira dimensão deste fenómeno só será conhecida nos Censos de 2011.

Entre os que saem para Espanha, destino que registou uma quebra em 2008 (ver gráfico dos principais destinos), há trabalhadores que vão e vêm todas as semanas ou de 15 em 15 dias. E, mesmo em relação aos cidadãos que partem para Angola, estas são deslocações com ida e volta. Aliás, nos primeiros anos, apenas lhes é concedido um visto de três meses.

É esta incerteza que paira sobre a nova vaga: tem muito de temporária (menos de um ano a trabalhar fora do País), ou não?

Os estudos do Observatório indicam um aumento dos "emigrantes temporários, no quadro de uma maior circulação entre a origem e o destino: esse número passou de quase nove mil emigrantes anuais, nos finais de 1980, para cerca de 20 mil, durante a década de 1990". É um grupo em que a percentagem de homens é maior do que nas migrações de fixação.

Santos Pereira cita dados de inquéritos noutros países para sublinhar que "as estimativas sobre a emigração temporária, em geral são sempre feitas por baixo". O Censos do próximo ano dirá.

Céu Neves e Filomena Naves in DN, 2010-12-07
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